segunda-feira, 11 de julho de 2011

Nada pra dizer

- Mas cara, se conselho fosse bom eu não dava...
- Então quanto você quer por um conselho bom? – Disse interrompendo-o.
- Ãhm?
- Você ia dizer que ‘se conselho fosse bom você não dava, vendia!’. Então quanto quer por um conselho?
- Sei lá cara, só estou usando um jargão. Isso é normal. Você da o pitaco e fala a frase. Eu não faço as regras, só as sigo.
- Sim eu sei. Mas se cantou a pedra é porque deve ter um dos bons aí...
- Dos bons o que?
- Conselhos!
- Você ta louco?
- Não to louco cara. Diz aí, tem um fresquinho? To precisando, to deprê!
- Eu só falei por falar cara, não tenho nada...
- Só uma ajudinha cara. Faz teu preço, eu pago.
- Não tenho nada pra falar...
- Vai ficar se fazendo? Quando precisou de mim eu te dei um conselho, diga-se de passagem um bom, e de graça!
- Do que você está falando?
- Lembra quando terminou com a Marta e estava querendo se matar?
- Lembro, foi uma fase dificil. Só que eu já superei.
- Superou com a ajuda de quem?
- Oi?
- Quem te ajudou a superar?
- Foi você! Mas o...
- AH-HÁ! – gritando e interrompendo-o novamente.
- O que é que tem?
- O que é que tem? O que é que tem?
- É. O que é que tem?
- O que é que tem é que eu não cobrei nada!
- Você está jogando na minha cara um conselho?
- Não é que estou jogando na sua cara um conselho, um bom conselho...
- Está jogando na minha cara sim.
- Não, não é isso... Só pensei que...
- Quanto vai querer por ele. – Interrompendo dessa vez, sacando a carteira do bolso. – Fala eu pago.

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- E aí tudo bem com você?
- É...
- O que é que aconteceu?
- Acho que a minha mulher está me traindo.
- Não brinca!
- Não brinco com essas coisas.
- Porque ta achando isso?
- Ela anda muito estranha...
- Estranha como?
- Sei lá, não sai do telefone, ta com umas conversas doidas, vive dando desculpa pelos atrasos, meu vizinho também comentou umas coisas...
- Ah isso é normal, toda mulher é assim.
- Será?
- É minha mulher também é assim, nunca tem tempo pra nada, vive no telefone, sempre com conversas nada a ver, e vizinhos sempre falam demais.
- Será que a sua mulher também não está te traindo?
- Ãhm?
- Acho que a sua mulher também está te traindo!
- Que isso cara. Eu confio na minha mulher.
- Eu também confiava na minha, até começar a desconfiar que ela esta me traindo.
- Caramba, será que a minha mulher está me traindo?
Chega um terceiro na conversa.
- E aí rapaziada!
Ninguém responde
- Ei to falando com vocês. Ta acontecendo alguma coisa?
- Acho que a minha mulher ta me traindo!
- Se ta zoando.
- Ninguém me leva a sério mesmo.
- Acho que a minha também está.
- Vocês estão viajando...
- Que viajando cara...
- Porque estão achando isso?
- As atitudes dela.
- Delas!
- Mais estão traindo uma com a outra!
- Não, não...
- Não ta louco!
- Então porque estão achando isso?
- Ela anda meio estranha, falando no celular demais...
- Nunca tem tempo pra nada...
- E o vizinho também comentou algumas coisas...
- Ei minha mulher também é assim.
- É então sinto dizer mais a sua mulher também está te traindo...

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- Alo... Alo... – Gritando ao telefone – Acho que não é ninguém.
- Oi...
- Porque a demora pra falar?
- Tava ruim o sinal.
- Quem ta falando?
- Alguém que está prestes a se matar?
- Não tem ninguém com esse nome aqui!
- Que nome?
- Esse que você falou agora!
- Não falei nenhum nome.
- Ah não? É que eu não estou entendendo direito. Onde você está? Ta bem ruim a ligação.
- Estou na janela do vigésimo andar de um prédio.
- Ta bem alto o que você está fazendo aí?
- Vou me jogar...
- Repete porque cortou!
- Estou me preparando pra pular. Me matar. Suicidar!
- Que brincadeira é essa?
- Não é brincadeira nenhuma. É verdade!
- Aham muito engraçado.
- Não era isso que eu queria ouvir antes de morrer, mais já que esse foi o destino...
- Onde você conseguiu meu numero?
- Disquei os números sem ver e acabou parando no seu...
- Ta então quer que eu acredite que você discou aleatoriamente e caiu no meu. Então resolveu bater um papo antes de se matar!
- Isso mesmo.
- Ta então eu sinto muito, só que eu não tenho tempo pra isso.
- Espera aí. Não desliga, não desliga... – gritou desesperado como alguém a beira da morte.
- O que foi?
- Não quer saber por que eu vou me matar?
- Chega dessa brincadeira, você não vai se matar coisa nenhuma. Passar bem.
- Não... Não...
- O que foi? Eu tenho mais o que fazer!
- Não se preocupa com a vida dos outros?
- Não, prefiro me preocupar com a minha!
- Você vai se arrepender.
- Olha quem ta falando sobre arrependimento!
- O que foi?
- Você não tem moral pra falar. Acaba de dizer que vai se matar.
- Me desculpa, mas não é só porque eu vou me matar que eu não tenha o direito de falar.
- Só? Ta prestes a se jogar da janela e acha que é só? Tem que se matar mesmo.
- Só sim. Não vou fazer isso porque você está mandando. Vou fazer porque eu quero.
- É sim. Desde que ligou aqui está falando que vai pular e até agora nada.
- Não é bem assim. Não posso só chegar e pular!
- É tem que gastar seus créditos antes. Vai morrer e deixar créditos no celular, ta louco, é pecado.
- Ei só liguei porque eu tinha que dividir com alguém a o motivo do meu suicídio.
- E não poderia ter escrito uma carta como todos os outros suicidas?
- Poderia, só que eu quis criar um diferencial pra ser o primeiro cara que se suicidou e ligou para um qualquer...
- Espera aí. Quer dizer que você liga no meu celular. Me faz eu perder um tempão...
- Calma... – tentando interromper.
- Não me interrompa. Agora vai me deixar terminar. Me faz eu ficar esse tempo todo aqui, e ainda vem dizer que eu sou qualquer um...
- Não foi isso que eu quis dizer.
- Foi isso que eu entendi!
- Olha acho que você precisa de tratamento.
- Eu preciso de tratamento? Eu?
- É!
- Você me liga dizendo que vai se jogar do vigésimo andar, e eu é que preciso de tratamento.
- Caramba é verdade. O que eu tava pensando, tem varias pessoas em situação pior que a minha e não está tentando se matar, e eu fazendo isso.
- O que você quer dizer com isso?
- Ei muito obrigado pela ajuda que você me deu, e por mostrar que eu não sou só eu que tenho problemas...
- Ta dizendo que não vai se matar mais?
- Não. E graças a você. Grava meu numero, e o que precisar de mim pode ligar. E por favor não tente se matar. Sua vida vale muito. Não é porque você tem problemas que deve fazer uma besteira desta.
- Não sei porque ta falando isso pra mim, quem tava tentando se matar era você...
- Tchau, passar bem, e se cuida viu...
- Alo... Alo... – Gritando novamente. – Se mata... Se não eu vou me matar... ALO!

domingo, 3 de julho de 2011

Sinceramente

Dois homens se trombam na rua
- Opa desculpa! – Um ajudando o outra a se levantar.
- Que isso eu que tenho que pedir desculpa... Caramba não acredito!
- O que, você se machucou?
- Não acredito que é você! Quanto tempo. Como você ta meu querido?
- Eu to bem... To bem... “Putz quem é ele mesmo?”.
- Quem é vivo sempre aparece hein...
- É... É! “Meu Deus, quem é ele?”
- Poh você continua magro...
- E você inteligente! – Resmungou.
- Ãhm?
- Nada não...
- E aí, o que anda aprontando?
- Ah to na mesma ainda...
- Sério. É eu também to lá ainda!
“Lá onde? Porra tenho que parar de beber”, pensou. E o seus irmãos como estão? “Se falar dos irmãos pode ser que eu lembre”.
- Irmãos?
“Puta que pariu”.
- Você continua um sarrista hein...
“Como ele me conhece tão bem e eu não lembro quem é. Vou falar pra ele que não tenho a mínima idéia de quem é ele”. Pois é continuo!
- Não vai mudar nunca!
- E a galera tem visto? “Isso se ele falar de um dos amigos eu mato a charada”.
- Não, e você?
“Tenho que acabar com isso”. Não também!
- É, mais é a vida né. Cada um acaba seguindo o seu caminho.
“E eu queria não ter pego esse”.
- Velho tenho que ir nessa...
- Pois é, eu também...
- Diz que eu mandei um beijo pra Paula.
“Paula? Mais que é Paula”. Digo sim.
- E vamos marcar alguma!
- Vamos sim.
- Você tem meu telefone né! Eu to com o mesmo ainda...
- Tenho, tenho... É aquele mesmo né...
- É você trocou?
- Não, não...
- Então eu te ligo pra fazermos alguma...
- Isso!
- Abração, foi bom te rever em Claudião! – E foi embora.
- Outro. Bom te ver também... “Claudião, espera aí mais eu não sou o Cláudio”.

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- Amor... Amor...
- Oi.
- Olha aqui pra mim.
- Eu to olhando! – Disse olhando para televisão.
- Você acha que eu engordei depois que casamos?
- Ãhm?
- Você acha que eu to muito diferente do dia que nos conhecemos?
- Não... Não... – Respondeu e continuou assistindo televisão. “Sim... Sim”, pensou.
- Então porque eu não consigo mais vestir as roupas de quando eu te conheci? – Perguntou já entrando em frente a televisão.
- Por que?
- É!
- Porque esta fora de moda, né amor. – Puxando ela para o lado.
- Tem certeza mesmo amor?
- Tenho. Tenho. Agora vai um pouquinho pro lado que eu to tentando assistir.
- Se você me conhecesse hoje, daria em cima de mim como deu na época? – Insistindo no assunto.
- Se eu daria em cima de você?
- É! Você me pegaria?
“Eu não ia agüentar”, isso foi o que ele pensou. Claro, sem pensar, o que ele disse. Agora posso assistir?
- Pode, pode... Ah só mais uma coisa!
- O que foi cacete...
- Já que você foi tão sincero comigo, você foi né!?
- Sim. – Disse. “Não”. – Pensou.
- Então eu vou ser sincera com você. Se fosse hoje em dia eu não teria te dado chance como eu te dei aquela vez. Você ta meio gordo, não sai da frente desse sofá e ta ficando careca!

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Dois velhinhos deitados conversando.
- É véio a vida passou rápido né! – Comentou cutucando o velho.
- Oi?
- Ah vida passou rápido!
- É, fazer o que. Vai passar pra todo mundo né! – resmungou com os olhos já fechando.
- Vai mesmo.
Alguns minutos de silencio.
- Vivemos muita coisa hein...
- Vivemos, vivemos. – Disse tentando puxar pela memória.
- Lembra quando você me conheceu?
- Lembro. Claro que eu lembro. – Mentiu.
- Nenhuma das minhas amigas gostava de você. Disse que você não prestava pra casar. Que não tinha futuro.
- Eu achei que a suas amigas gostavam de mim.
- Não gostava nenhum pouco.
- É não da pra agradar todo mundo.
- Meus pais também não apoiavam muito também não.
- Ah não.
- Pra falar a verdade ele não iam muito com a sua cara.
- Ué, mais eles me tratavam tão bem.
- Tratavam na sua frente, mas quando você virava as costas desandavam a falar mal de você.
- Caramba pra você vê como são as coisas. – Já virando para o lado pra tentar pegar no sono.
- Meus irmãos então. Tinham um ódio de você!
- Seus irmãos?
- Tinham um saco de dar soco com a sua foto!
- Eu pensei que tínhamos uma relação boa.
- Eles se controlavam porque não queriam ir preso.
- Por isso nunca quiseram vir jantar aqui em casa. Achei que é porque achavam que você cozinhava mal. Uma pena, sempre considerei eles. – Lamentou e virou para o lado para o lado tentando novamente dormir.
- Tivemos que sacrificar o meu cachorro porque ele tentava escapar pra te morder. Quando sentia teu cheiro ficava uma semana latindo sem parar.
- Porra mais ninguém gostava de mim mesmo hein. O que é que eles tinham contra mim? Nem me conheciam, e me julgavam tanto assim. – Reclamou sentando na cama.
- Pois é. Se eles tivesse vivido metade do tempo que eu vivi com você pelo menos teriam uma razão pra te odiar tanto. – Disse, virou pro lado e dormiu.

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- Olha nós precisamos conversar sério.
- Ih, o que foi que aconteceu?
- Acho que não da mais.
- Não, você não pode ta falando sério.
- To falando sério sim. Se não, não teria falado “precisamos conversar sério”.
- Faz sentido.
- Então como eu ia dizendo, não da mais. Acho que já chegamos no nosso limite.
- Não. Eu ainda tenho mais um pouquinho.
- Pouquinho do que?
- Disse, “chegamos ao nosso limite”, eu agüento mais um pouco.
- Mais eu não agüento mais.
- Eu vou me esforçar mais.
- Não, não é você...
- Se não sou eu, então quem tem que se esforçar mais é você!
- É acho que devia mesmo, mas é que eu não quero mais...
- Mas por quê? Vivemos tantas coisas boas juntos.
- Eu sei, eu sei... Porém vivemos muitas coisas ruins também.
- Mas pense nas coisas boas.
- Eu tento, mais aí vem as ruins e eu esqueço das boas.
- E as juras de amor?
- Eu tava com o dedo cruzado!
- E as promessas?
- Vão ficar no papel.
- E tudo que construímos juntos?
- Vai ser embargado...
- Eu não acredito. Não acredito!
- Não se preocupe você vai encontrar alguém melhor que eu!
- E se eu não encontrar.
- É daí eu já não sei! – Resmungou.
- Ãhm?
- Você vai encontrar. Vai sim.
- Se você me deixar eu vou pensar em me matar.
- Não pense, faça!
- Oi?
- Eu disse, não faça, não faça isso. Você é linda, inteligente, simpática.
- E porque você está me deixando?
- Porque?
- É?
- Boa pergunta...
- Foi alguma coisa que eu fiz?
- Não!
- Que eu disse?
- Não!
- É, então realmente o problema é você! Melhor terminarmos.

domingo, 12 de junho de 2011

DIA DAS NAMORADAS

Enquanto isso no jardim do Éden.
Eva: Amor sabe o que eu vou te dar de dia dos namorados. Adivinha. É uma fruta e está mordida...
Adão: Amor não acredito que você vai me dar um Iphone 4...
Eva: Não, só uma maçã mordida mesmo!

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- Amor o que você comprou de presente pra mim?
- Um cinto!
- Cláudio isso não é hora de fazer piada!

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- Paula não da mais. Eu quero terminar com você!
- Oi?
- Não da mais. Eu não te amo mais. Não respeitamos um ao outro...
- Não acredito...
- Paula é o melhor pra nós dois. Já deu o que tinha que dar...
- Mais amanhã é dia dos namorados...
- Sim eu sei. Mais é que isso já estava me sufocando. Não agüentava mais segurar.
- Não posso passar o dia dos namorados sem namorado...
- Oi?
- O que as minhas amigas vão pensar?
- Eu to terminando tudo e você está pensando nas tuas amigas... Eu vou embora...
- Não, não, espera aí...
- O que foi?
- Dá o presente pelo menos...
- Você louca mesmo... Ainda bem que terminamos... Tchau!
- Não muda o status pra solteiro ainda não, deixa pra fazer isso segunda... Beijo te amo!

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- Amor acorda! O que você comprou pra mim?
- Oi... Que dia é hoje?
- Domingo, dia dos namorados...
- Domingo? Poh me deixa dormir!
- Que dormir. O que você comprou?
- O que você quer presente de dia dos namorados?
- Claro!
- Ué mais não somos namorados. Somos CASADOS!
- E o que é que tem?
- Que é que tem, é que é dia dos namorados e não dia dos casados!
- Só por isso você não vai me dar presente?
- Amor você tem que entender que depois que você aceitou se casar comigo perdeu o direito de ganhar presente de dia dos namorados!
- Ah é e você acabou de perder o direito tocar em mim até segunda ordem! Vou voltar a dormir!
- Aí amor eu tava brincando... O que você quer de dia dos namorados... Vou lá comprar!

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- O que você comprou Cláudio?
- Uma saia!
- CLAUDIOOO!

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No bar
- E aí o que você deu de presente pra sua namorada?
- Um perfume.
- E ela te deu o que?
- Deu uma calça.
- Legal, legal. E você?
- Poh eu levei ela pra jantar e dei um par de brincos de ouro.
- Poh detonou hein! E ela te deu o que?
- Um Iphone!
- Caramba mandou bem...
- Mais diz aí e você deu o que pra sua namorada Jorge?
- Cara eu não dei nada material. Só disse que a amava. Que ela era a coisa mais importante. Que um presente não representa o que eu sinto por ela, mas sim o que eu tenho por dentro!
- Bonito isso hein. Muito legal mesmo...
- E ela te deu o que?
- Um pé na bunda!

No salão
- E aí menina o que você ganhou do teu namorado?
- Um perfume que eu tava querendo faz tempo.
- Nossa que tudo. E você deu o que pra ele?
- Uma calça jeans...
- E você ganhou o que?
- Ele me levou pra jantar e me deu um par de brincos de ouro...
- Nossa que chique hein... Você merece. E deu o que pra ele?
- Um Iphone!
- Nossa não economizou também hein.
- E você Laura ganhou o que do Jorge?
- Não ganhei nada!
- Ãhm?
- Nada. Ele disse que não ia dar nada material. Só amor. Que eu era a coisa mais importante. E que um presente não representa o que ele realmente sente por mim.
- Não acredito amiga!
- Eu também não acreditei. Terminei com ele na hora!
- Ah bom. Pensei que ia cair nessa conversa.

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segunda-feira no TRABALHO
- Bom dia. Porque você está com essa cara?
- Porque ontem eu acordei as 07h:00m eu tinha esquecido que era o dia dos namorados...
- Putz e aí?
- Aí eu levantei desesperado e fui comprar o presente! Então lembrei que não tinha namorada...
- Mais não precisa ficar assim não cara. Uma hora você vai conseguir arrumar uma namorada...
- Não eu to com essa cara, porque não consegui voltar a dormir!

domingo, 22 de maio de 2011

Mais uma Segunda

- Putz já é domingo de novo. Amanhã começa tudo de novo hein!
- Nem me fale.
- Trabalho, pressão, cobrança...
- Hum!
- Metas, chefe em cima, pedidos chegando, clientes...
- Não gosto nem de pensar.
- É a vida! Acordar cedo segunda-feira. Escutar reclamações...
- É! É a vida!
- Gente chata te aporrinhando.
- Num é facil...
- Café amargo. Colega chato...
- Tem mais isso ainda...
- E tudo isso é só o começo... Depois tem terça, quarta, quinta...
- Ta bom chega, chega. Já entendi! Você quer que eu consiga um atestado falso pra você de novo.
- Era aí que eu queria chegar.

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Todos no bar comemorando a chegada de mais uma sexta-feira.
- Finalmente sexta-feira!
- Demorou mais passou hein.
- Verdade. Essa semana foi dose. Ela se arrastou. Eu juro que quarta-feira eu olhei para o relógio era 11h00min, depois de um tempo olhei de novo era 10h00min.
- Foi mesmo. Mas finalmente acabou. Agora é só tomar umazinha pra comemorar a chegada de mais um fim de semana.
- Um brinda a sexta-feira, o dia mais esperado da semana!
- UM BRINDE!
- Um brinde ao sábado, o dia mais gostoso da semana!
- UM BRINDE.
- Um brinde ao domingo, o dia mais bipolar da semana!
- O dia mais bipolar?
- É! De dia você está feliz porque não tem compromisso, pode dormir até tarde. Mas vai chegando a noite você vai lembrando que falta pouco pra segunda-feira. E começa a ficar bravo.
- UM BRINDE!

- Tão sabendo do boato que o mundo vai acabar amanhã?
- Amanhã?
- Mais amanhã não é sábado?
- Pois é! É o que estão falando.
- Deus não acabaria com o mundo num sábado.
- Sábado foi o dia que ele descansou. Ele não vai trabalhar no dia da folga dele.
- É pode ser que pro nosso fuso caia no domingo então.
- Não ele não faria isso no domingo também.
- Não no domingo nem ferrando. É o dia da missa. Dia que todo mundo vai festeja pra ele. Canta pra ele. Come hóstia!
- É ele não faria isso no domingo.
- E segunda-feira?
- É segunda faria mais sentido!
- O que? Vocês estão viajando. Vocês acham que Deus trabalha na segunda-feira. Ele é patrão. Patrão não trabalha na segunda-feira não. Se for pra acabar vai ser de terça a quinta.

- Pergunta hipotética!
- Ih começou...
- Deixa o cara perguntar...
- Se pudesse escolher, você trabalharia de terça a sábado. Ou continuaria de segunda a sexta?
- Eu não posso escolher acabei de entrar na empresa. Não posso fazer nenhuma exigência ainda.
- Não, você não entendeu. Se pudesse escolher. SE!
- Deixa eu ver. De terça a sábado, ou continuar de segunda a sexta?
- É!
- Bem se eu não precisasse trabalhar na segunda-feira eu não a odiaria tanto. Em compensação eu ia começar a odiar a terça-feira. Fora que as sextas não seriam mais essa alegria que é. Porém eu poderia curtir sábado e domingo sem esquentar a cabeça... Ah não sei cara, é uma pergunta muito difícil. Não sei responder.
- Não. Tem que responder. Digamos que se você não responder, vai ter que trabalhar todos os dias sem folga...
- Mas eu não sei o que responder.
- Tem que responder cara. É só uma pergunta.
- Não é só uma pergunta. Envolve muita coisa. Sentimentos. Opiniões.
- Responde poh.
- Ta bom eu mudaria!
- Ae galera, o cara disse que trocaria a escala dele de segunda a sexta, pra de terça a sábado. Quem é que queria trocar pra esse horário mesmo?

- Sabe que eu tava pensando?
- O que?
- Porque começamos a trabalhar na segunda-feira que é o segundo dia da semana e não no domingo que é o primeiro?
- Porque domingo foi o dia que Deus descansou!
- Mas ele não descansou no sétimo dia?
- Sim!
- E o sétimo dia não é sábado?
- É!
- Então.
- Se fosse pela lógica...
- Nós teríamos que descansar no sábado e a semana começaria no domingo, que é o primeiro dia da semana?
- Ainda bem que quem criou o calendário não agiu pela lógica!
- UM BRINDE!

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Dois mendigos conversando numa calçada, domingo a tarde.
- Sabe do que eu mais gosto nos domingo a tarde?
- Da programação da televisão?
- Não! Nós não temos televisão!
- Ah é!
- Sabe do que?
- Dos restos de churrascos que nos dão! Sempre rola uma maionesinha.
- É isso é bom também. Mas não é!
- O que é então?
- Que é o único momento que os rico sentem inveja da gente. Porque não precisamos acordar cedo na segunda-feira!

Os mesmos dois mendigos conversando.
- Amanhã já é segunda-feira.
- E o que é que tem?
- Amanhã começa tudo de novo?
- Começa tudo de novo o que você não trabalha!
- Ah é!

Mais tarde.
- Sabe que as vezes eu queria trabalhar...
- Ei não brinca com coisa séria!
- Verdade. Queria trabalhar mesmo!
- Se não parar de falar essas coisas não vou mais poder ser seu amigo.
- Queria trabalhar, só pra poder reclamar da segunda-feira!
- Ah bom!

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- Mãe posso faltar aula amanhã?
- Não. Nem pensar.
- Ah mãe deixa.
- Porque?
- Porque é segunda-feira.
- E o que é que tem?
- Que que tem é que não é um bom dia.
- Quem falou isso meu filho?
- Você e o papai!
- Eu e o seu pai?
- É!
- Quando?
- Todo domingo mãe. Chega domingo a noite vocês começam a xingar a segunda-feira. Porque que ela é tão ruim mamãe?
- Ah filho quando você ficar adulto vai entender. Agora dorme!
- Posso faltar amanhã então?
- Não! Boa Noite!
- A segunda-feira idiota. Eu odeio a segunda-feira...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Tempo feio!

- Frio hein!?
- Nem ta tão frio assim...
- Como não, deve ta uns 0°C...
- Você é exagerado.
- Não sou exagerado, vai nevar.
- Nossa da onde...
- Cara olha minha mão como ta gelada.
- Que isso tira sua mão pra lá.
- Viu como ta fria.
- Não é por estar fria é que porque pega mal.
- Só to mostrando como ta frio.
- Para frio é psicológico.
- Ahm?
- Não ta frio, frio é psicológico.
- Nada haver. Ta frio. Frio é frio mesmo, vai lá no fora e tenta pensar que estar calor...
- Não to falando disso.
- Ué ta dizendo que é psicológico. Que se eu não pensar que ta frio, não vou ficar com frio.
- E é.
- Claro que não. Essa discussão toda ta me dando sono.
- Sono é psicológico.
- Tudo pra você é psicológico.
- Não é isso. É que meu psicólogo falou...
- Ta explicada você está freqüentando um, por isso não para com esse papo de psicologia.
- Não tem nada a ver.
- Ah não.
- Claro que não, é tudo coisa da sua cabeça. O “achismo” é psicológico.

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- Hum nesse frio ta bom pra dormir de conchinha hein.
- Como?
- Nada, nada...
- Ah.
- Imagine ficar agarradinho debaixo das cobertas?
- Oi?
- Não falei nada.
- Tive a impressão...
- Pezinho quentinho encostando um no outro...
- Que que tem meu pé?
- Não, falei que tenho que cortar a unha do pé.
...
- Agarradinho assistindo um filmilminho...
- Disse alguma coisa?
- Disse.
- O que?
- Que nesse frio...
- O que que tem?
- É bom...
- Ah eu não gosto.
- Eu também não, mais é bom sabe pra que?
- Pra dormir!
- Não, quer dizer, sim...
- Pensei que você não gostasse.
- Gosto, e gostaria mais ainda se nos esquentássemos juntos!
- Não entendi.
- Falei que gostaria que eu esquentasse você?
- O que...
- Digo esquentasse alguma coisa pra gente comer!
- Claro, primeiro vamos terminar o trabalho.
- Quero trabalhar muito nesse corpo...
- Ãhm...
- Vou fritar uma costelinha de porco...

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- Não só pensei que podíamos sair daqui...
- Sair daqui? Mais ta tão frio lá fora.
- É isso que eu ia falar...
- Sair nesse frio é doido.
- Ia falar pra irmos pra minha ou pra sua...
- Minha ou sua o que?
- Casa.
- Pra que?
- Pra se esquentar.
- Esquentar como?
- Seila podíamos tomar um chocolate quente, se enfiar embaixo das cobertas.
- É não seria ruim estar na cama nesse frio.
- Isso, isso...
- Dormindo...
- Não, não...
- Porque não?
- Esquece

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- Vai colocar uma blusa!
- Mas eu não to com frio.
- Como não ta com frio?
- Não estando! To sem frio.
- Olha o frio que está e você dizendo que está sem frio. Coloca a blusa.
- Eu não to com frio. To tranqüilo.
- Não pode estar tranqüilo nesse frio!
- Que frio meu Deus!
- Esse! Hoje é um dos dias mais frios do ano.
- Mais o ano começou semana passada.
- Foi a mulher da TV quem disse... É o típico frio de verão.
- Frio de verão?
- É um frio que só da no verão.
- Mais não chega a estar frio, só não está tão calor quanto os outros dias.
- A-HÁ! Sabia que você estava com frio, to a blusa!
- Não falei que eu to com frio, só disse que... Ah quer saber me da aqui essa blusa...
- Não vai se arrepender!
(Algum tempo depois)
- Caramba de repente me deu um calor...
- Onde você ta indo?
- Tirar essa blusa...

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- Tira o pé do chão garoto
- Ué mais eu não aprendi a voar ainda mãe.
- João Pedro!

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- Aí amor acho que eu to gripada.
- Sai de perto de mim então...
- Aí amoooor!
- O que amor, sabe que eu não posso pegar gripe.
- Mais amor eu to doentinha preciso de cuidados.
- É verdade precisa mesmo, vou ligar pra sua mãe.
- Amooor! Quero que você cuide de mim!
- Mais amor sua mãe cuida bem melhor. Quando você era criança quem cuidava de você? Ela! A veia já tem experiência...
- Já falei pra não falar assim da mamãe...
- To brincando amor, pra fazer você esquecer da gripe...
- Faz um chazinho pra mim amor?
- Faço...
- Uma sopinha?
- Faço...
- Depois deita na caminha comigo e me esquenta...
- Não ta louca!
- Aí amooor!
- Eu não posso gripar Maria Lucia!
- Ah é, então quando eu tiver sarada você vai querer vir se engraçar para o meu lado, aí quem não vai querer brincar de médico sou eu!
- Aí amooor!

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- Caramba pelo jeito não vai parar de chover tão cedo.
- Vai sim...
- Será?
- Sim, Isso é chuva de verão.
- Chuva de verão no inverno?
- Ãhm?
- Chuva de verão no inverno? Estamos em julho!
- É que ela está atrasada!
- Quem?
- A chuva de verão!
- Hahaha...
- É sério... Vi no jornal ontem. É o tal do Elminho!
- Elninho!
- Isso. Ah você assistiu também.
- Não. Só sei que o nome certo é Elninho.
- Então tava explicando, que por causa do Elninho, o tempo ta louco, a chuva de verão ta chegando no inverno, o sopro da primavera é quem está derrubando as folhas no outono...
- Esses meteorologistas não sabem de nada... Ué parou de chover...
- Não disse que era uma chuva de verão.

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- Já mandei você tirar o pé do chão moleque...
- Ta bom Ivete Sangalo!
- João Pedro.

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- Ok senhor, profissão?
- Meteorologista.
- Oi?
- Meteorologista...
- Sério senhor, eu preciso saber sua profissão se não não posso efetuar o seu cadastro.
- Mas é sério, sou meteorologista.
- O senhor tem algum documento que comprove.
- Você ta de sacanagem!
- O senhor que começou eu só perguntei sua profissão.
- E eu falei. Meteorologista.
- Ta bom e eu sou astronauta.
- Você ta me achando com cara de palhaço?
- Mais do que de meteorologista.
- Ah isso é um insulto, eu quero falar com o seu chefe!
- Ok...
- Gerente – Pois não senhor...
- É esse seu funcionário, está me achando com cara de palhaço...
- Gerente – Porque senhor?
- Perguntou minha profissão, respondi e ele fica fazendo piadinhas...
- Gerente – Você ta fazendo isso Henrique?
- Não, eu não, quem ta fazendo piada é ele...
- Gerente – Desculpe, qual é sua profissão senhor?
- Meteorologista...
- Viu!
- Gerente – Sério senhor, diga qual sua profissão para que eu possa corrigir o erro do meu funcionário e depois resolvo os problemas internos, o senhor pode ficar certo disso.
- Sou meteorologista cacete!
- Gerente – É, sem o senhor dizer qual sua profissão não poderemos efetuar seu cadastro mesmo.
- Quer saber não quero mais fazer cadastro nenhum...
...
- Meteorologista... Até parece. Você acha que depois do tanto que eles erram iriam ter coragem de dizer que são... Capaz!
- Gerente – Tudo bem, vamos voltar ao trabalho, que temos clientes reais pra atender... Meteorologista... Uhum!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nessa data querida

Casa toda apagada, a mulher está “bruxa” pensando que o marido esqueceu o dia do aniversário, quando ela entra em casa, a surpresa!

- Surpresa... Parabéns pra você, nessa data querida...

- Pode parar com essa palhaçada, para, para!

- O que amor? É teu aniversário, festa surpresa!

- Eu sei que é meu aniversário, pelo jeito quem não sabia era você.

- Sabia por isso fiz essa festa surpresa...

- Boa desculpa. Salgadinho, brigadeiro, balão de festa, acha que pode me comprar?

- Como assim te comprar?

- Me comprar sim, eu já vi isso nos filmes, esquecem o aniversário daí disfarçam fazendo festa surpresa.

- Não estamos disfarçando, estava combinando isso a muito tempo, hein pessoal.

- Todos concordam!

- Eles até tudo bem esquecer, mais você Lucio Flavio, você? Você é meu marido, dorme comigo, eu te agüento toda noite roncando, e você esquece o dia do meu aniversário.

- Mais amor eu não esqueci, quis fazer uma surpresa então combinei com todo mundo.

- Todos concordam, de novo.

- Aham sei vou fingir que acredito.

- Foi tudo intencional. Vamos cantar parabéns... Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades...

- Para com essa musica chata, só fica a mesma coisa, eu não quero os parabéns, nem os presentes de vocês.

- Mais amor.

- Mais amor é uma ova, acham que eu sou palhaça?

- Todos discordam!

- Não amor, queria te surpreender.

- E conseguiu, nunca pensei que você faria isso comigo, esquecer meu aniversario e fingir que fez uma festa surpresa.

- Mais é de verdade. Apaga a luz, vamos cantar parabéns de novo. Parabéns pra você, nessa data querida...

- Liga essa luz agora ou eu vou embora.

- Todos discordam de novo.

- Alias quem são essas pessoas?

- São seus amigos.

- Meus amigos? Eu não conheço ninguém que está aqui.

- Não fala assim amor.

- É, não fala assim.

- Quem são eles, Roberto?

- Vem no pacote.

- Que pacote?

- O pacote, festa surpresa pronta.

- Então tira eles daqui agora.

- Eles não podem sair enquanto não cantarem, parabéns pra você... Com o pique, pique, etc.

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- Alo, só to ligando pra desejar parabéns hein.

- Mais não é meu aniversário hoje.

- Como não?

- Não, não é!

- Claro que é.

- Não é!

- Como não, ta na minha agenda aqui. É hoje eu tenho certeza.

- Não é, quer saber mais do que eu?

- Não é que eu queira saber mais do que você, mas se eu to falando que é hoje é hoje!

- Não é, meu aniversário é amanhã.

- Não é amanhã é hoje, ta aqui, 21/12.

- Não, é 22/12 eu sou de capricórnio.

- Claro que não, você é de sagitário, quase foi de capricórnio, mais é de sagitário, por isso nos damos tão bem.

- Eu faço dia 22/12, sou de capricórnio, e não me dou tão bem assim com você.

- Como não? Claro que se da, você gosta pra caramba de mim, todos os sagitarianos gostam.

- Vai ver é por isso que eu não gosto, é por que eu sou capricórniano.

- Não é não, chama sua mãe pra mim.

- Minha mãe já morreu, você ta de brincadeira?

- Claro que não, sua mãe ta vivinha, tive com ela esses dias, outra que me dou bem ela é de libra né!

- Ela já morreu, e era de aquário.

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- Ah ta ficando mais velho hein.

- É.

- Daqui um tempo vai casar...

- Pois é.

- Vai ter filhos.

- É a vida.

- Comprar uma casa própria.

- É o curso natural né.

- Crescer no emprego.

- Deus te ouça.

- Sair com a família nos finais de semana.

- Coisa boa.

- Reunir todo mundo no fim do ano...

- É legal.

- Ter netos.

- Não deve ter coisa melhor.

- E daqui uns tempos não vai mais dar no coro!

- Não isso não, isso não vai acontecer comigo!

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Todo ano era a mesma coisa, todos se reuniam pra jantar no dia do aniversário, e comiam a mesma coisa, e tomavam a mesma coisa, e falavam sobre as mesmas coisas. Então poucos dias antes do aniversario dele ela morreu. E ele organizou tudo fez todo o ritual como ela fazia, só que dessa vez sem ela. E comemorou sozinho. Certa hora quando estava comendo escutou um barulho.

- Quem está aí?

...

- Devo estar ficando louco.

- Passa o queijo ralado.

- Toma... O que?

- O queijo ralado.

- Amor?

- Da o queijo.

- O que você ta fazendo aqui?

- Ué não é teu aniversário?

- É. Mais, mais, mais...

- Mais o que?

- Você não ta morta.

- Uí, não fala assim.

- Ué como eu vou falar?

- Seila, mais não assim.

- Você não foi dessa pra melhor?

- Quem disse que é melhor?

- Não é?

- É, é, to brincando.

- E o que ta fazendo aqui?

- Vim cantar parabéns pra você. O chefe viu que você tinha preparado tudo, se comoveu e deixo eu vir.

- Que legal da parte dele.

- É, mais disse que é pra eu levar um pedaço de bolo pra ele.

- Claro, claro, ia sobrar mesmo. E como é lá em cima?

- É sobre isso mesmo que eu queria falar.

- Fala.

- Eu vim te dar os parabéns por duas coisas.

- Duas?

- É a primeira é pelo seu aniversário. E a segunda é que você vai subir como presente de aniversário.

- Sério?

- Serissimo.

- Ele não poderia ter dado meias?

- É ele estava em duvida, dava meias ou isso. Daí falei pra ele que você não agüentava mais ganhar meias. Foi o que o fez decidir.

- Quem disse que eu não queria ganhar meia. Claro que eu queria.

- Ah quando eu dava você reclamava.

- Sim mais ia ganhar meias de Deus.

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- Assopra as velas e faz um pedido.

... Pronto!

- Qual foi o pedido?

- Não posso falar.

- Como não pode falar?

- Se não, não se realiza.

- Ah é né.

- É.

- Mais só da uma dica. Tem a ver comigo?

- Não, porque teria, o pedido é meu.

- Seila vai que você pediu pra ficarmos rico.

- Nem pensei nisso. Será que não tem direito a três pedidos?

- Acho que não. Talvez quando é aquelas velas que acendem de novo depois que apaga.

- A minha apagou e acendeu três vezes até minha mãe dar uma tapa nela, mas eu só fiz o pedido na primeira.

- Perdeu a chance de pedir mais coisas.

- Nem me toquei.

- Mais o que você pediu?

- Não posso falar, que saco.

- Pra mim não tem problema de contar.

- Porque pra você não tem problema?

- Porque eu não conto pra ninguém.

- Mas eu não posso se não, não acontece.

- Mesmo se contar não acontece.

- Você ta louco.

- Verdade.

- Não é.

- É sim. Eu faço pedido todo ano e até agora não fui atendido.

- Qual foi o pedido?

- Não posso falar se não, não se realiza.

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- Quantos anos você ta fazendo?

- Nossa que pergunta indelicada.

- Ué é o dia do teu aniversário, achei que não seria.

- Mais é.

- Desculpe.

- Nada. Quantos anos você acha que eu to fazendo?

- Quantos anos eu acho?

- É.

- Hoje...

- É olhando pra mim, sem saber minha idade quantos anos você diria?

- Olhando bem olhado, aquela olhadona...

- Quantos?

- No duro.

- No duro!

- 37 anos.

- 37 anos, você ta louco, quem te convidou pra minha festa?

- Foi você.

- Convidei porque não achei que você achava que eu tinha 37.

- Mais eu não acho.

- Você acabou de falar.

- Mais você que pediu pra eu chutar.

- E porque você não perguntou?

- Eu perguntei você falou que era indelicado.

- E é. Mais não no dia do aniversário. Uma hora o bolo chegará, e todos saberão.

- Foi o que eu disse.

- Não, foi o que eu disse... Como deixaram alguém que acha que eu tenho 37.

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- Festa maneira hein.

- Festona.

- É.

- Boa comida hein? Provou a coxinha?

- Provei. Divina. Chorei com a massa. E você provou o canudinho com maionese no meio.

- O que é aquele canudinho.

- Bom né.

- Muito. E os docinhos. Viu o tamanho do brigadeiro?

- Aquilo não é um brigadeiro, é uma patente mais alta.

- Ahahahaha... é mesmo, e o beijinho?

- Pelo jeito a confeiteira era Afrodite.

- Pelo beijinho sim.

- E a gelatina?

- Simples mais sensacional.

- Grande festa.

- Muito boa.

- E a musica hein.

- Boníssima. Ótimo playlist.

- Grande festa.

- Ótima.

- Ele merece.

- Mais não é ela.

- Ué será que eu to na festa errada, aqui não é o aniversário do Paulão?

- Não aqui é o da Beti.

- Bem que eu desconfiava que tava muito boa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Não to dormindo

- Ei vai dormir na cama.

- Mais eu não to dormindo.

- Ta sim.

- Não to, to assistindo o filme.

- Mais o filme já acabou?

- Já! Não acredito tava aqui pensando com os olhos fechados e perdi o final.

- Para de mentir você tava dormindo.

- Não tava, tava pensando no que tenho que fazer amanhã.

- Sonhando com o que tem que fazer amanhã.

- Para de dizer que eu tava dormindo.

- Mais você tava.

- Como que alguém vai dormir no fim de um filme tão bom?

- Da mesma forma que dorme sempre.

- Mais não é que eu durma, é que eu fecho os olhos pra planejar o dia de amanhã e o filme acaba.

- Poh mais que dia cheio hein, ficou com os olhos fechados da metade do filme até o fim dele.

- É que eu to com o dia cheio amanhã.

- E você costuma roncar quando está se planejando.

- Para de querer dizer que eu tava dormindo.

- Mais você tava, e é sempre assim, você dorme no final do filme, daí loca o filme pra assistir o final, dorme de novo, atrasa a devolução porque tem que assistir pelo menos mais 3 vezes pra conseguir ver o final...

- Foi só uma vez e eu não assisti tantas vezes o final porque eu dormia mais sim porque tinha finais alternativos.

- Ah sim alternativos. Cada vez que você assistia sonhava com um final diferente.

- Nada a ver.

- É sim, admita que você estava dormindo.

- Mas eu não estava.

- Ta bom eu não vou discutir com você, Cláudio, se quer ficar dormindo nesse sofá duro o problema é seu só não me venha reclamar de dor nas costas amanhã porque eu não vou fazer massagem pra ninguém... Cláudio você estava dormindo de novo.

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- Amor vem dormir aqui comigo.

- Vem você aqui pro sofá.

- O que?

- Vem aqui você pro sofá, está tão quentinho, daí se eu vou aí pra cama tenho que começar tudo de novo.

- Começar tudo de novo o que?

- A me esquentar.

- Mais venha pra cá que eu te esquento.

- Venha você pra cá que já está quente.

- Eu não vou ir aí no sofá, não vou sair da minha cama quente e confortável pra ir até aí.

- E eu também não vou sair do meu sofá quentinho pra ir até aí.

- Então fica aí mal agradecido.

De madrugada...

- Amor da um espaçinho pra mim.

- O que que você quer?

- Chega pertinho de mim pra esquentar.

- A agora você quer, o que aconteceu com o “seu” sofá.

- Não sei quando peguei no sono estava tão quentinho e agora acordei com um frio.

- Daí vem querer me procurar, vai ficar com ele.

- Mais amor eu tava lá só até pegar no sono.

- Pois então agora fique lá até pegar uma gripe.

- Que isso Ana.

- Que isso digo eu, quando eu queria te esquentar você preferiu ficar naquela concha.

- Não precisa ofender também.

- Sai da cama, vai pro sofá.

- Deixa eu pelo menos levar uma coberta.

- A você estava sem coberta e mesmo assim preferiu ficar lá? O que que ele tinha que eu não?

- Não tinha coberta eu só tava assistindo e tentando esperar o sono vir.

- Eu tinha o sono aqui comigo.

- Ah amor!

- Ah amor uma ova.

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- Você não sabe com o que que eu sonhei!

- Com o que menina.

- Sonhei que estava numa praia...

- Qual praia?

- Não sei uma praia linda, deserta...

- Ih, deserta?

- É deserta porque?

- Não é bom. Mais continua.

- Estava um sol lindo, quando avistei de longe um bombeiro, lindo, sarado...

- Um bombeiro?

- É um bombeiro...

- Bombeiro não é boa coisa...

- É porque você não viu que bombeiro era... Olhos claros, alto, forte...

- Olhos claros?

- Sim, 1,90cm, barriguinha tanquinho.

- Olhos claros não é nada bom. Mais o que vocês fizeram daí.

- Ele veio em minha direção e me ofereceu uma respiração boca-boca.

- Ué você não tava na areia?

- Sim, mais você sabe como é sonho. Então como ouvi falar que se acontece alguma coisa no sonho, acaba acontecendo na vida real eu deixei.

- Deixou?

- E como, fez boca-boca, massagem cardíaca...

- Isso não é bom.

- O que, não é bom? Foi uma das melhores coisas que eu já senti.

- Mais esses sinais.

- Que sinais, foi apenas um sonho, infelizmente.

- Ah menina se cuida.

- Por quê?

- Praia deserta, bombeiro, massagem cardíaca. Vai fazer um check-up...

- Vou é procurar por praias desertas na internet, vai que esse sonho se torna realidade.

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- Cleverson, Cleverson... Acorda, acorda...

- O que?

- Você tava roncando.

- Não tava.

- Tava sim.

- Mais eu não ouvi nada.

- Claro você tava dormindo.

- Mais como roncando?

- Alto, muito alto, alto a ponto de eu ter que te acordar.

- Mais eu nunca ronquei.

- Como?

- Eu não ronco.

- Não mesmo, você não ronca...

- Viu.

- Você entra em erupção.

- Aí que exagero.

- Exagero porque não é você que ta do lado do terremoto.

- Ué nunca reclamaram do meu ronco.

- Mais só eu durmo com você.

- Então ta empatado 1 a 1.

- Como empatado, você ronca e pronto.

- Você não tem como provar.

- Não? Ta bom então eu vou filmar e te mostrar.

- Quero ver.

- Vou colocar na internet.

- O que?

- Ué não quer ver.

- Perai, isso é uma discussão nossa.

- Não disse que ninguém nunca reclamou.

- Mais amor, não precisa me expor tanto.

- Ta com medinho?

- Não quero virar sensação na internet.

- Então para de roncar.

- Como?

- Não sei se vira se não vou contar pra todo mundo, imagine o que todo mundo vai dizer.

- Ta bom eu vou parar...

- Quero só ver.

No outro dia...

- Amor, eu quero divórcio.

- Ué porque?

- Não quero você colocando vídeo meu roncando, na internet.

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Durante a noite de um casal dormindo, a mulher rola na cama e derrepente o choque.

- Aí Samuel.

- O que?

- Nossa Samuel.

- Quem é esse tal de Samuel?

- Ahm.

- Acorda. Quem é Samuel?

- Eu que vou saber tava dormindo aqui.

- Não se faça...

- Que se faça? Tava dormindo você sabe disso.

- Sim eu sei. Mais quem é Samuel?

- Que mané, Manuel, volta a dormir, amanhã pulamos cedo.

- 1 hora depois...

- Manuel, Manuel...

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- Conta uma estória pra eu dormir?

- Ahm?

- Conta uma estória.

- Que estória?

- Sei la, você escolhe. Só até eu pegar no sono.

- Ah então você está insinuando que minhas estórias dão sono?

- O que?

- Falando pra eu contar uma estória pra te ajudar a pegar no sono...

- Nada a ver.

- Tudo a ver.

- Não precisa falar nada, queria te ouvir... Agora não quero mais, boa noite.

- Aí amor tava brincando.

- Você e essas suas brincadeiras, só queria uma estória e acabei arrumando uma confusão.

- Não arrumou nada. Deita aí que eu vou contar uma estória.

- Ta bom.

- Só não vai dormir no meio da estória como você sempre faz.

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Os dois deitados na mesma cama, um na cabeceira e o outro nos pés...

- Porque eu tenho que ficar nos pés?

- Porque você é mais novo.

- E o que que tem? A cama é minha.

- E daí? A cama é sua mais eu sou mais velho. E qual é o problema de dormir nos pés?

- Não gosto.

- Ninguém gosta.

- Tem gente que gosta.

- Quem gosta?

- Sei lá mais alguém deve gostar pra ter tido essa idéia.

- É se for pensar por esse lado.

- Tira o pé da minha cara.

- Não to com o pé na sua cara.

- Claro que ta, uí que nojo...

- Tira o seu da minha...

- Mais não é o meu.

- Como não é?

- Meu pé não alcança sua cara, eu sei eu tentei...

- O que? Mais de quem é então?

- Não sei, só que não é o meu.

- Ah não tem mais alguém entre nós. Acende a luz lá.

- Não, acende você.

- Porque eu?

- Você é o mais velho.

- E o que que tem?

- Que tem que o mais velho é o mais corajoso.

- Negativo. Aí caramba bateu com o pé de novo na minha cara.

- Ih, quer trocar de lugar pra ver se para?

- Será que adianta?

- Quer tentar?

- Mais e se não adiantar?

- Daí eu ligo a luz.

- Beleza no 3 nós trocamos.

- 1, 2, 3...

- Aí bem melhor.

- Só troquei porque você tava com medo.

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- Nossa você se mexe bastante quando ta dormindo hein.

- Sério nunca percebi.

- Vai ver é porque você está sempre dormindo.

- É pode ser.

- Olha vamos ter que comprar uma cama maior ou dormir em camas separadas.

- Que exagero.

- Exagero? Noite passada você me deu uma joelhada na costela, uma pesada na cara e um mata leão.

- Sério?

- Claro. Achou que esse olho roxo era do que? Que eu tinha caído da escada?

- Pode ser.

- Como pode ser, nem temos escada.

- Ah é...

- É, e não sei se vou sair viva de mais uma noite dormindo na mesma cama que você.

- Olha eu não faço por querer.

- Eu sei que não faz por querer, mais o que não da é pra continuar apanhando assim.

- Verdade. Vamos resolver esse problema.

- Relaxa que eu já sei como resolver.

- Ah já sabe que bom! Como?

- Toma.

- O que é isso?

- Abre.

... Nossa um pijama novo. Que estranho esse pijama.

- Não é bem um pijama é uma camisa de força.

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- Antes de dormirmos juntos eu quero te falar uma coisa.

- O que?

- Eu sou sonâmbulo.

- Serio?

- Seriíssimo.

- Ah mais não tem problema.

- É.

- É o que?

- É que quando eu tenho ataques de sonambulismo eu sapateio.

- Faz o que?

- Faço sapateado.

- Como você sabe.

- Algumas pessoas viram e me contaram.

- Nossa.

- E não para por aí.

- Não?

- Não. Eu também canto.

- Canta?

- Canto.

- Canta o que?

- Samba.

- Samba?

- Sim.

- Você sapateia e canta samba.

- Isso.

- Que loucura. E isso acontece sempre?

- Não, só quando tem platéia!