domingo, 12 de setembro de 2010

Enrolando...

-Adorei te conhecer sabia?

-Hum?

-Falei que adorei te conhecer.

-Ah eu também.

-Você também o que?

-Adorei te conhecer.

-Adorou mesmo?

-E como...

-O que mais gostou?

-O que eu mais gostei?

-É.

-De tudo.

-Deve ter alguma coisa que gostou mais.

-Não, gostei de tudo, tudinho.

-Aí que lindo... Que mais?

-Que mais o que?

-Fala mais.

-Gostar de tudo já não ta bom?

-Ta bom, mas é que eu esperava mais antes de te conhecer.

-Mais o que?

-Mais, mais... Sabe mais.

-Até alguns segundos atrás disse que tinha adorado me conhecer.

-E adorei só que esperava que você soubesse se expressar melhor.

-Mas o que você quer saber?

-O que mais você gostou em mim.

-A você quer saber? Quer? Ta bom o que eu mais gostei foi da sua bunda.

-Você é igual aos outros...

-Você quem perguntou.

-Mais não era essa resposta que eu queria.

-E qual resposta era?

-Todas menos essa.

-Ta bom eu menti pra você eu gostei mais do seu jeito meigo, dos seus olhos.

-Ah quer dizer que minha bunda não é boa o suficiente pra você?

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-Desculpa é que é a primeira vez que eu faço isso.

-Ah capaz.

-Sério, to muito nervoso.

-Calma você ta indo bem.

-Ah já começou.

-Sim, sim...

-Aí que medo.

-Relaxa.

-Eu to tentando, mas você não sabe como é difícil pra mim.

-É difícil pra todos na primeira vez.

-Ah é pensei que fosse só comigo.

-Vai com calma, com calma.

-Desculpa.

-Para de se desculpar, você não ta fazendo errado, digamos que pra primeira vez ta indo muito bem.

-Ah você ta falando isso só pra me agradar.

-Não, pior que não, apesar de você estar pagando.

-Foi à única maneira que eu achei pra fazer isso.

-Eu sei não estou falando por mal, muitos fazem a primeira vez assim.

-Menos mal.

-Fica tranqüilo.

-Acho que é agora.

-Já... Quer dizer, então vai.

-Nossa que sensação estranha.

-É normal ser estranha.

-Ah, ah, ah, foi...

-Viu não foi tão difícil.

-É pior que não, agora vamos provar pra ver se está gostoso.

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-Você mora aqui na frente.

-E você mora aqui na frente.

-Prazer Vargas.

-Teka.

-Teka? De Estela.

-Não de Tereza.

-Ah de Tereza e da onde o Ka.

-Sabe que eu não sei só lembro de me chamarem assim.

-Pois é um dia você acorda e todo mundo está te chamando por um apelido, pelo sobrenome...

-E o Vargas é primeiro nome mesmo.

-Não, é o quarto.

-Quarto?

-É tenho três nomes antes.

-E porque te chamam pelo quarto?

-Porque a cozinha é muito longe.

-O que?

-Foi uma piadinha...

-Ah...

-Então chamam pelo quarto porque os outros três não pegaram.

-Como assim não pegaram?

-Lembra no colégio quando tentava te dar um apelido e não pegava?

-Lembro.

-Foi o que aconteceram, tentaram o primeiro nome não pegou, o segundo tava começando a pegar mais apareceu mais um na minha sala com igual, fui pro terceiro ficou um tempo até cair em desuso.

-E se esse não pegar?

-Vou ter que inventar um apelido.

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-Oi vizinha.

-Opa, daí tudo bem?

-Tudo, tudo.

-Então o que você quer vizinho?

-Vim cobrar minhas xícaras de açúcar, café, farinha e sal que você pegou e não devolveu.

-Hum?

-Não que eu esteja precisando mais é só pra não acumular mais né...

-Se ta de brincadeira né vizinho sempre com esse senso de humor...

-É senso de humor é tudo mesmo... Só que eu não to brincando não.

-Você ta falando sério?

-Seriíssimo.

-Mais se não me engano eu devolvi todas as xícaras que peguei.

-Sim mais não to falando da xícara to falando do conteúdo, peraí que eu tenho anotado.

-Você anotou?

-Depois da quarta xícara de açúcar sim.

-Ah é assim então?

-Só quero pegar pra não acumular mais.

-Você é um louco eu vou devolver e nunca mais pego nada empresado do senhor.

-Duvido.

-O que?

-Duvido.

-Ah o senhor é muito desaforado mesmo não sei onde eu tava com a cabeça quando peguei alguma coisa emprestada do senhor. Vou pegar suas “xícaras” e nunca mais quero ver o senhor na minha frente.

-Aproveita e vê se tem maisena pra me emprestar.

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Na fila do almoço.

-Você coloca o feijão em cima do arroz?

-Sim, por quê?

-Não sei se você sabe mais ta errado.

-Errado?

-É, o feijão vai antes do arroz.

-Porque?

-É a lógica.

-Lógica?

-Sim, veja bem feijão, arroz e carne.

-Ta mais o porque do feijão ir por baixo.

-Ta na bíblia.

-Na bíblia?

-Sim, na hora da santa ceia...

-Mais eles não comeram num buffet no dia da santa ceia.

-Ah não.

-Não.

-É não só que na hora que eles estavam na mesa, se não me engano José alcançou a panela pra Judas, e quando Judas foi colocar no prato Jesus disse “Feijão vai por baixo”...

-Ahm?

-“Feijão vai por baixo”.

-Onde você viu isso?

-Na bíblia.

-Que parte?

-Na parte final lá, na hora da janta...

-Você ta inventando isso.

-Não, pode procurar...

-Ah você não achou uma explicação...

-Acabei de explicar.

-Ta bom, ta bom...

-O que? você vai misturar feijão com o macarrão...

-Ih de novo?

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-Ei, ei, você.

-Eu?

-É.

-Fala?

-Sabe que eu acho que te conheço de algum lugar.

-Eu?

-É, você não é primo da – da... Como é o nome dela mesmo?

-Karla.

-Isso, Karla.

-Sabia que era você. E como ta a Karla?

-Sabe que faz tempo que eu não vejo ela.

-Eu também, diz que eu mandei um beijo pra ela.

-E se você ver ela primeiro diz que eu mandei um beijo.

-Ta. Mais e o – o...

-Dani.

-Isso o Dani, como ta o Dani.

-Ta bem também ta pra casar ou ta separando não sei ao certo.

-Esse Dani é brincadeira lembro cada uma dele.

-O Dani é o bicho.

-Diz que eu mandei um abraço pra ele.

-Digo sim.

-Então vou indo, abraço - o- o...

- Pedro...

- Isso Pedro, sabia que te conhecia é tão bom encontrar pessoas que tivemos pouco contato mais que marca.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

No Divã

- O que está acontecendo?

- Ah você quer saber? Quer saber mesmo ou ta falando isso só pra me agradar?

- Quero saber estou aqui pra te ajudar.

- Você me ajudar? Quem é você pra me ajudar, nem sabe o que está acontecendo.

- Pois então fale, sou todo ouvidos...

- Falo se eu quiser, falo se eu quiser.

- Tudo bem.

- Tudo bem? Não ta tudo bem se tivesse tudo bem eu não viria aqui.

- Eu sei que não está bem mais preciso que você se abra.

- Agora você sabe tudo, o senhor sabe tudo, ‘ah eu sei tudo eu sou psicanalista’.

- Estou aqui pra te ouvir.

- Porque? Porque? Pra sair falando pra todo mundo que eu tenho problemas?

- Nada que é falado sai daqui.

- Todo homem fala isso, todos...

- Mais aqui eu não sou homem...

- Ah não além de tudo é viado, era tudo o que eu precisava, um viado me atendendo.

- O que?

- Ah não de novo não, já tinha acontecido com o Maurinho agora meu doutor também não.

- Não, não é nada disso.

- Aí porque essas coisas acontecem comigo doutor, porque?

- Veja bem...

- O senhor não me deixa falar doutor, você está me sufocando.

- Dona Edite a senhora veio se consultar de TPM de novo?

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- Pode falar.

- Então doutor é que eu tenho medo.

- Medo?

- É medo, medo do que pode acontecer...

- Medo do que pode acontecer?

- Sabe você fica imaginando o que vai acontecer no futuro e começa a ficar com medo no presente.

- Sim, sim continue.

- Eu to aqui agora e pensando e ano que vem? Onde eu vou estar ano que vem.

- Pelo visto aqui ainda.

- Oi?

- Nada pode continuar... Não sabe onde vai estar.

- Fico viajando como vou estar, empregado, namorando, com dinheiro...

- É acho que não adianta se preocupar com o que vai acontecer.

- É eu sei que não mais não consigo não pensar. E se eu ficar careca? Imagine eu careca...

- Ah então você está preocupado com o seu cabelo.

- Só com o cabelo não doutor, o cabelo é o que vai decidir meu futuro...

- O cabelo vai decidir o seu futuro?

- Veja bem se meu cabelo continuar aqui eu vou continuar conquistando mulheres, vou ter respeito no trabalho e continuar ganhando dinheiro...

- Pelo jeito o senhor tem complexo do chewbaca.

- Isso é sério doutor?

- É um caso raro mais que tem tratamento.

- Raro doutor... E qual é o tratamento?

- Você vai ter que ser forte.

- Aí doutor...

- Você já raspou o cabelo?

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- Eu tenho problemas com as mulheres.

- Que tipo de problemas?

- É que elas só querem virar amiga.

- Hum.

- Faço elas rir, faço carinho e tudo mais só que quando vou partir pra cima elas falam que não querem estragar amizade.

- Sei sei.

- Eu não quero amizade doutor, amigo eu tenho na internet.

- É.

- Vejo uns caras “horríveis” com varias mulheres doutor.

- Entendo.

- Eu não sou feio doutor, até que sou engraçado, passo perfume e elas só querem ser amiga.

- Hum.

- Num quero amiga, quero pegar elas, agarrar e mostrar que sou o “cara”.

- Sim, claro.

- Será que eu vou ter que começar a tratar elas mal pra começarem a me respeitar, acho que é isso vou ser MAU, isso...

- Você não precisa disso, é bem mais simples do que você imagina.

- O que é então doutor eu preciso de uma solução urgente.

- Eu posso te ajudar mais antes eu preciso saber de uma coisa sua namorada sempre está junto com você quando você sai?

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- Doutor eu preciso de ajuda eu to traindo meu marido.

- Sente – se.

- Eu to aflita, me ajuda doutor, eu não quero mais fazer isso...

- Fale – me mais.

- Já faz quase um ano que eu to fazendo isso.

- E a quanto tempo vocês estão juntos?

- Um ano e um mês.

- Sei sei.

- Comecei com um caso na internet...

- Continue.

- Depois conheci um cara no mercado, e um no posto, e um no shopping...

- Entendo.

- Eu não quero mais fazer isso doutor, não quero...

- É complicado.

- Não quero mais doutor...

- Como ele é?

- É muito bonito, rico, carinhoso...

- Ele te bate?

- Nunca encostou um dedo em mim.

- Ele te trai?

- Não seria capaz de fazer isso me ama muito.

- Ah ta explicado.

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No Hospício.

- Porque você ta internado?

- Foi um engano, pegaram o cara errado.

- Ué e porque você não explica isso pra eles?

- Já expliquei eles falam que eu sou louco.

- É, eles são assim mesmo.

- Não sei mais o que fazer pra provar que pegaram o cara errado.

- Cara errado?

- É confundiram pegaram o cara errado.

- Você ta louco!

- Não eu sou normal o outro que o louco.

- Que outro?

- O Certo.

- Mais se ele é certo ele não é louco, ele seria louco se fosse errado.

- Então eu sou o certo e ele é o errado.

- Não, mais você não acabou de falar que pegaram o cara errado?

- Isso, o certo seria ele.

- Então se o certo seria ele, você é o errado?

- Sim eu sou o errado.

- Você não acabou de dizer que é o certo.

- Eu sou um cara certo, que foi preso no lugar do errado.

- Todos falam isso.

- Mais no meu caso é verdade.

- Não sei não tem cada louco por aí.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Garçom

O Garçom é uma figura e tanto, o psicólogo do bar, que sempre tem uma palavra amiga, uma balde com gelo e um conselho que quase nunca se entende... Tem os que trabalham a tantos anos no mesmo bar que ele já sabe o que você vai beber (ou pelo menos acha que sabe). Garçom com personalidade forte, opinião aberta e que não sabe a hora de ficar quieto.

- Garçom traz mais uma geladinha.

- Num ta na hora do senhor ir?

- O que?

- Sua mulher não fica brava se o senhor chegar tarde?

- A minha mulher não manda em mim.

- Eu acho que sim.

- O que? Porque você acha?

- Que horas você tem que chegar em casa?

- Ah hora que eu quiser... No Maximo até 22h30min.

- Viu...

- Mais não é porque ela mandou é porque eu trabalho cedo então até jantar, tomar banho...

- Sei, sei.

- Sabe nada eu mando lá em casa, se eu quiser vir todos os dias aqui eu venho.

- E porque eu só vejo o senhor uma vez por semana aqui?

- Porque eu só venho uma vez por semana, porque...

- E é sempre no mesmo dia?

- Porque, ah porque é sagrado né!?

- E porque você só pode passar o dia que vem do futebol porque sua mulher não gosta que fique passando outros dias.

- Nada haver, não tem nada haver, pega outra cerveja pra mim.

- Vou pegar mesmo já ta quase na hora do senhor ir.

- O que quase na hora de eu ir... eu vou a hora que eu quiser... Ih 22h00min horas já, tenho que ir.

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- Ei garçom, garçom.

- Pois não?

- Ta vendo aquela morena?

- Sim.

- Leva esse bilhete pra ela e fala que eu...

- Não bilhetinho não funciona.

- O que?

- Bilhete não funciona mais não.

- Como não? Sempre funcionou...

- Não mais com aquela dali não funciona, o ultimo que mandaram ela usou pra limpar o batom e olha que o que tava escrito era bonito.

- O que, você leu?

- Ué eu to levando e não posso ler? Vai que tem algum erro de português, nenhuma mulher quer um homem que escreve errado.

- É melhor não então, faz o seguinte leva mais um daquele que ela está bebendo e fala que fui eu que mandei.

- Não funciona também.

- Hum?

- Pagar bebida não adianta você só vai gastar dinheiro, não funciona, já vi ela saindo bêbada daqui de tanta bebida que pagaram pra ela e nada.

- Ah é?

- Vai por mim.

- Então eu vou lá conversar com ela do jeito antigo também.

- Ih não vai adiantar.

- O que, mas você nem sabe o que eu vou falar.

- Não vai funcionar.

- E porque não, vai dizer ela é surda muda, que não fala português?

- Não é porque ela já ta indo embora.

- Como você sabe?

- Porque é a hora que o namorado dela para de tocar.

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Já passava da hora de fechar o bar e só um cliente insistia em ficar.

- Eu não vou embora, não, não volto praquela casa nem ferrando, e traz mais uma pra mim...

- Ah o senhor vai!

- Ah num vou!

- Ah vai!

- Num vou!

- Então eu vou pra sua casa.

- Num... O que?

- Vou pra sua casa e você fica aqui.

- Se num vai pra minha casa eu gosto de você não quero que você sofra.

- O que que tem na sua casa de tão assustador?

- Minha mulher ta de TPM...

- Vou pegar mais uma cerveja.

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- Mais uma rodada por conta do Carlo.

- De novo na conta do Carlo, você ta pagando tudo porque Carlo?

- Ei garçom? Shhh... Só pega as cervejas.

Carlo – é mesmo mais uma na minha conta?

- Pela as minhas contas já é a quarta na sua conta.

- O que você pensa que ta fazendo?

- Só falei pra situar o Carlo.

Carlo – Quarta? Vocês estão se aproveitando de mim?

- Não.

- Pelo jeito sim.

- Shhh... Fica quieto você aí.

- Mas foram vocês quem me chamaram.

- Sim mais não pra ficar contando quantas rodadas já foram pagas.

Carlo – ah vocês queriam esconder de mim.

- Nada haver Carlo. (Coral na mesa... NADA HAVER)

- Eu acho que sim.

- Shhh... Sai daqui.

Carlo – bem que eu vi que minha conta tava bem mais alta do que a de vocês sempre, a quanto tempo vocês fazem isso?

- Para de bobeira, não fazemos nada.

- Desde que você freqüentam aqui.

- Shhh... Já não falamos pra você sair daqui? Será que vamos ter que chamar o gerente?

Carlo – Ah vocês querem que ele saia pra voltar a me enrolar né!?

(Em coro... NADA HAVER)

- É o que ta parecendo.

- Ah eu vou ser obrigado a chamar seu gerente.

- Então eu vou contar pra ele dos petiscos.

- Shhh...

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- Alo quem fala?

- É o Garçom.

- É com você que eu falo pra fazer reserva?

- É, depende.

- É, depende?

- Sou eu, depende do que se trata a reserva.

- Ah sim, é pra uma confraternização.

- Qual dia?

- Terça-feira.

- Quantas pessoas?

- Umas 20.

- Qual é o segmento da empresa?

- O que?

- O segmento?

- Pra que você precisa saber disso?

- Procedimento.

- Agencia de publicidade.

- Ah publicidade.

- É publicidade.

- E a maioria é mulher ou homem?

- Ué qual é a diferença?

- Procedimento.

- É mulher.

- Já sabem quanto vão beber?

- Não claro que não.

- Não tem nem idéia?

- Não.

- O que vão comemorar?

- É que batemos a meta.

- Ah comemoração porque bateram a meta, vão beber bastante.

- Mais no que isso influencia?

- Procedimento.

- Mais alguma coisa?

- Vão comer antes de vir ou vão comer aqui?

- Qual é a diferença?

- É procedimento minha senhora.

- Metade vai comer antes e metade aí, agora ta feita a reserva?

- Não a senhora vai ter que ligar mais tarde.

- Não acredito que você me perguntou tudo isso e eu vou ter que ligar mais tarde, porque não faz agora?

- Procedimento.

domingo, 15 de agosto de 2010

Acredite se quiser

- Então eu quero saber se meu marido ta me traindo, saber não confirmar.

- Calma, não é bem assim que funciona...

- O que o problema é dinheiro? É dinheiro o problema?

- Já falei que não faço isso pelo dinheiro, é o dom!

- Eu sei desculpe é que eu tenho quase certeza que aquele canalha ta me traindo.

- Calma já vamos ver... Mais antes vamos falar de preços.

- Vai ver na bola de cristal, cartas, búzios, tarôs, feijão...

- Feijão?

- Usa qualquer sistema, o importante é confirmar a traição dele.

- Vamos começar pela mão...

- Isso pela mão, eu sabia pela mão, minha mão ta coçando pra pegar aquele cachorro, minha mão não vai me deixar na mão.

- Você quer ir direto ao ponto né? Só quer saber sobre isso ou mais alguma coisa.

- Não só quero isso, confirmar e saber o nome dessa desaforada destruidora-de-relacionamentos-que-tinha-tudo-pra-dar-certo...

- Então vamos direto de bola.

- Isso a bola, a bola é mais forte já ia pedir a bola antes da mão vai que minha mão não quer acreditar que ele ta fazendo isso...

- Silencio, olha só o que eu estou vendo...

- O que? Ele com ela no motel, a sem-vergonha eu você não leva.

- Não, não ta no motel, ele está em outro lugar.

- Ah ta vivendo fantasias amorosas, ah senhor eu transo na escada de incêndio.

- Calma...

- É bonita? Ela é bonita pelo menos? Pode falar eu agüento eu sou forte, ainda bem que pegamos a bola minha mão não ia contar.

- É realmente...

- Não, não, não fala, eu amo ele, não vou acabar nosso relacionamento por causa de uma besteira dessa muitos homens traem vamos procurar ajuda, vamos superar isso juntos.

- Mais ele não ta fazendo nada demais não realmente está chegando tarde por causa das reuniões.

- Oque? Ah eu não acredito, sua bola deve estar com problema, não pode ser, tenta a mão...

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- Você acredita no destino?

- Oi?

- Destino, porque quando eu te vi soube que foi o destino quem pois você no meu caminho.

- Há-há-há...

- Não ria do destino.

- Não to rindo do destino to rindo de você.

- Ah menos mal, porque você sabe que se eu estou aqui conversando com você agora é culpa do destino.

- E eu achando que era culpa da bebida.

- O que?

- Nada pensei alto...

- Então quando eu entrei aqui senti uma energia boa, depois do meu sétimo, oitavo ou seja qual for o numero do drink que eu tomei soube que nós estávamos destinados.

- É mais eu sinto te desapontar mais eu não vou ficar com você?

- O que? Vai desafiar o destino?

- Se o destino for ficar com você daí eu vou ser obrigada a fazer isso.

- Ah eu se fosse você pararia de lutar e ficava logo comigo.

- Mais como você não é eu, e eu não bebo tanto vou ter que dizer não.

- Ah você não ousaria, foi o destino que me atraiu até aqui.

- É e vai ser o segurança que vai levar se você não for embora.

- Não eles não têm o poder de mudar o destino, ninguém tem, só o... Garçom mais um drink pra mim e pra minha futura mulher...

- Que futura mulher, sai daqui eu não quero drink...

- Não adianta resistir, se não for hoje vai ser outro dia, nada vai impedir.

- Ah não e o meu namorado que ta chegando ali?

- O que namorado? Não acredito que você tem namorado...

- Pois é sinto informar...

- Ih quer que eu fale com ele ou fala você?

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- Amor tenho que te contar uma coisa.

- Ih lá vem, o que você aprontou Lucio?

- Aí amor não é bem assim foi só que eu tive um momento de azar...

- Ahm?

- Momento de azar e perdi o dinheiro da nova maquina.

- Momento de azar? Peraí eu não entendi direito, acho que escutei errado.

- Não amor é que assim, lembra aquela vez que eu ganhei?

- Sim foi pura sorte.

- Então agora eu tive esse momento de azar.

- Com o dinheiro da minha maquina nova? É isso que você está dizendo?

- É, quer dizer não, quer dizer é.

- É ou não Lucio Flavio, é ou não?

- É! Mas é assim num tem o dinheiro da poupança?

- O que que tem o dinheiro da poupança Lucio Flavio, não vai me dizer que você...

- Nããão... não, eu tava pensando eu poderia pegar esse dinheiro pra recuperar o outro.

- O que? Eu acho que hoje realmente eu to escutando muito. Pegar o dinheiro da poupança pra recuperar o da maquina, você vai recuperar como?

- É que eu to sentido que agora eu vou ganhar.

- Você ta sentindo? Você ta sentido Lucio Flavio?

- É to sentindo.

- Ah e quando você perdeu o dinheiro da maquina você não tava sentindo?

- É diferente né Marisa.

- Ah é diferente. Sabe que eu também to sentindo Lucio Flavio...

- Ah ta amor, isso é um bom sinal.

- To sentindo que você vai dormir no sofá e vai ficar um bom tempo sem ganhar uma coisa mais importante...

- O que é isso Marisa?

- Momento de azar.

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- Pai.

- O que?

- Porque a mamãe tava gritando com o você “sorte sua, sorte sua”...

- Ah você ouviu é?

- Ouvi.

- Então filho, sabe o que quer dizer sorte né?

- Sorte é quando a gente não perde.

- Isso, isso, a sorte é exatamente isso.

- Então você tava jogando com a mamãe ontem?

- Jogando?

- É porque se ela tava gritando “sorte sua, sorte sua”...

- É estávamos jogando.

- Jogando o que pai?

- Jogando o que?

- É.

- Estávamos jogando um jogo só pra adultos.

- E pelo jeito a mamãe ganha sempre né?

- Porque?

- Porque eu sempre escuto ela comemorando (yes, yes, yes) só ontem que eu vi ela gritando sorte sua, sorte sua.

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- Alo, amiga sou eu.

- Alo, oi Clau.

- Acabo de descobrir a lei da atração.

- Lei do que?

- Lei da atração, já era acabaram nossos problemas com homens.

- Do que você ta falando Mi?

- Da lei da atração, você atrai o que você quer.

- O que eu quiser?

- É amiga da certo, eu tava pensando um montão em você daí resolvi te ligar e te atrair.

- Hum?

- Funciona assim você quer alguma coisa você tem que pensar nela, qualquer coisa e quando eu digo qualquer coisa funciona com homens também.

- Ah eu não acredito nessas coisas não.

- Ui amiga você ta começando errado já. Pensa em alguma coisa aí, espera um pouquinho que já vai acontecer algo...

- Não ta acontecendo nada.

- Ah é que você não leu o livro.

- Ah você andou comprando livro de auto-ajuda de novo Clau.

- Não mais esse é o ultimo era pra eu ter comprado esse desde o principio...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sexo Verbal...

- Vai me bate.

- O que?

- Me bate!

- Te bater?

- É, vai, bate.

- Não, não.

- Ué porque não Lucio Flavio?

- Porque iria te bater?

- Pra esquentar a relação. Vai bate.

- Eu não seria capaz de bater em você.

- Mais eu que to pedindo, é pra apimentar, vai bate.

- Não, vai que eu te machuque.

- Você machucar... (risos)

- Porque a risada? Posso te bater e machucar?

- Com essa força tua... (risos, de novo)

- Para de rir, posso sim quer ver?

- Quero... (E mais uma vez a mulher ganha a discussão)

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- Mais pra lá, mais pra lá.

- Pra direita ou pra esquerda.

- Se é pra lá é pra é pra direita né!?

- Desculpe, é que é tão dificil.

- Por isso que eu to te ajudando.

- Ae devagar, devagar...

- Ta acho que já to sentindo.

- Sentindo o que?

- Eu sei lá, só falei “to sentindo que to chegando perto”...

- Ah. Vai não para, um pouco mais pra baixo, isso, isso...

- Sabia que eu ia conseguir.

- Não achou ainda mais ta bem perto... aí, aí, aí...

- Aí que emocionante, nem to acreditando...

- Aí, quieto, aí...

- Ta bom, ta bom...

- Puxa um pouquinho, bem pouquinho, aí, aí...

- Opa, opa...

- Ih, puxou demais, agora vai ter que começar tudo de novo.

- Desculpa amor...

- A não vamos deixar pra amanhã.

- Mas amor, só mais uma vez.

- Não, não... não agüento mais isso.

- Então mexe você.

- É só eu consigo mesmo... já devíamos é ter comprado outra antena.

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- Amor é hoje vamos aproveitar que as crianças estão fora.

- Finalmente quanto tempo não ficávamos sozinhos em casa.

- Vamos tirar o atraso.

- Isso, isso...

- Vamos mandar ver.

- Isso, isso...

- Vamos transar em todos os cômodos da casa.

- Não isso não.

- Ué porque não? Estamos sozinho.

- A mais mesmo assim em todos os cômodos.

- Ta só na cozinha.

- Na cozinha não né amor, foi feito faxina ontem, ta tão limpinha.

- Ta bom na sala então, em cima da mesa de jantar, no sofá, no tapete.

- No tapete? Você ta louco, no tapete novinho?

- Ta bom na mesa e no sofá...

- Na mesa nós comemos né Carlos Alberto.

- Ta só no sofá.

- Ah não no sofá não, lembra da ultima vez que eu cai duas vezes.

- Ta bom no quarto das crianças, olha que aventura.

- No quarto das crianças, você ta de brincando?

- Não, no quarto das crianças, no beliche, em cima da caixa de brinquedos...

- Que falta de respeito pelos seus filhos.

- No banheiro então, tomando banho...

- Você não ouviu que eu falei que a faxineira limpou, e ta com um cheiro de Q-boa no banheiro...

- Pensando bem não vamos fazer nada, vou lá buscar as crianças...

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- Que tal fazermos aqui?

- Aqui?

- É, aqui...

- Mais estamos no elevador.

- Sim e estamos presos, até arrumarem.

- É só que tem câmeras.

- Nós tampamos.

- Será?

- Vai, imagine você contando essa história.

- É minhas amigas iriam ficar com inveja.

- Isso então vamos.

- A Vera vai ficar com uma inveja, vai se rasgar toda.

- Vai né, então vamos começar.

- Ih a Paula nossa vai ter um piti.

- Isso, vem cá gostos...

- Elas nem vão acreditar...

- Ta então vamos logo...

- Já to imaginando a cara delas...

- Eu também, já to imaginando a cara dos meus amigos, agora vem cá...

- O que você não vai contar pra ninguem.

- Ué você ta falando que vai contar pra todas as suas amigas...

- Mais é diferente.

- Sim, mais um história assim temos contar.

- Não se vai contar não vamos fazer nada.

- Porque não?

- Porque não!

- Ta bom não vou contar nada.

- Não?

- Não!

- E eu posso contar?

- Pode.

- Então ta bom...

- Ih caramba voltou a funcionar.

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- Você já pifou?

- O que?

- O que? você sabe do que eu to falando.

- Não sei não poh!

- Já pifou, não chegou ao fim da prova.

- Ãhn?

- Esqueceu de trocar a pilha, deixou o carro morrer...

- Não to entendendo.

- Ficou com a Maria mole, decepcionou a platéia...

- O que meu, fala?

- Quantas vezes você já broxou?

- Ah! Nenhuma.

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No sex-shop

- Oi-oi...

- Pois não? Posso ajudar?

- Então é que é assim...

- Pode ficar a vontade... Temos tudo que precisa pra apimentar sua relação.

- Eu quero...

- Um vibrador? Temos de todos os tamanhos, P, M, G, GG, GGG e Muito G.

- Não eu só queria...

- Bolinhas? Ah essas bolinhas são magníficas...

- Não, que bolinhas...

- É pensando bem as bolinhas não são tão legais assim, já sei que aquela pastinha mágica.

- Pastinha mágica?

- É aquela que o parceiro passa e fica com super-poderes...

- Você não ta entendendo...

- Ah seu parceiro já é Super? Tenho um Kriptonita pra ele...

- Eu só quero camisinha, camisinha...

- O que camisinha? Camisinha?

- É camisinha...

- De morango, com bolinhas, pistache?

- Normal.

- Camisinha normal? A não vá comprar na farmácia...

- Mas eu só quero camis...

- Melhor vá pegar no postinho e se retire daqui.

...

- Camisinhas... Hum, camisinha, o que ela acha que é isso? Algum tipo de loja de sacanagem...

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- Amooor... Amooor.

- Oooi?

- Comprei uma fantasiaaaaa...

- Gastando dinheiro a toa de novo Claudia?

- Ui Mario, comprei uma fantasia pra você.

- Pra mim Claudia? Pra mim?

- É...

- Mais nem sabia que iríamos numa festa, e como escolheu minha fantasia?

- Aí você é um idiota mesmo Mario...

- O que?

- Comprei uma fantasia pra me vestir pra você.

- Aaaaaaah... Não acredito amor.

- Aí do que você acha que eu tava falando Mario?

- Aí amor desculpe... Cadê, cadê, cadê?

- Ta aqui, só que só vou vestir mais tarde.

- Mais do que que é amor?

- Mais tarde você vai ver.

- Ah amor fala, só fala...

- Não... Mais tarde...

- Fazer o que...

(De noite)

- Ta pronta amor?

- Não, mais algumas coisinhas...

- E agora?

- Calma... Calma... Aí fecha os olhos...

- Fechei...

- Pode abrir...

- Nossa... Nossa... Nos... Que fantasia é essa?

- Vai dizer que não ta reconhecendo?

- Não.

- Aí Mario... Vou ter que explicar mesmo?

- Sim.

- É de dona de casa...

- Dona de casa?

- É não vive reclamando que eu não paro mais em casa, que faz tempo que não cozinho, - que a casa ta cheia de pó...

domingo, 25 de julho de 2010

Senhores passageiros com destino...

Aeroporto local de muita correria, encontro e desencontro...

- Oi.

- Oi.

- Sempre da um medo né.

- Não sei é a primeira vez que vôo.

- Ah é? E não está com medo?

- Estou, mais nada demais.

- Ih, não deveria estar tão tranqüila assim.

- Porque?

- Não ouviu falar do numero de aviões que anda caindo?

- Não, achei que o avião era o meio de transporte mais seguro.

- O que? uma tonelada de ferro que voa você acha seguro?

- Mas falaram que é, que perto do numero de acidente de carro...

- Nem se compara, você conhece alguem que sobreviveu a um acidente de avião?

- Não.

- De carro você conhece?

- Sim.

- Pronto.

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- Amor cadê as passagens?

- Tava com você.

- Não eu falei pra você pegar.

- Não eu falei pra você.

- Não acredito nisso.

- Oque você não pegou as passagens?

- Não você não pegou.

- Eu, mais era pra você ter pego, eu peguei os travesseiros.

- Se não tivesse pego os travesseiros não teria esquecido as passagens. E pra travesseiro?

- Você sabe como eu sou.

- Sim eu sei, esquecido, esqueceu as passagens e agora?

- E agora eu é que pergunto. O combinado era você pegar as passagens.

- Não combinamos nada, quem pegava o que? Mais pela lógica você tinha de ter pego.

- Pela lógica eu deveria viajar sozinho.

- Oque?

- Não pensei alto aqui.

- É devia ter pensado alto nas passagens.

- Mais era pra você pegar.

- Não era pra você.

- Você.

- (atendente) Próximo.

- Então é que o cabeçudo do meu marido esqueceu as passagens, será que tem como embarcar sem?

- Sim só preciso do seu nome e RG, só um instante.

- Viu se tivesse pego não precisaria esperar, aí Paulo você sempre esquecendo as coisas, se não fosse eu não sei o que seria de você...

- Senhora, seu vôo é só amanhã.

- Quem é o esquecido agora?

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- Dentro de 10 minutos estaremos passando com o serviço de bordo.

- Hum, serviço de bordo, que beleza hein, paguei caro por isso, chegar rápido e pelo serviço de bordo.

- O senhor nunca viajou de avião né?

- Porque?

- Eles só servem refrigerante e barrinha de cereal.

- O que?

- Sim é o que servem, não vai me dizer que o senhor achou que ele serviriam um bife a permegiana?

- Não tanto, mais barrinha de cereal? Achei que só vendia isso nas academias.

- Tem vôo que não servem nem barrinha.

- Ah é mentira sua, você ta falando isso pra brincar comigo, é uma pegadinha né?

- Não, pergunta pro cara do seu lado.

- É verdade isso que ele ta falando?

- Sim.

- Não pode ser eu paguei caro, eu quero pelo menos uma bisnaguinha.

- Mais não tem, tem refrigerante e 2 litros.

- Para, cadê as câmeras, isso é uma brincadeira... Ela ta chegando, não quero mais ouvir vocês.

(Aeromoça) O senhor aceita refrigerante? E a barrinha é de banana ou morango?

- Pode parar com a brincadeira, já sei que é uma pegadinha, onde ta a câmera?

- Do que o senhor ta falando?

- Barrinha, refrigerante 2 litros por 300 reais a passagem? É uma pegadinha.

- Depois não tem como o senhor pegar só passamos uma vez.

- E só passam uma vez, bem que falaram que tinha entreterimento no avião, vocês são muito engraçados.

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- Temos saída de emergência ao lado...

- Oi, oi...

- Pois não senhor?

- Saídas de emergência? Como assim? Avião não é o meio de transporte mais seguro?

- Sim senhor, só que em caso de emergência...

- Mas em caso de emergência eu não posso sair pela porta que eu entrei?

- Pode senhor, só que também pode pelas saídas de emergências.

- Em caso de qual tipo de emergência?

- Co - como?

- Que tipo de emergência que a porta pode ser usada?

- No caso de algum acidente.

- Acidente mais esse não é o meio de transporte mais seguro?

- Sim senhor, mais caso venha acontecer alguma coisa temos que nos previnir.

- Como assim nos previnir, você não toma remédio sem estar doente pra se previnir?

- Mais não tem nada haver senhor.

- Como não tem nada haver, se é o meio de transporte mais seguro, não precisa de saídas de emergência...

- Senhor, o senhor esta se equivocando.

- Porque, eu tava aqui pronto pra viajar e você vem com esse negócio de emergência.

- São procedimentos, procedimentos.

- Então eu tenho duvidas, duvidas.

- Senhor posso terminar minha explicação?

- Fazer o que...

- No caso de turbulência caíram mascaras de oxigênio.

- Oi, oi...

- De novo não... Pois não senhor?

- Mascaras de oxigênio? Pra que mascaras de oxigênio?

- Para o caso de haver despresuarização.

- E se acontecer isso e tiver alguma emergência, vai dar tempo de eu pegar minha mascara e correr pra porta?

- Senhor, o senhor não esta entendendo...

- Tem para-quedas de emergência?

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- Pra onde você está indo?

(Lendo um livro) O que? Eu?

- É, pra onde você está indo?

- Para o Rio de Janeiro.

- Ah, pro Rio...

- Uhum... (volta a ler)

- A passeio ou a trabalho?

- Hum?

- Vai passear ou trabalhar?

- Nenhum dos dois.

- Ah!

(De volta pro livro)

- Ué vai fazer o que lá então?

- Fazer o que?

- É se não vai nem a passeio, nem a trabalho vai fazer o que lá?

- Vou buscar umas coisas minhas que estão lá.

- Coisas? No Rio?

- Desculpe não querendo ser grosso, mais acho que não é da sua conta.

- Não querendo ser grosso? Eu só estava puxando assunto, meus médicos falaram que seria bom.

- Seus médicos?

- É meus médicos, disse que conversar faz bem.

- Mais o que o senhor tem (fechando o livro).

- Ah agora você quer conversar? Volta a ler seu livro... passar bem.

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- Oi moça, quanto ta o café?

- $5 reais.

- Qua - quanto?

- $5 reais senhor.

- Que isso, um cafezinho $5 reais?

- Isso, e hoje esta na promoção um cafezinho mais um pão de queijo $11 reais.

- HÁ HÁ HÁ... Promoção?

- Isso, e com mais $3 reais você leva o café médio.

- Ah o de $5 reais era o pequeno?

- Isso.

- Isso é um roubo? Com $5 reais eu compro um pacote de café e o filtro e faço uns 5 litros de café forte.

- Mais é o preço meu senhor, não posso fazer nada, desculpe.

- Desculpe? Não se desculpe, só fique ciente que eu nunca, ouviu nunca vou tomar café aqui, nem eu, nem ninguém vai pagar $5 reais por um café, ninguém é otário pra pagar isso...

(Nova cliente, loira e bonita) Bom dia, me vê um cafezinho, melhor me vê o da promoção que vem um pão de queijo.

- Pois não.

(Loira) Bom dia.

- Bom dia.

- O senhor já tomou o café?

- Tomo sempre que tenho vôo na parte da manhã...

Seu café senhora...

- Me vê o de sempre com aquele pãozinho de queijo...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Erro de comunicação!

- Adivinha o que eu to vestindo.

- Hum... uma Camisola transparente?

- Não.

- Uma lengerie vermelha?

- Não.

- Um pijaminha de seda?

- Não.

- Uma camiseta de político?

- O que?

- Uma camiseta de político ué, não é pra isso que serve?

- Não mais eu não ia perguntar o que to vestindo se tivesse com uma camisa de político.

- A é né desculpa, vamos continuar.

- Não, acabou a graça.

- A para, foi só um chute, é que tava ansioso.

- Não.

- A vai, para de ser malvada.

- Ta bom, adivinha o que que eu vou fazer agora?

- Dormir?

- Francamente hein...

Trocando mensagens de celular.

- Nossa gostei muito de te conhecer...

- Re: Eu também, gostei muito, quando podemos nos ver de novo?

- Ah depende dos agrados...rs

- Re: Ah eu faço o que você quiser, pra estar ao seu lado de novo...

- Nossa agora fiquei empolgada hein, o que você faria.

- Re: Tudo o que for preciso, é só você mandar.

- Aí deu mais vontade de te ver...rs

- Re: Eu tambem, se pudesse estaria com você...

- Vou passar o endereço você vem me buscar?

...

- Ué o que ta acontecendo?

...

- Ah você é desses então? Ilude a mulher com essas conversinhas de faria o que você quisesse e depois some?

...

- Se não me responder agora não me procure mais.

...

- Nunca mais quero te ver!

... E mais uma vez acabou os créditos dele.

- Oi não sei se foi impressão minha mais você tava me olhando?

- Não

- Não?

- Não, pareceu?

- Sim.

- Mais não.

- Ah mais já que eu estou aqui será que seria possível...

- O que?

- Você me passar...

- O que?

- Seu msn.

- O que?

- Seu msn, daí podemos conversar melhor nos conhecermos.

- Ué mais fala por aqui.

- Ah, todo mundo sabe que por msn as pessoas se soltam mais.

- Mais to te dando a chance de conversar agora.

- Mais não consigo conversar ao vivo.

- Então me convença a te passar meu msn.

- Então passa o orkut que te convenço por depoimento.

Marcos de um lado do bar e Dora do outro, então começam a trocar gestos...

Marcos pisca pra Dora.

Dora retribui.

Marcos pisca e ergue a sobrancelha.

Dora ri e pisca novamente.

Marcos manda um beijo.

Dora recebe e retribui.

Marcos beija a mão coloca no peito e joga pra Dora.

Dora recebe coloca no peito também, então molha o lábio e manda outro pra Marcos.

Marcos finge que recebeu e faz como se estivesse derretendo, então começa a morder o dedo fazendo cara sensual.

Dora ri e começa a fazer o mesmo.

Marcos sinaliza com a sobrancelha pra irem lá fora.

Dora faz com a cabeça que não entendeu.

Marcos aponta com o dedo.

Dora faz que não entendeu de novo.

Marcos chama ela com o dedo, vem o garçom.

Os amigos aproveitam que o garçom ta ali e fazem o pedido atrapalhando a conversa de Marcos e Dora. Quando o garçom sai da frente Dora ta com um cara do lado dela, os dois estão falando em sinais, então Marcos se toca e vê que ela só queria conversar.

No parque. Tato se aproxima de uma bela morena com um cachorro labrador e da a velha cantada.

- Qual é o telefone do seu cachorro?

- Ela ri (o cachorro não).

- Como é o nome dele (já abaixado e fazendo carinho... no cachorro)?

- Não é ele, é ela, Tina.

- Lindo nome. E você sempre traz ele, digo ela pra passear aqui?

- Quase todo fim de semana, e você não tem cachorro?

- (Não) Tenho claro.

- E cadê ela?

- Não é ela é ele.

- Ah desculpe e cadê ele?

- Ta em casa.

- Ué e porque não trouxe?

- Ele não quis vir.

- Não quis vir?

- É ta meio depressivo.

- Aí tadinho, sério e o que ele tem?

- Ta precisando de uma companheira.

- Sério e de que raça ele é?

- Da mesma do seu.

- Sério que um labrador?

- Isso é um labrador.

- Nossa sabe quanto tempo que eu to querendo arranjar um parceiro pra ela.

- Olha aí que coisa, que tal passar o numero dela então? (rindo)

- Ta bom anota aí...

- Ele anota e vai embora, de noite liga...

- Chama, chama, chama... De repente atende é a secretária eletrônica, você ligou para tina a labradora...

- Alo.

- Quem fala?

- Sou eu amor.

- Eu quem?

- Eu, Dé, num ta me reconhecendo?

- Não, como você sabe meu nome.

- Débora sou eu.

- Se não falar quem é eu vou desligar.

- É o Flavio.

- Como você sabe o nome do meu namorado?

- Porque sou eu.

- Não o numero dele não é esse.

- Então é isso que eu to tentando falar...

- Como você sabe meu nome, porque me chamou de amor e cadê meu namorado.

- Sou eu.

- Eu vou desligar.

- Amor sou eu, eu troquei de operadora.

- Então prova.

- Como assim você ta louca?

- Prova que é você e que trocou de operadora, como ia trocar se todos tinham seu numero antigo.

- Sim mais é que esse tem mais vantagens.

- Aí Flavio é você mesmo, que susto.

- Ué como descobriu agora que sou eu?

- Só você mesmo trocar de operadora pra economizar 5 centavos.