quinta-feira, 3 de julho de 2014

PILULAS: FUTEBOL

- amor posso ir no futebol com você?
- pra quê?
- sei lá, pra te assistir.
- assiste o jogo que ta passando na TV, eles jogam muito melhor.


- estranho, você sai toda quinta pra jogar bola, mas nunca volta suado, ou fedendo.
- eu só fico na banheira.


Entrevistando o jogador no fim do jogo
- Dilsinho, por que você não cabeçou aquela bola no ultimo minuto?
- porque ia estragar meu cabelo né parça.


- amor vou começar a fazer aula de dança.
- nossa, pra sairmos pra dançar?
- não, pra dançar quando fizer um gol.


- hoje está fazendo 12 anos que estamos juntos.
- pois é, 4 copas do mundo.


- amor, o que é impedimento?
- é quando o atacante está na frente da linha dos zagueiros.
Silencio.
- o que são zagueiros.


- quem tomar o primeiro gol tira a camisa.
- E se empatar?
- todo mundo tira a bermuda.


- minha mulher terminou comigo por causa do futebol.
- como assim?
- Ela descobriu que eu não estava indo para o futebol, mas sim saindo com uma amante.


- gente, não vou poder mais jogar com vocês.
- mas você nunca jogou com a gente.
- pois é, mas minha mulher não sabia.


- não sei se você sabia, mas eu quase fui jogador.
- sério, por que não foi.
- porque eu era ruim.


- cara, se você não gosta de jogar, por que você vem?
- pra fugir da minha mulher.


- pai, quando eu crescer eu quero ser jogador de futebol.
- pra trazer vários títulos, ser um goleador, jogar a copa do mundo?
- não, pra ser famoso, rico e comer a mulherada.


- o que é impedimento?
- é quando eu vou passar a mão em você em busca de sexo e você não deixa porque não se depilou.


Entrevistando jogadores:
- o que você tem a dizer sobre o jogo?
- foi um jogo disputado, os dois times estão focados na vitória, agora é tentar reverter o placar no segundo tempo.
- mas o jogo acabou.
- ah, desculpa, achei que era o primeiro tempo. Então deu empate?


- qual posição você joga?
- ponteira.
- não existe mais ponteira.
- por isso nunca me chamam.

- você é um jogador em terceira pessoa.
- jogador em terceira pessoa?
- é, enquanto todo mundo joga você fica narrando o que está acontecendo.


- por que você está mancando?
- machuquei no futebol ontem.
- foi sério?
- não, estávamos só brincando.


- mãe, quando eu crescer eu quero ser jogador de futebol.
- mas você não sabe jogar futebol.
- o Fred também não sabe e foi até pra copa.


- como chama aquele jogador que está vestindo de preto?
- juiz.


- eu já fui campeão mundial pela seleção.
- sério vô, que posição?
- terceiro goleiro.
- ah se ferrar vô.


- olha, até agora não saiu nenhum gol, se continuar assim vai terminar empatado.
- poxa, mas que sagaz ein e pensar que você até ganha pra fazer isso.


- o principal atacante do time não vai jogar, está contundido.
- machucou numa dividida?
- não, enquanto fazia a dancinha na comemoração do gol.


- por que você esta vendo os gols da rodada de novo?
- pra ver se meu time ganha nesse programa.


- da o controle ai pra eu colocar no jogo.
- não é bem assim, da o controle ai. Fala direito.
- por favor me da a porra do controle pra eu ver a merda do jogo.


- você vai ficar com essa cara toda vez que se eu time perder?
- não. Quando ele empatar também.


- futebol é como religião.
- e eu sou ateu.


- você vai ter que escolher, ou eu ou o futebol.
Silencio.
- e ai?
- porra, deixa eu ver o jogo.


- por que os jogadores estão trocando as camisas.
- é um ritual.
- nossa, podiam pelo menos lavar antes de trocar né.


Futebol: solteiros vs casados.
- já reparou que nunca falta ninguém do time dos casados?
- lógico, é a única oportunidade que eles tem de se livrar da mulher.


- ué, porque você pegou o colete amarelo, o amarelo é o dos casados.
Silencio.
- porra, não acredito, agora quem vai pegar de gol pra gente?

segunda-feira, 30 de junho de 2014

PILULAS FESTA JUNINA

- nossa, olha que gatinha aquela caipirinha. Vou mandar um correio elegante pra ela.
- sério, falando o quê?
- pra ela me mandar uma foto dos peitos dela.

- olha a cobra.
- adooooro!


Duas cobras numa festa junina:
- olha o ser humano.
- é mentira...


- e a previsão é de chuva.
Silencio.
- é mentira.


- acabei de receber um whattsup elegante.


- o que você está fazendo?
- esperando o quentão esfriar.


- meu irmão vai dançar quadrilha.
- sério, onde?
- na prisão.


- filho por que essa cara triste?
- porque eu vou dançar quadrilha.
- nossa, mas é tão legal.
- meu par é a professora.


- mãe empresta um vestido seu?
- pra quê?
- pra eu fazer um balão na escola, é o tamanho certinho.


Na cadeia:
- por que você foi preso?
- estupro e você?
- fui pego soltando balão.


- cade seu pai?
- saiu correndo atrás do balão.
- mas eu não posso abaixar a guarda um minuto que ele já sai correndo atrás de mulher. E não tem nem bom gosto.


- mãe vou participar da quadrilha.
- na escola?
- não, dos traficantes do bairro.


- nossa, seu dente está igualzinho um dente podre.
- ele está podre.


- acabei de ganhar 110 reais num pau de sebo.
- ué, mas no pau de sebo só ganha 50 reais.
- pra mim ele pagou 100.


No casamento caipira
- ce tem arguem que tem argo a dize fale agora ou cale-se para sempre sô.
- olha a cobra.


- meu marido morreu numa festa junina.
- nossa, como?
- gritaram olha a cobra, ele achou que era mentira.


- olha os vizinhos da frente, são muito competitivos mesmo.
- por quê?
- só porque decoramos nossa casa por causa das festas juninas eles estão fazendo uma fogueira.
O marido se aproxima da janela.
- não é uma fogueira junina, a casa está pegando fogo.


- adoro festa junina, tem paçoca, pé de moleque, milho, pipoca...
- você não gosta de festa junina, você gosta de comer.


Os santos conversando:
- no meu dia é feriado, as pessoas fazem orações pra mim.
- no meu tem bolo, tem festa, tem missa.
- e o meu que duram dois meses, junho e julho.


- São João era italiano?
- não, era português.
- nossa, então porque a festa dele dura dois meses.


- filho o que você mais gosta na festa junina?
- do pau-de-sebo.


- no interior todo casamento é caipira.


- acabei de ser convidado pra participar do casamento caipira.
- sério, que legal, vai ser o noivo?
- não, o padrinho.


- amor vamos numa festa junina.
- não.
- ui, por quê?
- porque estamos em abril.


- queria muito fazer uma festa junina no meu aniversário mas não posso.
- por quê?
- porque faço aniversário em outubro.


- mãe, vou me casar.
- sério filha, com quem? Onde? Quando?
- semana que vem, na festa junina da empresa, casamento caipira.


Na lua de mel pós casamento caipira:
- olha a cobra.


- alo, amor, me tira da cadeia.
- você está na cadeia?
- sim, aqui da festa junina da empresa.


- você não recebeu meu correio elegante?
- os carteiros estão em greve.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

PILULAS: CINEMA (PARTE 2)

- gostou do filme?
- preferi o livro.
- mas esse filme não veio do livro.
- estou falando do livro que estou lendo.


- cinema sem pipoca não é cinema.
- ah não? O que é então.
- é só a transmissão de um filme numa tela grande.


- quando nos conhecemos, parecia uma cena de cinema.
- sério, que legal.
- legal nada, cena de filme policial, eu estava fugindo da policia e bati no carro dela.


- corre lá pegar pipoca.
- mas ta passando os trailers.
- Então.
- então que eu quero ver quais filmes eu não vou vir assistir.


- esse filme é assustador mesmo, devíamos ter ido ver uma comédia.
- mas ainda está no trailer.
- nossa, imagina quando chegar no filme mesmo.


- Não gosto de trailer de filme ruim.
- ué, por quê?
- porque pega as melhores partes e faz ele parecer que é bom.


- corre lá pegar uma pipoca pra gente.
- vai lá você.
- mas já vai começar.
- não, ta no primeiro trailer ainda. Da tempo de você ir pegar a pipoca em casa se quiser.


- nossa, já acabou a pipoca.
- sim.
- mas nem terminou os trailers ainda.


- o senhor é estudante?
- sim.
- o senhor tem cara de mais velho.
- reprovei bastante.


Cinema no inverno:
- duas meia e um cachecol.


- putz, o filme é legendado?
- sim.
- se eu quisesse ler eu tinha comprado o livro do filme.


- quer ir no cinema assistir um filme comigo.
- eu já assisti esse.
- mas eu nem falei qual filme era ainda.


NA FILA
- queria uma meia para esse “o albergue do diabo”.
- carteirinha de meia.
- não tenho.
- então tem que pagar inteira senhor.
- mas eu fico metade do filme de olhos fechados, não vou assistir.


- nossa faz tempo que eu não venho no cinema.
- sério, qual foi o ultimo filme que você viu?
- não me lembro o nome, era um do Charlie Chaplin.


- nossa, por que vamos assistir esse filme de novo?
- eu esqueci de ver a cena pós-créditos.


- uma pipoca média e dois refrigerantes.
- quarenta e três reais.
- não, cê não entendeu, quero uma pipoca média e dois refrigerantes.
- Ah pipoca média.
- isso.
- Desculpa, estava errado mesmo, é sessenta reais.


- senhor sua carteirinha de estudante está vencida.
- não está não, cheira aqui pra você ver.


- nossa, parece que a pipoca do cinema é diferente né.
- sim, pelo preço que cobram parece que é de ouro.


- sai com um cara riquíssimo ontem.
- sério, como você sabe que ele é rico, por causa do carro, roupas?
- não, me levou no cinema, pagou a entrada inteira e ainda comprou uma pipoca grande.


- ontem assisti meu primeiro filme em inglês, sem legenda.
- Sério, qual filme foi?
- Um do Chaplin.


- nossa, que triste ir ao cinema sozinho.
- nossa que triste ficar cuidando da vida dos outros.


- amor posso escolher o filme hoje.
- pode.
- sério?
- não.


- ei, acorda. Não acredito que você veio no cinema para dormir.
- não, eu vim pra assistir, mas o filme está tão chato que eu mudei de idéia.


- preciso ir no banheiro.
- na melhor parte do filme?
- mas eu estou apertada.
- segura mais um pouco, segurou até agora.
- não aguento mais, minha bexiga ta doendo.
- vai perder o clímax.
- eu sei mas é que não da mais.
- DEIXA ELA IR NO BANHEIRO OU MIJA NA PORRA DO COPO CACETA.


- vamos, o filme terminou.
- calma, vamos ver a cena pós-créditos.
- não tem cena pós-créditos.
- tem sim.
Passam todos os créditos. Acendem a luz. Limpam. Abre outra sessão. Começa um novo filme.
- falei que tinha cena pós-créditos.

CLIQUE NO LINK E LEIA A PARTE 1: http://dialogosolto.blogspot.com.br/2014/03/pilulas-cinema.html

quinta-feira, 19 de junho de 2014

PILULAS: SUPERSTIÇÃO

Dois gatos pretos conversando:
- acabei de cruzar um humano branco.
- puta que pariu, é azar.


- eu não sou supersticioso.
- nem eu.
- sorte sua.


- não passa embaixo da escada que da azar.
- meu amigo, do jeito que eu estou ultimamente quem vai ficar com azar é a escada.


- ontem cruzei com um gato preto.
- e ai?
- ai que hoje ele fingiu que nem me conhecia.


- minha sexta-feira 13 já começou azarada.
- por quê?
- acabei de descobrir que vou trabalhar sábado 14.


Dois coelhos conversando, um deles sem as patas.
- o que aconteceu com você?
- não sei, sábado a noite, alguém colocou algo na minha cenoura, apaguei, quando acordei estava numa banheira cheia de gelo sem as patas.


- ontem quebrei um espelho.
- puta, sete anos de azar.
- existe algum jeito de compensar?
- sim.
- como?
- pagando o espelho.


- amor, bate na minha mão, ela está coçando, é dinheiro.
- eu não, vai me passar micose.


- a mãe de um amigo meu morreu porque ele não desvirou o chinelo.
- sério?
- sim.
- como?
- ele deixou o chinelo de ponta cabeça, tinha um prego pra segurar a tira, ela pisou no prego, o prego estava enferrujado, pegou tétano, morreu.


- amanhã é um dia de azar. segunda-feira 13.
- ué, mas o dia de azar não é sexta-feira 13?
- toda segunda é de azar.


- acabei de cruzar com um gato preto.
- nossa. Mas não conseguiu descruzar?
- não deu tempo.
- ele fugiu?
- não, foi atropelado.
- que azar.


- muito obrigado viu, a seleção perdeu porque você lavou a minha cueca da sorte.
- ué, só porque eu lavei saiu a sorte na maquina?
- sim.
- olha, então não era a cueca que era da sorte, era a freada de merda que era.


- você acredita em sorte e azar?
- não, só em azar.


- cara, você sabe o que é bom pra olho gordo?
- colírio diet.


- nossa, minha orelha ta quente, estão falando de mim.
- é a direita ou a esquerda.
- as duas.
- então uma pessoa está falando mal e a outra está te defendendo.


- ontem passei debaixo de um espelho, cruzei uma escada e quebrei um gato.


- você tem um colete salva-vidas para me arrumar?
- não, pra quê?
- estou atravessando uma maré de azar.


- minha filha não acredita em nada, nem em sorte nem em azar.
- nossa, então ela é totalmente cínica.


- acabei de cruzar um gato preto.
- e ele?
- mandou um beijo.


- amor, onde você colocou minhas meias da sorte.
- ta ai na gaveta.
- não está.
- se eu for ai e encontrar eu posso pegar a sorte pra mim?


- você acredita em acaso?
- não. Por quê?
- porque por um acaso eu acabei de ver sua mulher com outro.


- por que você está andando com esse coelho?
- porque com o azar que eu estou só o pé não iria adiantar não.


- você nunca vai casar comigo?
- então, era sobre isso que eu queria falar, um dia minha mãe varreu meu pé e ai você sabe como é.


- não acredito que você colocou a vassoura atrás da porta, se quisesse que a gente fosse embora era só ter pedido.
- não, não. Vocês entenderam errado, é da minha sogra, ela gosta de deixar estacionado ai caso tenha alguma emergência.


Dois cavalos conversando.
- que sapato é aquele ali na porta do seu estabulo cumpadre.
- é sapato de humano, pra dar sorte.


- acabei de passar por um gato preto.
- E ai?
- ai que ele está me processando porque eu atravessei a rua pra não cruzar com ele, está alegando que é racismo.


- mãe.
- Oi?
- eu por um acaso quebrei algum espelho quando era criança?
- não.
- passei embaixo da escada?
- que eu saiba não.
- gato preto, a gente já teve?
- não, sou alérgica, você sabe.
- então de onde veio tanto azar assim?


- perdeu playboy, passa o celular, a carteira, o tênis.
- mas é meu tênis da sorte.
- se fosse da sorte você não estaria sendo assaltado.


- na minha família todo mundo é meio azarado.
- e você?
- eu sou azarado por inteiro.


- meu primo fez cirurgia no olho.
- miopia?
- não, redução, estava com muito olho gordo.


- boa sorte.
- boa sorte é para os fracos.
- então vai se foder.


- você precisa tomar um banho de sal grosso.
- pra tirar o mau olhado?
- não, pra gente te assar na grelha.

domingo, 15 de junho de 2014

PILULAS: VENDEDOR

- o senhor foi pego dormindo na hora do serviço.
- sim, mas eu tenho uma explicação.
- qual.
- o senhor não disse que nós aqui vendemos sonhos?
- sim.
- então, eu estava conferindo o estoque.


- só esta dando uma olhadinha?
- não, sou cego.


Um cego entra na loja
- posso ajudar?
- só estou dando uma olhadinha.


Outro cego
- posso ajudar?
- só estou dando uma apalpadinha.


- você tem dessa camiseta, mas azul bebe?
- não, nessa só no azul adulto mesmo.


- na minha família todo mundo é vendedor.
- sério, que legal, e você?
- eu sou o caixa. Alguém tem que receber.


- eu quero que você me venda essa caneta.
- quer comprar?
- não.
- ok.
Silencio.
- mas você não insistiu.
- não sou o tipo de vendedor chato.


- prove que você é bom, me venda essa caneta.
Entrega a caneta.
- mas ela já é sua.
- não, agora é sua.
- sério, obrigado.
Levanta e vai embora.


- nossa ficou maravilhosa essa blusinha.
- eu estou provando a calça.
- então, a calça ficou tão boa que já parecia que era sua.


- você sempre teve vocação para vendedor, desde pequenininho.
- sério?
- sim, enquanto as outras crianças ganhavam brinquedos e brincavam com eles você vendia.


- posso ajudar?
- pode, eu queria trocar essa blusinha.
- por outra blusinha?
- não, por um helicóptero.



- eu descobri minha vocação para vendedor quando era criança?
- como?
- quando íamos brincar de policia e ladrão eu era o vendedor da loja que tinha sido assaltada.


- não é existe não no vocabulário de vendedor.
- mas você acabou de dizer não, ao falar que não existe não.
- não disse.
- disse de novo.


- o não você já tem.
- minha mãe me ensinou a me conformar com o que eu tenho.


- um vendedor não pode deixar se abater por um não.
- certo.
Silencio.
- e um nem fodendo?


- posso ajudar?
- pode. Me empresta dinheiro pra comprar essa camiseta?


- o não você já tem.
- não tenho.
- oi?
- minha mulher ficou com tudo.


- o primeiro passo pra ser um bom vendedor é, ouvir sempre o que o cliente diz.
Silencio.
- você disse alguma coisa?


- tem desse, mas no preto.
- tem, mas é dele.


- abre o provador pra eu ver como ficou.
Abre
- nossa, ficou linda.
- eu não troquei ainda.
- pra você ver, é tão linda a peça que fica bonita até pendurada.


- vocês não vendem roupas, vendem conceitos.
- e preconceitos.


- tem algum vendedor que pode me ajudar?
- ah agora você quer saber do meu “posso ajudar”.


- posso ajudar?
- pode.
- como?
- morrendo!


- lá em casa minha mãe vende bijuteria, meu pai vende carro, meu irmão vende roupa, minha irmã vende perfume.
- e você?
- eu vendo drogas.


- posso ajudar?
- não.
- ok, vou estar aqui do ladinho.


- só estou dando uma olhadinha.
- eu também.
- mas você não trabalha aqui?
- sim. Eu estou dando uma olhadinha pra você.