segunda-feira, 11 de julho de 2011
Nada pra dizer
domingo, 3 de julho de 2011
Sinceramente
domingo, 12 de junho de 2011
DIA DAS NAMORADAS
Eva: Amor sabe o que eu vou te dar de dia dos namorados. Adivinha. É uma fruta e está mordida...
Adão: Amor não acredito que você vai me dar um Iphone 4...
Eva: Não, só uma maçã mordida mesmo!
domingo, 22 de maio de 2011
Mais uma Segunda
quinta-feira, 31 de março de 2011
Tempo feio!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Nessa data querida
Casa toda apagada, a mulher está “bruxa” pensando que o marido esqueceu o dia do aniversário, quando ela entra em casa, a surpresa!
- Surpresa... Parabéns pra você, nessa data querida...
- Pode parar com essa palhaçada, para, para!
- O que amor? É teu aniversário, festa surpresa!
- Eu sei que é meu aniversário, pelo jeito quem não sabia era você.
- Sabia por isso fiz essa festa surpresa...
- Boa desculpa. Salgadinho, brigadeiro, balão de festa, acha que pode me comprar?
- Como assim te comprar?
- Me comprar sim, eu já vi isso nos filmes, esquecem o aniversário daí disfarçam fazendo festa surpresa.
- Não estamos disfarçando, estava combinando isso a muito tempo, hein pessoal.
- Todos concordam!
- Eles até tudo bem esquecer, mais você Lucio Flavio, você? Você é meu marido, dorme comigo, eu te agüento toda noite roncando, e você esquece o dia do meu aniversário.
- Mais amor eu não esqueci, quis fazer uma surpresa então combinei com todo mundo.
- Todos concordam, de novo.
- Aham sei vou fingir que acredito.
- Foi tudo intencional. Vamos cantar parabéns... Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades...
- Para com essa musica chata, só fica a mesma coisa, eu não quero os parabéns, nem os presentes de vocês.
- Mais amor.
- Mais amor é uma ova, acham que eu sou palhaça?
- Todos discordam!
- Não amor, queria te surpreender.
- E conseguiu, nunca pensei que você faria isso comigo, esquecer meu aniversario e fingir que fez uma festa surpresa.
- Mais é de verdade. Apaga a luz, vamos cantar parabéns de novo. Parabéns pra você, nessa data querida...
- Liga essa luz agora ou eu vou embora.
- Todos discordam de novo.
- Alias quem são essas pessoas?
- São seus amigos.
- Meus amigos? Eu não conheço ninguém que está aqui.
- Não fala assim amor.
- É, não fala assim.
- Quem são eles, Roberto?
- Vem no pacote.
- Que pacote?
- O pacote, festa surpresa pronta.
- Então tira eles daqui agora.
- Eles não podem sair enquanto não cantarem, parabéns pra você... Com o pique, pique, etc.
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- Alo, só to ligando pra desejar parabéns hein.
- Mais não é meu aniversário hoje.
- Como não?
- Não, não é!
- Claro que é.
- Não é!
- Como não, ta na minha agenda aqui. É hoje eu tenho certeza.
- Não é, quer saber mais do que eu?
- Não é que eu queira saber mais do que você, mas se eu to falando que é hoje é hoje!
- Não é, meu aniversário é amanhã.
- Não é amanhã é hoje, ta aqui, 21/12.
- Não, é 22/12 eu sou de capricórnio.
- Claro que não, você é de sagitário, quase foi de capricórnio, mais é de sagitário, por isso nos damos tão bem.
- Eu faço dia 22/12, sou de capricórnio, e não me dou tão bem assim com você.
- Como não? Claro que se da, você gosta pra caramba de mim, todos os sagitarianos gostam.
- Vai ver é por isso que eu não gosto, é por que eu sou capricórniano.
- Não é não, chama sua mãe pra mim.
- Minha mãe já morreu, você ta de brincadeira?
- Claro que não, sua mãe ta vivinha, tive com ela esses dias, outra que me dou bem ela é de libra né!
- Ela já morreu, e era de aquário.
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- Ah ta ficando mais velho hein.
- É.
- Daqui um tempo vai casar...
- Pois é.
- Vai ter filhos.
- É a vida.
- Comprar uma casa própria.
- É o curso natural né.
- Crescer no emprego.
- Deus te ouça.
- Sair com a família nos finais de semana.
- Coisa boa.
- Reunir todo mundo no fim do ano...
- É legal.
- Ter netos.
- Não deve ter coisa melhor.
- E daqui uns tempos não vai mais dar no coro!
- Não isso não, isso não vai acontecer comigo!
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Todo ano era a mesma coisa, todos se reuniam pra jantar no dia do aniversário, e comiam a mesma coisa, e tomavam a mesma coisa, e falavam sobre as mesmas coisas. Então poucos dias antes do aniversario dele ela morreu. E ele organizou tudo fez todo o ritual como ela fazia, só que dessa vez sem ela. E comemorou sozinho. Certa hora quando estava comendo escutou um barulho.
- Quem está aí?
...
- Devo estar ficando louco.
- Passa o queijo ralado.
- Toma... O que?
- O queijo ralado.
- Amor?
- Da o queijo.
- O que você ta fazendo aqui?
- Ué não é teu aniversário?
- É. Mais, mais, mais...
- Mais o que?
- Você não ta morta.
- Uí, não fala assim.
- Ué como eu vou falar?
- Seila, mais não assim.
- Você não foi dessa pra melhor?
- Quem disse que é melhor?
- Não é?
- É, é, to brincando.
- E o que ta fazendo aqui?
- Vim cantar parabéns pra você. O chefe viu que você tinha preparado tudo, se comoveu e deixo eu vir.
- Que legal da parte dele.
- É, mais disse que é pra eu levar um pedaço de bolo pra ele.
- Claro, claro, ia sobrar mesmo. E como é lá em cima?
- É sobre isso mesmo que eu queria falar.
- Fala.
- Eu vim te dar os parabéns por duas coisas.
- Duas?
- É a primeira é pelo seu aniversário. E a segunda é que você vai subir como presente de aniversário.
- Sério?
- Serissimo.
- Ele não poderia ter dado meias?
- É ele estava em duvida, dava meias ou isso. Daí falei pra ele que você não agüentava mais ganhar meias. Foi o que o fez decidir.
- Quem disse que eu não queria ganhar meia. Claro que eu queria.
- Ah quando eu dava você reclamava.
- Sim mais ia ganhar meias de Deus.
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- Assopra as velas e faz um pedido.
... Pronto!
- Qual foi o pedido?
- Não posso falar.
- Como não pode falar?
- Se não, não se realiza.
- Ah é né.
- É.
- Mais só da uma dica. Tem a ver comigo?
- Não, porque teria, o pedido é meu.
- Seila vai que você pediu pra ficarmos rico.
- Nem pensei nisso. Será que não tem direito a três pedidos?
- Acho que não. Talvez quando é aquelas velas que acendem de novo depois que apaga.
- A minha apagou e acendeu três vezes até minha mãe dar uma tapa nela, mas eu só fiz o pedido na primeira.
- Perdeu a chance de pedir mais coisas.
- Nem me toquei.
- Mais o que você pediu?
- Não posso falar, que saco.
- Pra mim não tem problema de contar.
- Porque pra você não tem problema?
- Porque eu não conto pra ninguém.
- Mas eu não posso se não, não acontece.
- Mesmo se contar não acontece.
- Você ta louco.
- Verdade.
- Não é.
- É sim. Eu faço pedido todo ano e até agora não fui atendido.
- Qual foi o pedido?
- Não posso falar se não, não se realiza.
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- Quantos anos você ta fazendo?
- Nossa que pergunta indelicada.
- Ué é o dia do teu aniversário, achei que não seria.
- Mais é.
- Desculpe.
- Nada. Quantos anos você acha que eu to fazendo?
- Quantos anos eu acho?
- É.
- Hoje...
- É olhando pra mim, sem saber minha idade quantos anos você diria?
- Olhando bem olhado, aquela olhadona...
- Quantos?
- No duro.
- No duro!
- 37 anos.
- 37 anos, você ta louco, quem te convidou pra minha festa?
- Foi você.
- Convidei porque não achei que você achava que eu tinha 37.
- Mais eu não acho.
- Você acabou de falar.
- Mais você que pediu pra eu chutar.
- E porque você não perguntou?
- Eu perguntei você falou que era indelicado.
- E é. Mais não no dia do aniversário. Uma hora o bolo chegará, e todos saberão.
- Foi o que eu disse.
- Não, foi o que eu disse... Como deixaram alguém que acha que eu tenho 37.
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- Festa maneira hein.
- Festona.
- É.
- Boa comida hein? Provou a coxinha?
- Provei. Divina. Chorei com a massa. E você provou o canudinho com maionese no meio.
- O que é aquele canudinho.
- Bom né.
- Muito. E os docinhos. Viu o tamanho do brigadeiro?
- Aquilo não é um brigadeiro, é uma patente mais alta.
- Ahahahaha... é mesmo, e o beijinho?
- Pelo jeito a confeiteira era Afrodite.
- Pelo beijinho sim.
- E a gelatina?
- Simples mais sensacional.
- Grande festa.
- Muito boa.
- E a musica hein.
- Boníssima. Ótimo playlist.
- Grande festa.
- Ótima.
- Ele merece.
- Mais não é ela.
- Ué será que eu to na festa errada, aqui não é o aniversário do Paulão?
- Não aqui é o da Beti.
- Bem que eu desconfiava que tava muito boa.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Não to dormindo
- Ei vai dormir na cama.
- Mais eu não to dormindo.
- Ta sim.
- Não to, to assistindo o filme.
- Mais o filme já acabou?
- Já! Não acredito tava aqui pensando com os olhos fechados e perdi o final.
- Para de mentir você tava dormindo.
- Não tava, tava pensando no que tenho que fazer amanhã.
- Sonhando com o que tem que fazer amanhã.
- Para de dizer que eu tava dormindo.
- Mais você tava.
- Como que alguém vai dormir no fim de um filme tão bom?
- Da mesma forma que dorme sempre.
- Mais não é que eu durma, é que eu fecho os olhos pra planejar o dia de amanhã e o filme acaba.
- Poh mais que dia cheio hein, ficou com os olhos fechados da metade do filme até o fim dele.
- É que eu to com o dia cheio amanhã.
- E você costuma roncar quando está se planejando.
- Para de querer dizer que eu tava dormindo.
- Mais você tava, e é sempre assim, você dorme no final do filme, daí loca o filme pra assistir o final, dorme de novo, atrasa a devolução porque tem que assistir pelo menos mais 3 vezes pra conseguir ver o final...
- Foi só uma vez e eu não assisti tantas vezes o final porque eu dormia mais sim porque tinha finais alternativos.
- Ah sim alternativos. Cada vez que você assistia sonhava com um final diferente.
- Nada a ver.
- É sim, admita que você estava dormindo.
- Mas eu não estava.
- Ta bom eu não vou discutir com você, Cláudio, se quer ficar dormindo nesse sofá duro o problema é seu só não me venha reclamar de dor nas costas amanhã porque eu não vou fazer massagem pra ninguém... Cláudio você estava dormindo de novo.
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- Amor vem dormir aqui comigo.
- Vem você aqui pro sofá.
- O que?
- Vem aqui você pro sofá, está tão quentinho, daí se eu vou aí pra cama tenho que começar tudo de novo.
- Começar tudo de novo o que?
- A me esquentar.
- Mais venha pra cá que eu te esquento.
- Venha você pra cá que já está quente.
- Eu não vou ir aí no sofá, não vou sair da minha cama quente e confortável pra ir até aí.
- E eu também não vou sair do meu sofá quentinho pra ir até aí.
- Então fica aí mal agradecido.
De madrugada...
- Amor da um espaçinho pra mim.
- O que que você quer?
- Chega pertinho de mim pra esquentar.
- A agora você quer, o que aconteceu com o “seu” sofá.
- Não sei quando peguei no sono estava tão quentinho e agora acordei com um frio.
- Daí vem querer me procurar, vai ficar com ele.
- Mais amor eu tava lá só até pegar no sono.
- Pois então agora fique lá até pegar uma gripe.
- Que isso Ana.
- Que isso digo eu, quando eu queria te esquentar você preferiu ficar naquela concha.
- Não precisa ofender também.
- Sai da cama, vai pro sofá.
- Deixa eu pelo menos levar uma coberta.
- A você estava sem coberta e mesmo assim preferiu ficar lá? O que que ele tinha que eu não?
- Não tinha coberta eu só tava assistindo e tentando esperar o sono vir.
- Eu tinha o sono aqui comigo.
- Ah amor!
- Ah amor uma ova.
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- Você não sabe com o que que eu sonhei!
- Com o que menina.
- Sonhei que estava numa praia...
- Qual praia?
- Não sei uma praia linda, deserta...
- Ih, deserta?
- É deserta porque?
- Não é bom. Mais continua.
- Estava um sol lindo, quando avistei de longe um bombeiro, lindo, sarado...
- Um bombeiro?
- É um bombeiro...
- Bombeiro não é boa coisa...
- É porque você não viu que bombeiro era... Olhos claros, alto, forte...
- Olhos claros?
- Sim, 1,90cm, barriguinha tanquinho.
- Olhos claros não é nada bom. Mais o que vocês fizeram daí.
- Ele veio em minha direção e me ofereceu uma respiração boca-boca.
- Ué você não tava na areia?
- Sim, mais você sabe como é sonho. Então como ouvi falar que se acontece alguma coisa no sonho, acaba acontecendo na vida real eu deixei.
- Deixou?
- E como, fez boca-boca, massagem cardíaca...
- Isso não é bom.
- O que, não é bom? Foi uma das melhores coisas que eu já senti.
- Mais esses sinais.
- Que sinais, foi apenas um sonho, infelizmente.
- Ah menina se cuida.
- Por quê?
- Praia deserta, bombeiro, massagem cardíaca. Vai fazer um check-up...
- Vou é procurar por praias desertas na internet, vai que esse sonho se torna realidade.
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- Cleverson, Cleverson... Acorda, acorda...
- O que?
- Você tava roncando.
- Não tava.
- Tava sim.
- Mais eu não ouvi nada.
- Claro você tava dormindo.
- Mais como roncando?
- Alto, muito alto, alto a ponto de eu ter que te acordar.
- Mais eu nunca ronquei.
- Como?
- Eu não ronco.
- Não mesmo, você não ronca...
- Viu.
- Você entra em erupção.
- Aí que exagero.
- Exagero porque não é você que ta do lado do terremoto.
- Ué nunca reclamaram do meu ronco.
- Mais só eu durmo com você.
- Então ta empatado
- Como empatado, você ronca e pronto.
- Você não tem como provar.
- Não? Ta bom então eu vou filmar e te mostrar.
- Quero ver.
- Vou colocar na internet.
- O que?
- Ué não quer ver.
- Perai, isso é uma discussão nossa.
- Não disse que ninguém nunca reclamou.
- Mais amor, não precisa me expor tanto.
- Ta com medinho?
- Não quero virar sensação na internet.
- Então para de roncar.
- Como?
- Não sei se vira se não vou contar pra todo mundo, imagine o que todo mundo vai dizer.
- Ta bom eu vou parar...
- Quero só ver.
No outro dia...
- Amor, eu quero divórcio.
- Ué porque?
- Não quero você colocando vídeo meu roncando, na internet.
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Durante a noite de um casal dormindo, a mulher rola na cama e derrepente o choque.
- Aí Samuel.
- O que?
- Nossa Samuel.
- Quem é esse tal de Samuel?
- Ahm.
- Acorda. Quem é Samuel?
- Eu que vou saber tava dormindo aqui.
- Não se faça...
- Que se faça? Tava dormindo você sabe disso.
- Sim eu sei. Mais quem é Samuel?
- Que mané, Manuel, volta a dormir, amanhã pulamos cedo.
- 1 hora depois...
- Manuel, Manuel...
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- Conta uma estória pra eu dormir?
- Ahm?
- Conta uma estória.
- Que estória?
- Sei la, você escolhe. Só até eu pegar no sono.
- Ah então você está insinuando que minhas estórias dão sono?
- O que?
- Falando pra eu contar uma estória pra te ajudar a pegar no sono...
- Nada a ver.
- Tudo a ver.
- Não precisa falar nada, queria te ouvir... Agora não quero mais, boa noite.
- Aí amor tava brincando.
- Você e essas suas brincadeiras, só queria uma estória e acabei arrumando uma confusão.
- Não arrumou nada. Deita aí que eu vou contar uma estória.
- Ta bom.
- Só não vai dormir no meio da estória como você sempre faz.
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Os dois deitados na mesma cama, um na cabeceira e o outro nos pés...
- Porque eu tenho que ficar nos pés?
- Porque você é mais novo.
- E o que que tem? A cama é minha.
- E daí? A cama é sua mais eu sou mais velho. E qual é o problema de dormir nos pés?
- Não gosto.
- Ninguém gosta.
- Tem gente que gosta.
- Quem gosta?
- Sei lá mais alguém deve gostar pra ter tido essa idéia.
- É se for pensar por esse lado.
- Tira o pé da minha cara.
- Não to com o pé na sua cara.
- Claro que ta, uí que nojo...
- Tira o seu da minha...
- Mais não é o meu.
- Como não é?
- Meu pé não alcança sua cara, eu sei eu tentei...
- O que? Mais de quem é então?
- Não sei, só que não é o meu.
- Ah não tem mais alguém entre nós. Acende a luz lá.
- Não, acende você.
- Porque eu?
- Você é o mais velho.
- E o que que tem?
- Que tem que o mais velho é o mais corajoso.
- Negativo. Aí caramba bateu com o pé de novo na minha cara.
- Ih, quer trocar de lugar pra ver se para?
- Será que adianta?
- Quer tentar?
- Mais e se não adiantar?
- Daí eu ligo a luz.
- Beleza no 3 nós trocamos.
- 1, 2, 3...
- Aí bem melhor.
- Só troquei porque você tava com medo.
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- Nossa você se mexe bastante quando ta dormindo hein.
- Sério nunca percebi.
- Vai ver é porque você está sempre dormindo.
- É pode ser.
- Olha vamos ter que comprar uma cama maior ou dormir em camas separadas.
- Que exagero.
- Exagero? Noite passada você me deu uma joelhada na costela, uma pesada na cara e um mata leão.
- Sério?
- Claro. Achou que esse olho roxo era do que? Que eu tinha caído da escada?
- Pode ser.
- Como pode ser, nem temos escada.
- Ah é...
- É, e não sei se vou sair viva de mais uma noite dormindo na mesma cama que você.
- Olha eu não faço por querer.
- Eu sei que não faz por querer, mais o que não da é pra continuar apanhando assim.
- Verdade. Vamos resolver esse problema.
- Relaxa que eu já sei como resolver.
- Ah já sabe que bom! Como?
- Toma.
- O que é isso?
- Abre.
... Nossa um pijama novo. Que estranho esse pijama.
- Não é bem um pijama é uma camisa de força.
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- Antes de dormirmos juntos eu quero te falar uma coisa.
- O que?
- Eu sou sonâmbulo.
- Serio?
- Seriíssimo.
- Ah mais não tem problema.
- É.
- É o que?
- É que quando eu tenho ataques de sonambulismo eu sapateio.
- Faz o que?
- Faço sapateado.
- Como você sabe.
- Algumas pessoas viram e me contaram.
- Nossa.
- E não para por aí.
- Não?
- Não. Eu também canto.
- Canta?
- Canto.
- Canta o que?
- Samba.
- Samba?
- Sim.
- Você sapateia e canta samba.
- Isso.
- Que loucura. E isso acontece sempre?
- Não, só quando tem platéia!