domingo, 12 de junho de 2011

DIA DAS NAMORADAS

Enquanto isso no jardim do Éden.
Eva: Amor sabe o que eu vou te dar de dia dos namorados. Adivinha. É uma fruta e está mordida...
Adão: Amor não acredito que você vai me dar um Iphone 4...
Eva: Não, só uma maçã mordida mesmo!

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- Amor o que você comprou de presente pra mim?
- Um cinto!
- Cláudio isso não é hora de fazer piada!

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- Paula não da mais. Eu quero terminar com você!
- Oi?
- Não da mais. Eu não te amo mais. Não respeitamos um ao outro...
- Não acredito...
- Paula é o melhor pra nós dois. Já deu o que tinha que dar...
- Mais amanhã é dia dos namorados...
- Sim eu sei. Mais é que isso já estava me sufocando. Não agüentava mais segurar.
- Não posso passar o dia dos namorados sem namorado...
- Oi?
- O que as minhas amigas vão pensar?
- Eu to terminando tudo e você está pensando nas tuas amigas... Eu vou embora...
- Não, não, espera aí...
- O que foi?
- Dá o presente pelo menos...
- Você louca mesmo... Ainda bem que terminamos... Tchau!
- Não muda o status pra solteiro ainda não, deixa pra fazer isso segunda... Beijo te amo!

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- Amor acorda! O que você comprou pra mim?
- Oi... Que dia é hoje?
- Domingo, dia dos namorados...
- Domingo? Poh me deixa dormir!
- Que dormir. O que você comprou?
- O que você quer presente de dia dos namorados?
- Claro!
- Ué mais não somos namorados. Somos CASADOS!
- E o que é que tem?
- Que é que tem, é que é dia dos namorados e não dia dos casados!
- Só por isso você não vai me dar presente?
- Amor você tem que entender que depois que você aceitou se casar comigo perdeu o direito de ganhar presente de dia dos namorados!
- Ah é e você acabou de perder o direito tocar em mim até segunda ordem! Vou voltar a dormir!
- Aí amor eu tava brincando... O que você quer de dia dos namorados... Vou lá comprar!

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- O que você comprou Cláudio?
- Uma saia!
- CLAUDIOOO!

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No bar
- E aí o que você deu de presente pra sua namorada?
- Um perfume.
- E ela te deu o que?
- Deu uma calça.
- Legal, legal. E você?
- Poh eu levei ela pra jantar e dei um par de brincos de ouro.
- Poh detonou hein! E ela te deu o que?
- Um Iphone!
- Caramba mandou bem...
- Mais diz aí e você deu o que pra sua namorada Jorge?
- Cara eu não dei nada material. Só disse que a amava. Que ela era a coisa mais importante. Que um presente não representa o que eu sinto por ela, mas sim o que eu tenho por dentro!
- Bonito isso hein. Muito legal mesmo...
- E ela te deu o que?
- Um pé na bunda!

No salão
- E aí menina o que você ganhou do teu namorado?
- Um perfume que eu tava querendo faz tempo.
- Nossa que tudo. E você deu o que pra ele?
- Uma calça jeans...
- E você ganhou o que?
- Ele me levou pra jantar e me deu um par de brincos de ouro...
- Nossa que chique hein... Você merece. E deu o que pra ele?
- Um Iphone!
- Nossa não economizou também hein.
- E você Laura ganhou o que do Jorge?
- Não ganhei nada!
- Ãhm?
- Nada. Ele disse que não ia dar nada material. Só amor. Que eu era a coisa mais importante. E que um presente não representa o que ele realmente sente por mim.
- Não acredito amiga!
- Eu também não acreditei. Terminei com ele na hora!
- Ah bom. Pensei que ia cair nessa conversa.

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segunda-feira no TRABALHO
- Bom dia. Porque você está com essa cara?
- Porque ontem eu acordei as 07h:00m eu tinha esquecido que era o dia dos namorados...
- Putz e aí?
- Aí eu levantei desesperado e fui comprar o presente! Então lembrei que não tinha namorada...
- Mais não precisa ficar assim não cara. Uma hora você vai conseguir arrumar uma namorada...
- Não eu to com essa cara, porque não consegui voltar a dormir!

domingo, 22 de maio de 2011

Mais uma Segunda

- Putz já é domingo de novo. Amanhã começa tudo de novo hein!
- Nem me fale.
- Trabalho, pressão, cobrança...
- Hum!
- Metas, chefe em cima, pedidos chegando, clientes...
- Não gosto nem de pensar.
- É a vida! Acordar cedo segunda-feira. Escutar reclamações...
- É! É a vida!
- Gente chata te aporrinhando.
- Num é facil...
- Café amargo. Colega chato...
- Tem mais isso ainda...
- E tudo isso é só o começo... Depois tem terça, quarta, quinta...
- Ta bom chega, chega. Já entendi! Você quer que eu consiga um atestado falso pra você de novo.
- Era aí que eu queria chegar.

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Todos no bar comemorando a chegada de mais uma sexta-feira.
- Finalmente sexta-feira!
- Demorou mais passou hein.
- Verdade. Essa semana foi dose. Ela se arrastou. Eu juro que quarta-feira eu olhei para o relógio era 11h00min, depois de um tempo olhei de novo era 10h00min.
- Foi mesmo. Mas finalmente acabou. Agora é só tomar umazinha pra comemorar a chegada de mais um fim de semana.
- Um brinda a sexta-feira, o dia mais esperado da semana!
- UM BRINDE!
- Um brinde ao sábado, o dia mais gostoso da semana!
- UM BRINDE.
- Um brinde ao domingo, o dia mais bipolar da semana!
- O dia mais bipolar?
- É! De dia você está feliz porque não tem compromisso, pode dormir até tarde. Mas vai chegando a noite você vai lembrando que falta pouco pra segunda-feira. E começa a ficar bravo.
- UM BRINDE!

- Tão sabendo do boato que o mundo vai acabar amanhã?
- Amanhã?
- Mais amanhã não é sábado?
- Pois é! É o que estão falando.
- Deus não acabaria com o mundo num sábado.
- Sábado foi o dia que ele descansou. Ele não vai trabalhar no dia da folga dele.
- É pode ser que pro nosso fuso caia no domingo então.
- Não ele não faria isso no domingo também.
- Não no domingo nem ferrando. É o dia da missa. Dia que todo mundo vai festeja pra ele. Canta pra ele. Come hóstia!
- É ele não faria isso no domingo.
- E segunda-feira?
- É segunda faria mais sentido!
- O que? Vocês estão viajando. Vocês acham que Deus trabalha na segunda-feira. Ele é patrão. Patrão não trabalha na segunda-feira não. Se for pra acabar vai ser de terça a quinta.

- Pergunta hipotética!
- Ih começou...
- Deixa o cara perguntar...
- Se pudesse escolher, você trabalharia de terça a sábado. Ou continuaria de segunda a sexta?
- Eu não posso escolher acabei de entrar na empresa. Não posso fazer nenhuma exigência ainda.
- Não, você não entendeu. Se pudesse escolher. SE!
- Deixa eu ver. De terça a sábado, ou continuar de segunda a sexta?
- É!
- Bem se eu não precisasse trabalhar na segunda-feira eu não a odiaria tanto. Em compensação eu ia começar a odiar a terça-feira. Fora que as sextas não seriam mais essa alegria que é. Porém eu poderia curtir sábado e domingo sem esquentar a cabeça... Ah não sei cara, é uma pergunta muito difícil. Não sei responder.
- Não. Tem que responder. Digamos que se você não responder, vai ter que trabalhar todos os dias sem folga...
- Mas eu não sei o que responder.
- Tem que responder cara. É só uma pergunta.
- Não é só uma pergunta. Envolve muita coisa. Sentimentos. Opiniões.
- Responde poh.
- Ta bom eu mudaria!
- Ae galera, o cara disse que trocaria a escala dele de segunda a sexta, pra de terça a sábado. Quem é que queria trocar pra esse horário mesmo?

- Sabe que eu tava pensando?
- O que?
- Porque começamos a trabalhar na segunda-feira que é o segundo dia da semana e não no domingo que é o primeiro?
- Porque domingo foi o dia que Deus descansou!
- Mas ele não descansou no sétimo dia?
- Sim!
- E o sétimo dia não é sábado?
- É!
- Então.
- Se fosse pela lógica...
- Nós teríamos que descansar no sábado e a semana começaria no domingo, que é o primeiro dia da semana?
- Ainda bem que quem criou o calendário não agiu pela lógica!
- UM BRINDE!

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Dois mendigos conversando numa calçada, domingo a tarde.
- Sabe do que eu mais gosto nos domingo a tarde?
- Da programação da televisão?
- Não! Nós não temos televisão!
- Ah é!
- Sabe do que?
- Dos restos de churrascos que nos dão! Sempre rola uma maionesinha.
- É isso é bom também. Mas não é!
- O que é então?
- Que é o único momento que os rico sentem inveja da gente. Porque não precisamos acordar cedo na segunda-feira!

Os mesmos dois mendigos conversando.
- Amanhã já é segunda-feira.
- E o que é que tem?
- Amanhã começa tudo de novo?
- Começa tudo de novo o que você não trabalha!
- Ah é!

Mais tarde.
- Sabe que as vezes eu queria trabalhar...
- Ei não brinca com coisa séria!
- Verdade. Queria trabalhar mesmo!
- Se não parar de falar essas coisas não vou mais poder ser seu amigo.
- Queria trabalhar, só pra poder reclamar da segunda-feira!
- Ah bom!

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- Mãe posso faltar aula amanhã?
- Não. Nem pensar.
- Ah mãe deixa.
- Porque?
- Porque é segunda-feira.
- E o que é que tem?
- Que que tem é que não é um bom dia.
- Quem falou isso meu filho?
- Você e o papai!
- Eu e o seu pai?
- É!
- Quando?
- Todo domingo mãe. Chega domingo a noite vocês começam a xingar a segunda-feira. Porque que ela é tão ruim mamãe?
- Ah filho quando você ficar adulto vai entender. Agora dorme!
- Posso faltar amanhã então?
- Não! Boa Noite!
- A segunda-feira idiota. Eu odeio a segunda-feira...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Tempo feio!

- Frio hein!?
- Nem ta tão frio assim...
- Como não, deve ta uns 0°C...
- Você é exagerado.
- Não sou exagerado, vai nevar.
- Nossa da onde...
- Cara olha minha mão como ta gelada.
- Que isso tira sua mão pra lá.
- Viu como ta fria.
- Não é por estar fria é que porque pega mal.
- Só to mostrando como ta frio.
- Para frio é psicológico.
- Ahm?
- Não ta frio, frio é psicológico.
- Nada haver. Ta frio. Frio é frio mesmo, vai lá no fora e tenta pensar que estar calor...
- Não to falando disso.
- Ué ta dizendo que é psicológico. Que se eu não pensar que ta frio, não vou ficar com frio.
- E é.
- Claro que não. Essa discussão toda ta me dando sono.
- Sono é psicológico.
- Tudo pra você é psicológico.
- Não é isso. É que meu psicólogo falou...
- Ta explicada você está freqüentando um, por isso não para com esse papo de psicologia.
- Não tem nada a ver.
- Ah não.
- Claro que não, é tudo coisa da sua cabeça. O “achismo” é psicológico.

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- Hum nesse frio ta bom pra dormir de conchinha hein.
- Como?
- Nada, nada...
- Ah.
- Imagine ficar agarradinho debaixo das cobertas?
- Oi?
- Não falei nada.
- Tive a impressão...
- Pezinho quentinho encostando um no outro...
- Que que tem meu pé?
- Não, falei que tenho que cortar a unha do pé.
...
- Agarradinho assistindo um filmilminho...
- Disse alguma coisa?
- Disse.
- O que?
- Que nesse frio...
- O que que tem?
- É bom...
- Ah eu não gosto.
- Eu também não, mais é bom sabe pra que?
- Pra dormir!
- Não, quer dizer, sim...
- Pensei que você não gostasse.
- Gosto, e gostaria mais ainda se nos esquentássemos juntos!
- Não entendi.
- Falei que gostaria que eu esquentasse você?
- O que...
- Digo esquentasse alguma coisa pra gente comer!
- Claro, primeiro vamos terminar o trabalho.
- Quero trabalhar muito nesse corpo...
- Ãhm...
- Vou fritar uma costelinha de porco...

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- Não só pensei que podíamos sair daqui...
- Sair daqui? Mais ta tão frio lá fora.
- É isso que eu ia falar...
- Sair nesse frio é doido.
- Ia falar pra irmos pra minha ou pra sua...
- Minha ou sua o que?
- Casa.
- Pra que?
- Pra se esquentar.
- Esquentar como?
- Seila podíamos tomar um chocolate quente, se enfiar embaixo das cobertas.
- É não seria ruim estar na cama nesse frio.
- Isso, isso...
- Dormindo...
- Não, não...
- Porque não?
- Esquece

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- Vai colocar uma blusa!
- Mas eu não to com frio.
- Como não ta com frio?
- Não estando! To sem frio.
- Olha o frio que está e você dizendo que está sem frio. Coloca a blusa.
- Eu não to com frio. To tranqüilo.
- Não pode estar tranqüilo nesse frio!
- Que frio meu Deus!
- Esse! Hoje é um dos dias mais frios do ano.
- Mais o ano começou semana passada.
- Foi a mulher da TV quem disse... É o típico frio de verão.
- Frio de verão?
- É um frio que só da no verão.
- Mais não chega a estar frio, só não está tão calor quanto os outros dias.
- A-HÁ! Sabia que você estava com frio, to a blusa!
- Não falei que eu to com frio, só disse que... Ah quer saber me da aqui essa blusa...
- Não vai se arrepender!
(Algum tempo depois)
- Caramba de repente me deu um calor...
- Onde você ta indo?
- Tirar essa blusa...

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- Tira o pé do chão garoto
- Ué mais eu não aprendi a voar ainda mãe.
- João Pedro!

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- Aí amor acho que eu to gripada.
- Sai de perto de mim então...
- Aí amoooor!
- O que amor, sabe que eu não posso pegar gripe.
- Mais amor eu to doentinha preciso de cuidados.
- É verdade precisa mesmo, vou ligar pra sua mãe.
- Amooor! Quero que você cuide de mim!
- Mais amor sua mãe cuida bem melhor. Quando você era criança quem cuidava de você? Ela! A veia já tem experiência...
- Já falei pra não falar assim da mamãe...
- To brincando amor, pra fazer você esquecer da gripe...
- Faz um chazinho pra mim amor?
- Faço...
- Uma sopinha?
- Faço...
- Depois deita na caminha comigo e me esquenta...
- Não ta louca!
- Aí amooor!
- Eu não posso gripar Maria Lucia!
- Ah é, então quando eu tiver sarada você vai querer vir se engraçar para o meu lado, aí quem não vai querer brincar de médico sou eu!
- Aí amooor!

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- Caramba pelo jeito não vai parar de chover tão cedo.
- Vai sim...
- Será?
- Sim, Isso é chuva de verão.
- Chuva de verão no inverno?
- Ãhm?
- Chuva de verão no inverno? Estamos em julho!
- É que ela está atrasada!
- Quem?
- A chuva de verão!
- Hahaha...
- É sério... Vi no jornal ontem. É o tal do Elminho!
- Elninho!
- Isso. Ah você assistiu também.
- Não. Só sei que o nome certo é Elninho.
- Então tava explicando, que por causa do Elninho, o tempo ta louco, a chuva de verão ta chegando no inverno, o sopro da primavera é quem está derrubando as folhas no outono...
- Esses meteorologistas não sabem de nada... Ué parou de chover...
- Não disse que era uma chuva de verão.

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- Já mandei você tirar o pé do chão moleque...
- Ta bom Ivete Sangalo!
- João Pedro.

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- Ok senhor, profissão?
- Meteorologista.
- Oi?
- Meteorologista...
- Sério senhor, eu preciso saber sua profissão se não não posso efetuar o seu cadastro.
- Mas é sério, sou meteorologista.
- O senhor tem algum documento que comprove.
- Você ta de sacanagem!
- O senhor que começou eu só perguntei sua profissão.
- E eu falei. Meteorologista.
- Ta bom e eu sou astronauta.
- Você ta me achando com cara de palhaço?
- Mais do que de meteorologista.
- Ah isso é um insulto, eu quero falar com o seu chefe!
- Ok...
- Gerente – Pois não senhor...
- É esse seu funcionário, está me achando com cara de palhaço...
- Gerente – Porque senhor?
- Perguntou minha profissão, respondi e ele fica fazendo piadinhas...
- Gerente – Você ta fazendo isso Henrique?
- Não, eu não, quem ta fazendo piada é ele...
- Gerente – Desculpe, qual é sua profissão senhor?
- Meteorologista...
- Viu!
- Gerente – Sério senhor, diga qual sua profissão para que eu possa corrigir o erro do meu funcionário e depois resolvo os problemas internos, o senhor pode ficar certo disso.
- Sou meteorologista cacete!
- Gerente – É, sem o senhor dizer qual sua profissão não poderemos efetuar seu cadastro mesmo.
- Quer saber não quero mais fazer cadastro nenhum...
...
- Meteorologista... Até parece. Você acha que depois do tanto que eles erram iriam ter coragem de dizer que são... Capaz!
- Gerente – Tudo bem, vamos voltar ao trabalho, que temos clientes reais pra atender... Meteorologista... Uhum!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nessa data querida

Casa toda apagada, a mulher está “bruxa” pensando que o marido esqueceu o dia do aniversário, quando ela entra em casa, a surpresa!

- Surpresa... Parabéns pra você, nessa data querida...

- Pode parar com essa palhaçada, para, para!

- O que amor? É teu aniversário, festa surpresa!

- Eu sei que é meu aniversário, pelo jeito quem não sabia era você.

- Sabia por isso fiz essa festa surpresa...

- Boa desculpa. Salgadinho, brigadeiro, balão de festa, acha que pode me comprar?

- Como assim te comprar?

- Me comprar sim, eu já vi isso nos filmes, esquecem o aniversário daí disfarçam fazendo festa surpresa.

- Não estamos disfarçando, estava combinando isso a muito tempo, hein pessoal.

- Todos concordam!

- Eles até tudo bem esquecer, mais você Lucio Flavio, você? Você é meu marido, dorme comigo, eu te agüento toda noite roncando, e você esquece o dia do meu aniversário.

- Mais amor eu não esqueci, quis fazer uma surpresa então combinei com todo mundo.

- Todos concordam, de novo.

- Aham sei vou fingir que acredito.

- Foi tudo intencional. Vamos cantar parabéns... Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades...

- Para com essa musica chata, só fica a mesma coisa, eu não quero os parabéns, nem os presentes de vocês.

- Mais amor.

- Mais amor é uma ova, acham que eu sou palhaça?

- Todos discordam!

- Não amor, queria te surpreender.

- E conseguiu, nunca pensei que você faria isso comigo, esquecer meu aniversario e fingir que fez uma festa surpresa.

- Mais é de verdade. Apaga a luz, vamos cantar parabéns de novo. Parabéns pra você, nessa data querida...

- Liga essa luz agora ou eu vou embora.

- Todos discordam de novo.

- Alias quem são essas pessoas?

- São seus amigos.

- Meus amigos? Eu não conheço ninguém que está aqui.

- Não fala assim amor.

- É, não fala assim.

- Quem são eles, Roberto?

- Vem no pacote.

- Que pacote?

- O pacote, festa surpresa pronta.

- Então tira eles daqui agora.

- Eles não podem sair enquanto não cantarem, parabéns pra você... Com o pique, pique, etc.

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- Alo, só to ligando pra desejar parabéns hein.

- Mais não é meu aniversário hoje.

- Como não?

- Não, não é!

- Claro que é.

- Não é!

- Como não, ta na minha agenda aqui. É hoje eu tenho certeza.

- Não é, quer saber mais do que eu?

- Não é que eu queira saber mais do que você, mas se eu to falando que é hoje é hoje!

- Não é, meu aniversário é amanhã.

- Não é amanhã é hoje, ta aqui, 21/12.

- Não, é 22/12 eu sou de capricórnio.

- Claro que não, você é de sagitário, quase foi de capricórnio, mais é de sagitário, por isso nos damos tão bem.

- Eu faço dia 22/12, sou de capricórnio, e não me dou tão bem assim com você.

- Como não? Claro que se da, você gosta pra caramba de mim, todos os sagitarianos gostam.

- Vai ver é por isso que eu não gosto, é por que eu sou capricórniano.

- Não é não, chama sua mãe pra mim.

- Minha mãe já morreu, você ta de brincadeira?

- Claro que não, sua mãe ta vivinha, tive com ela esses dias, outra que me dou bem ela é de libra né!

- Ela já morreu, e era de aquário.

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- Ah ta ficando mais velho hein.

- É.

- Daqui um tempo vai casar...

- Pois é.

- Vai ter filhos.

- É a vida.

- Comprar uma casa própria.

- É o curso natural né.

- Crescer no emprego.

- Deus te ouça.

- Sair com a família nos finais de semana.

- Coisa boa.

- Reunir todo mundo no fim do ano...

- É legal.

- Ter netos.

- Não deve ter coisa melhor.

- E daqui uns tempos não vai mais dar no coro!

- Não isso não, isso não vai acontecer comigo!

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Todo ano era a mesma coisa, todos se reuniam pra jantar no dia do aniversário, e comiam a mesma coisa, e tomavam a mesma coisa, e falavam sobre as mesmas coisas. Então poucos dias antes do aniversario dele ela morreu. E ele organizou tudo fez todo o ritual como ela fazia, só que dessa vez sem ela. E comemorou sozinho. Certa hora quando estava comendo escutou um barulho.

- Quem está aí?

...

- Devo estar ficando louco.

- Passa o queijo ralado.

- Toma... O que?

- O queijo ralado.

- Amor?

- Da o queijo.

- O que você ta fazendo aqui?

- Ué não é teu aniversário?

- É. Mais, mais, mais...

- Mais o que?

- Você não ta morta.

- Uí, não fala assim.

- Ué como eu vou falar?

- Seila, mais não assim.

- Você não foi dessa pra melhor?

- Quem disse que é melhor?

- Não é?

- É, é, to brincando.

- E o que ta fazendo aqui?

- Vim cantar parabéns pra você. O chefe viu que você tinha preparado tudo, se comoveu e deixo eu vir.

- Que legal da parte dele.

- É, mais disse que é pra eu levar um pedaço de bolo pra ele.

- Claro, claro, ia sobrar mesmo. E como é lá em cima?

- É sobre isso mesmo que eu queria falar.

- Fala.

- Eu vim te dar os parabéns por duas coisas.

- Duas?

- É a primeira é pelo seu aniversário. E a segunda é que você vai subir como presente de aniversário.

- Sério?

- Serissimo.

- Ele não poderia ter dado meias?

- É ele estava em duvida, dava meias ou isso. Daí falei pra ele que você não agüentava mais ganhar meias. Foi o que o fez decidir.

- Quem disse que eu não queria ganhar meia. Claro que eu queria.

- Ah quando eu dava você reclamava.

- Sim mais ia ganhar meias de Deus.

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- Assopra as velas e faz um pedido.

... Pronto!

- Qual foi o pedido?

- Não posso falar.

- Como não pode falar?

- Se não, não se realiza.

- Ah é né.

- É.

- Mais só da uma dica. Tem a ver comigo?

- Não, porque teria, o pedido é meu.

- Seila vai que você pediu pra ficarmos rico.

- Nem pensei nisso. Será que não tem direito a três pedidos?

- Acho que não. Talvez quando é aquelas velas que acendem de novo depois que apaga.

- A minha apagou e acendeu três vezes até minha mãe dar uma tapa nela, mas eu só fiz o pedido na primeira.

- Perdeu a chance de pedir mais coisas.

- Nem me toquei.

- Mais o que você pediu?

- Não posso falar, que saco.

- Pra mim não tem problema de contar.

- Porque pra você não tem problema?

- Porque eu não conto pra ninguém.

- Mas eu não posso se não, não acontece.

- Mesmo se contar não acontece.

- Você ta louco.

- Verdade.

- Não é.

- É sim. Eu faço pedido todo ano e até agora não fui atendido.

- Qual foi o pedido?

- Não posso falar se não, não se realiza.

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- Quantos anos você ta fazendo?

- Nossa que pergunta indelicada.

- Ué é o dia do teu aniversário, achei que não seria.

- Mais é.

- Desculpe.

- Nada. Quantos anos você acha que eu to fazendo?

- Quantos anos eu acho?

- É.

- Hoje...

- É olhando pra mim, sem saber minha idade quantos anos você diria?

- Olhando bem olhado, aquela olhadona...

- Quantos?

- No duro.

- No duro!

- 37 anos.

- 37 anos, você ta louco, quem te convidou pra minha festa?

- Foi você.

- Convidei porque não achei que você achava que eu tinha 37.

- Mais eu não acho.

- Você acabou de falar.

- Mais você que pediu pra eu chutar.

- E porque você não perguntou?

- Eu perguntei você falou que era indelicado.

- E é. Mais não no dia do aniversário. Uma hora o bolo chegará, e todos saberão.

- Foi o que eu disse.

- Não, foi o que eu disse... Como deixaram alguém que acha que eu tenho 37.

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- Festa maneira hein.

- Festona.

- É.

- Boa comida hein? Provou a coxinha?

- Provei. Divina. Chorei com a massa. E você provou o canudinho com maionese no meio.

- O que é aquele canudinho.

- Bom né.

- Muito. E os docinhos. Viu o tamanho do brigadeiro?

- Aquilo não é um brigadeiro, é uma patente mais alta.

- Ahahahaha... é mesmo, e o beijinho?

- Pelo jeito a confeiteira era Afrodite.

- Pelo beijinho sim.

- E a gelatina?

- Simples mais sensacional.

- Grande festa.

- Muito boa.

- E a musica hein.

- Boníssima. Ótimo playlist.

- Grande festa.

- Ótima.

- Ele merece.

- Mais não é ela.

- Ué será que eu to na festa errada, aqui não é o aniversário do Paulão?

- Não aqui é o da Beti.

- Bem que eu desconfiava que tava muito boa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Não to dormindo

- Ei vai dormir na cama.

- Mais eu não to dormindo.

- Ta sim.

- Não to, to assistindo o filme.

- Mais o filme já acabou?

- Já! Não acredito tava aqui pensando com os olhos fechados e perdi o final.

- Para de mentir você tava dormindo.

- Não tava, tava pensando no que tenho que fazer amanhã.

- Sonhando com o que tem que fazer amanhã.

- Para de dizer que eu tava dormindo.

- Mais você tava.

- Como que alguém vai dormir no fim de um filme tão bom?

- Da mesma forma que dorme sempre.

- Mais não é que eu durma, é que eu fecho os olhos pra planejar o dia de amanhã e o filme acaba.

- Poh mais que dia cheio hein, ficou com os olhos fechados da metade do filme até o fim dele.

- É que eu to com o dia cheio amanhã.

- E você costuma roncar quando está se planejando.

- Para de querer dizer que eu tava dormindo.

- Mais você tava, e é sempre assim, você dorme no final do filme, daí loca o filme pra assistir o final, dorme de novo, atrasa a devolução porque tem que assistir pelo menos mais 3 vezes pra conseguir ver o final...

- Foi só uma vez e eu não assisti tantas vezes o final porque eu dormia mais sim porque tinha finais alternativos.

- Ah sim alternativos. Cada vez que você assistia sonhava com um final diferente.

- Nada a ver.

- É sim, admita que você estava dormindo.

- Mas eu não estava.

- Ta bom eu não vou discutir com você, Cláudio, se quer ficar dormindo nesse sofá duro o problema é seu só não me venha reclamar de dor nas costas amanhã porque eu não vou fazer massagem pra ninguém... Cláudio você estava dormindo de novo.

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- Amor vem dormir aqui comigo.

- Vem você aqui pro sofá.

- O que?

- Vem aqui você pro sofá, está tão quentinho, daí se eu vou aí pra cama tenho que começar tudo de novo.

- Começar tudo de novo o que?

- A me esquentar.

- Mais venha pra cá que eu te esquento.

- Venha você pra cá que já está quente.

- Eu não vou ir aí no sofá, não vou sair da minha cama quente e confortável pra ir até aí.

- E eu também não vou sair do meu sofá quentinho pra ir até aí.

- Então fica aí mal agradecido.

De madrugada...

- Amor da um espaçinho pra mim.

- O que que você quer?

- Chega pertinho de mim pra esquentar.

- A agora você quer, o que aconteceu com o “seu” sofá.

- Não sei quando peguei no sono estava tão quentinho e agora acordei com um frio.

- Daí vem querer me procurar, vai ficar com ele.

- Mais amor eu tava lá só até pegar no sono.

- Pois então agora fique lá até pegar uma gripe.

- Que isso Ana.

- Que isso digo eu, quando eu queria te esquentar você preferiu ficar naquela concha.

- Não precisa ofender também.

- Sai da cama, vai pro sofá.

- Deixa eu pelo menos levar uma coberta.

- A você estava sem coberta e mesmo assim preferiu ficar lá? O que que ele tinha que eu não?

- Não tinha coberta eu só tava assistindo e tentando esperar o sono vir.

- Eu tinha o sono aqui comigo.

- Ah amor!

- Ah amor uma ova.

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- Você não sabe com o que que eu sonhei!

- Com o que menina.

- Sonhei que estava numa praia...

- Qual praia?

- Não sei uma praia linda, deserta...

- Ih, deserta?

- É deserta porque?

- Não é bom. Mais continua.

- Estava um sol lindo, quando avistei de longe um bombeiro, lindo, sarado...

- Um bombeiro?

- É um bombeiro...

- Bombeiro não é boa coisa...

- É porque você não viu que bombeiro era... Olhos claros, alto, forte...

- Olhos claros?

- Sim, 1,90cm, barriguinha tanquinho.

- Olhos claros não é nada bom. Mais o que vocês fizeram daí.

- Ele veio em minha direção e me ofereceu uma respiração boca-boca.

- Ué você não tava na areia?

- Sim, mais você sabe como é sonho. Então como ouvi falar que se acontece alguma coisa no sonho, acaba acontecendo na vida real eu deixei.

- Deixou?

- E como, fez boca-boca, massagem cardíaca...

- Isso não é bom.

- O que, não é bom? Foi uma das melhores coisas que eu já senti.

- Mais esses sinais.

- Que sinais, foi apenas um sonho, infelizmente.

- Ah menina se cuida.

- Por quê?

- Praia deserta, bombeiro, massagem cardíaca. Vai fazer um check-up...

- Vou é procurar por praias desertas na internet, vai que esse sonho se torna realidade.

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- Cleverson, Cleverson... Acorda, acorda...

- O que?

- Você tava roncando.

- Não tava.

- Tava sim.

- Mais eu não ouvi nada.

- Claro você tava dormindo.

- Mais como roncando?

- Alto, muito alto, alto a ponto de eu ter que te acordar.

- Mais eu nunca ronquei.

- Como?

- Eu não ronco.

- Não mesmo, você não ronca...

- Viu.

- Você entra em erupção.

- Aí que exagero.

- Exagero porque não é você que ta do lado do terremoto.

- Ué nunca reclamaram do meu ronco.

- Mais só eu durmo com você.

- Então ta empatado 1 a 1.

- Como empatado, você ronca e pronto.

- Você não tem como provar.

- Não? Ta bom então eu vou filmar e te mostrar.

- Quero ver.

- Vou colocar na internet.

- O que?

- Ué não quer ver.

- Perai, isso é uma discussão nossa.

- Não disse que ninguém nunca reclamou.

- Mais amor, não precisa me expor tanto.

- Ta com medinho?

- Não quero virar sensação na internet.

- Então para de roncar.

- Como?

- Não sei se vira se não vou contar pra todo mundo, imagine o que todo mundo vai dizer.

- Ta bom eu vou parar...

- Quero só ver.

No outro dia...

- Amor, eu quero divórcio.

- Ué porque?

- Não quero você colocando vídeo meu roncando, na internet.

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Durante a noite de um casal dormindo, a mulher rola na cama e derrepente o choque.

- Aí Samuel.

- O que?

- Nossa Samuel.

- Quem é esse tal de Samuel?

- Ahm.

- Acorda. Quem é Samuel?

- Eu que vou saber tava dormindo aqui.

- Não se faça...

- Que se faça? Tava dormindo você sabe disso.

- Sim eu sei. Mais quem é Samuel?

- Que mané, Manuel, volta a dormir, amanhã pulamos cedo.

- 1 hora depois...

- Manuel, Manuel...

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- Conta uma estória pra eu dormir?

- Ahm?

- Conta uma estória.

- Que estória?

- Sei la, você escolhe. Só até eu pegar no sono.

- Ah então você está insinuando que minhas estórias dão sono?

- O que?

- Falando pra eu contar uma estória pra te ajudar a pegar no sono...

- Nada a ver.

- Tudo a ver.

- Não precisa falar nada, queria te ouvir... Agora não quero mais, boa noite.

- Aí amor tava brincando.

- Você e essas suas brincadeiras, só queria uma estória e acabei arrumando uma confusão.

- Não arrumou nada. Deita aí que eu vou contar uma estória.

- Ta bom.

- Só não vai dormir no meio da estória como você sempre faz.

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Os dois deitados na mesma cama, um na cabeceira e o outro nos pés...

- Porque eu tenho que ficar nos pés?

- Porque você é mais novo.

- E o que que tem? A cama é minha.

- E daí? A cama é sua mais eu sou mais velho. E qual é o problema de dormir nos pés?

- Não gosto.

- Ninguém gosta.

- Tem gente que gosta.

- Quem gosta?

- Sei lá mais alguém deve gostar pra ter tido essa idéia.

- É se for pensar por esse lado.

- Tira o pé da minha cara.

- Não to com o pé na sua cara.

- Claro que ta, uí que nojo...

- Tira o seu da minha...

- Mais não é o meu.

- Como não é?

- Meu pé não alcança sua cara, eu sei eu tentei...

- O que? Mais de quem é então?

- Não sei, só que não é o meu.

- Ah não tem mais alguém entre nós. Acende a luz lá.

- Não, acende você.

- Porque eu?

- Você é o mais velho.

- E o que que tem?

- Que tem que o mais velho é o mais corajoso.

- Negativo. Aí caramba bateu com o pé de novo na minha cara.

- Ih, quer trocar de lugar pra ver se para?

- Será que adianta?

- Quer tentar?

- Mais e se não adiantar?

- Daí eu ligo a luz.

- Beleza no 3 nós trocamos.

- 1, 2, 3...

- Aí bem melhor.

- Só troquei porque você tava com medo.

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- Nossa você se mexe bastante quando ta dormindo hein.

- Sério nunca percebi.

- Vai ver é porque você está sempre dormindo.

- É pode ser.

- Olha vamos ter que comprar uma cama maior ou dormir em camas separadas.

- Que exagero.

- Exagero? Noite passada você me deu uma joelhada na costela, uma pesada na cara e um mata leão.

- Sério?

- Claro. Achou que esse olho roxo era do que? Que eu tinha caído da escada?

- Pode ser.

- Como pode ser, nem temos escada.

- Ah é...

- É, e não sei se vou sair viva de mais uma noite dormindo na mesma cama que você.

- Olha eu não faço por querer.

- Eu sei que não faz por querer, mais o que não da é pra continuar apanhando assim.

- Verdade. Vamos resolver esse problema.

- Relaxa que eu já sei como resolver.

- Ah já sabe que bom! Como?

- Toma.

- O que é isso?

- Abre.

... Nossa um pijama novo. Que estranho esse pijama.

- Não é bem um pijama é uma camisa de força.

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- Antes de dormirmos juntos eu quero te falar uma coisa.

- O que?

- Eu sou sonâmbulo.

- Serio?

- Seriíssimo.

- Ah mais não tem problema.

- É.

- É o que?

- É que quando eu tenho ataques de sonambulismo eu sapateio.

- Faz o que?

- Faço sapateado.

- Como você sabe.

- Algumas pessoas viram e me contaram.

- Nossa.

- E não para por aí.

- Não?

- Não. Eu também canto.

- Canta?

- Canto.

- Canta o que?

- Samba.

- Samba?

- Sim.

- Você sapateia e canta samba.

- Isso.

- Que loucura. E isso acontece sempre?

- Não, só quando tem platéia!

sábado, 13 de novembro de 2010

Tenho ciúmes, ciúmes de você

- Você ta com ciumes de mim, não acredito...

- Não to com ciúmes.

- Ta sim que eu sei. Ta incomodada...

- Nem to...

- Então porque ta brava?

- Não to brava.

- Para, ter ciúmes não é nada demais...

- Mais eu não to com ciúmes...

- Ta sim que eu te conheço.

- E o que que tem que me conhece, só porque me conhece sabe se eu to com ciúmes? Se me conhecesse mesmo saberia que eu não to com ciúmes e que não ligo que você fique olhando pra essas galinhas...

- Viu, viu...

- Ah além de ficar olhando quer me mostrar ainda...

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- Que marca é essa no seu pescoço?

- Qual marca?

- Essa marca aí...

- Não tem marca nenhuma.

- Tem sim. Olha no espelho.

- Ah não acredito que marcou.

- Quem marcou?

- Como quem marcou?

- Quem fez essa marca?

- Ninguém fez.

- Como ninguém fez?

- Ué ninguém fez.

- Então como você fez isso, sozinho?

- Não fiz sozinho.

- Então quem fez?

- Foi você quem fez

- Agora pouco não tinha sido ninguém?

- Não quando eu disse ninguém, eu quis dizer que foi você.

- Como eu, Ronaldo. Da onde eu?

- Aquela hora.

- Que horas?

- Aquela lá. Foi você não se lembra.

- Não, não lembro.

- Como não se lembra, eu falei pra você não fazer isso, senão minha mulher ia ficar brava.

- Mais eu sou sua mulher Ronaldo.

- A então não foi você.

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- Onde você estava até essa hora?

- Trabalhando.

- Trabalhando?

- É, trabalhando!

- Até essa hora?

- É, até essa hora.

- Onde?

- No escritório.

- No escritório?

- Sim, no escritório!

- Até essa hora?

- Já perguntou isso.

- Eu sei que já, mas é dificil de acreditar.

- Por que?

- Porque quem trabalha até as três da manhã, de uma sexta-feira, num escritório de contabilidade?

- Eu.

- Claro, só você.

- Não tava eu e a secretaria.

- O que?

- Tava eu e a Débora.

- Ah então quer dizer que tava você e a Débora até agora no escritório é?

- Aham.

- Fazendo o que?

- De novo?

- Vai me dizer que você estava até essa hora, com a secretaria, no escritório trabalhando?

- Sim.

- A me poupe né Frederico.

- Ta bom Karla, eu não vou discutir com você, amanhã acordo cedo tenho que viajar pra búzios.

- Fazer o que em búzios fim de semana?

- Trabalhar né Karla, o que mais eu faço se não trabalhar?

- E quem vai?

- Eu e a secretária.

- A não isso é inadmissível.

- O que eu não posso trabalhar mais? Faço hora extra você reclama, viajem a trabalho você reclama, não confia em mim?

- Sim, em você eu confio, em quem eu não confio é na sercretaria.

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- Amor tenho que te falar uma coisa.

- O que?

- Bem não sei por onde começar.

- Começa pelo começo.

- Boa idéia. Então sabe que eu gosto muito de você.

- Sei.

- E que nosso relacionamento é uma das melhores coisas que já me aconteceu.

- Sim eu sei.

- E que eu nunca faria nada pra te machucar.

- Ih não estou gostando desse tom de voz.

- Eu vou tentar ser mais direto.

- Por favor.

- Eu gosto muito de você, você sabe disso né?

- Acho que sabia até agora.

- Por gostar muito de você eu estou fazendo isso.

- Aí meu Deus eu não acredito que estou passando por isso.

- É dificil pra mim também.

- Então fala de uma vez.

- Peraí, eu estou tentando achar uma maneira de falar isso que não parece que eu estou sendo injusto ou algo assim.

-Nada que você faça vai me fazer te achar um injusto.

- Obrigado. Contudo mesmo assim vou ter que falar.

- Eu acho que já sei o que você vai falar?

- Já sabe?

- Acho que sim.

- Ah melhor então não preciso falar.

- Como não precisa falar? Eu falei que acho que já sei, não que sei.

- Ahm?

- Continua.

- Ta, onde eu parei mesmo?

- Que não quer parecer injusto.

- Ah é. Então eu tenho que dizer isso...

- Você vai dizer que vai terminar comigo?

- Não, capaz, nunca me passou isso pela cabeça. Só ia dizer que estou te traindo.

- Aí que susto, pensei que fosse terminar comigo... E ainda tava com medo de parecer injusto...

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- Milton o que significa aquilo?

- Aquilo o que?

- Aquilo que eu te peguei fazendo?

- Nada!

- Como nada?

- Ah amor para, eu não tava fazendo nada demais.

- Como não tava fazendo nada demais? Como não?

- Não tava...

- Ah não é nada demais um homem casado fazer o que você estava fazendo...

- Não, não é.

- Ah não, imagine o que os vizinhos vão pensar, que eu não estou te dando comida em casa...

- E não está.

- Oi?

- Nada ver, como os vizinhos vão saber...

- Eu que vou saber como eles vão saber, mais pode apostar que eles vão ficar sabendo...

- Será?

- Imagine um homem casado, com filhos fazendo isso...

- Qual é o problema?

- Qual é o problema? Se não precisa de mim pra isso, o que ainda ta fazendo casado comigo?

- Amor você ta pirando...

- Em quem você pensa fazendo isso.

- Em você.

- Aham Milton senta lá...

- Pior que até tento ter a inspiração de outras mulheres mais sempre acabo pensando em você.

- Não adianta tentar me agradar...

- Mas é a mais pura verdade... Começo ali pensando na Ana Maria Braga, depois vou pra Palmirinha...

- Sabia que começava nas celebridades pra depois chegar em mim.

- Isso não é verdade, você é minha maior inspiração...

- Vou fingir que acredito.

- Então vem aqui me dar um beijo...

- Não, você está com a mão meio ocupada...

- Mais eu já estou terminando...

- Então termine sozinho aí... Você vai precisar de mim ainda pra fazer a sobremesa...

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- Que fotos são essas de mulher pelada aí hein.

- Fotos de mulher pelada.

- É você ta me traindo Eduardo.

- Não amor, são só fotos.

- Você está me traindo com a Playboy de novembro.

- Não é de novembro, é de agosto.

- Pior ainda.

- Como pior ainda.

- Está me traindo com uma mais velha.

- Mais amor é só uma revista.

- Não é só uma revista é a playboy de agosto.

- Mais eu não tava vendo as fotos, só as matérias.

- De novo com esse papo de só as matérias, Ricardo Eduardo.

- Juro amor.

- Não jura em falso que é pecado.

- Mais é verdade.

- Pode admitir Eduardo, você está me traindo com a playboy de agosto, fala que fica menos feio pra você.

- Mais eu não estava te traindo, estava apenas lendo as matérias.

- E por que você está excitado?

- Não estou...

- Como não está eu conheço ele...

- (Conhece mais não quer nem tocar nele)...

- O que que você falou?

- Nada!

- Não tenta disfarçar não, que matéria é essa que te deixou assim de “barraca armada”?

- Ahm?

- Que matéria boa é essa aí...

- Não é matéria...

- Sabia... Viu devia ter falado desde o começo, que estava vendo as fotos.

- Mais não é as fotos...

- Se não é as fotos que te deixou... Assim. O que é então?

- As piadas da ultima página.

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- “Trago essa rosa, para te dar”...

- Não adianta querer me agradar.

- “Quando a luz dos olhos seus e as luz dos olhos meus resolvem se encontrar”...

- Para de desconversar Luiz.

- “Tive razão posso falar”...

- Teve razão? Como teve razão?

- “Ela ta dançando e o pimpolho ta de olho”...

- Ah sabia, sabia seu descarado.

- “Provei pra você que eu não sou mais disso”...

- Sim, provou fazendo aquilo...

- “Você é doida demais, muito doida, muito doida”...

- O que? Vou embora.

- “Palavras apenas, palavras pequenas”...

- Você esta duvidando de mim?

- “Pare, até quando você quer mudar minha vida”...

- Está me chamando de controladora?

- “Pra que falar se você não quer me ouvir”

- Ouvir o que suas mentiras?

- “Eu menti quando eu disse que não te queria”...

- E eu ainda achava que você tinha algum sentimento por mim...

-“Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir”...

- Não aqui não, vai me fazer passar mais vergonha do que eu já estou passando...

- “Eu não ligo pra que os outros falam, me arrependo só do que não fiz”...

- Não liga porque está bêbado!

- “Se eu quiser beber eu bebo, se quiser fumar eu fumo”...

- Ah então fica sozinho aí...

- Peraí... “Eu tenho tanto pra te falar, mais com palavras não sei dizer”...

- Não eu vou embora, passar bem...

- “Não se vá meu amor”...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mentira saudável

- To bem pra sair assim?

- Não.

- Aí Pedro.

- Só to falando a verdade.

- Mais precisa ser tão grosso.

- Não estou sendo grosso, to sendo sincero.

- Sincero... E essa será que fica melhor?

- Você quer que eu fale a verdade ou minta?

- Fale a verdade.

- Não ficou bom também.

- Nossa, olha o tipo.

- Você que falou pra eu dizer a verdade.

- Mais não essa.

- Como não essa? Existe outra? Essa é a verdade.

- Mais não desse jeito.

- E de que jeito você queria que eu dissesse?
- Sei lá mais não assim.

- Como então?

- Não importa se não ficou bom eu vou trocar.

...

- E agora?

- Tem certeza que quer que eu fale?

- Claro que quero.

- A verdade?

- A verdade!

- Ficou linda.

- Nossa como você é mentiroso.

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- Ah Carlo para de mentir.

- Porque você nunca acredita em mim?

- Porque você nunca fala a verdade?

- Eu to falando a verdade.

- Como eu posso acreditar que você ta falando a verdade agora, se todas as outras vezes eram mentira.

- Não era mentira.

- Ah Carlo.

- Não era, to falando.

- As outras pode até ser que não, mais agora é!

- Não é, porque eu mentiria sobre uma coisa dessas?

- Porque você falaria a verdade?

- Não tenho motivos pra mentir sobre isso.

- E desde quando precisa de motivo pra mentir?

- É isso é verdade.

- Viu eu falo a verdade, já você...

- Já eu também.

- Não tem como eu acreditar nisso, é um absurdo.

- Porque um absurdo? Só você pode fazer isso?

- Não é que só eu possa fazer isso, mais é que não sei se outras pessoas conseguiriam.

- Mais eu vi.

- Tem como provar?

- Ãhm?

- Tem como provar?

- Não acredita na minha palavra?

- Ah Carlo...

- Ah sim, só você consegue fazer isso, você é o rei, o rei de fazer isso...

- Eeee... Ficou bravo...

- Não fiquei bravo, apenas fico puto por você não acreditar em mim.

- Mais eu acredito.

- Não acredita.

- Acredito.

- Não acredita não.

- To falando que acredito.

- Mentiroso...

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- É pelo que deu no diagnostico o senhor sofre de uma doença...

- Aí doutor qual é o nome da doença?

- Mintomania.

- Minto... O que?

- Mintomania. Pessoas que mentem demais.

- Mentira.

- To falando a verdade, o mentiroso aqui é você.

- Não sou não, nunca menti na minha vida.

- Olha aí os efeitos.

- O que to falando a verdade.

- Eu sei que é dificil de aceitar, mas você tem que ser forte.

- Eu sou forte, uma vez ergui um carro...

- É os sintomas estão se agravando mais.

- Qual é o tratamento doutor.

- Falar a verdade.

- Quantas vezes por dia?

- Vai ter que fazer o tratamento intensivo, falar a verdade o dia inteiro.

- Eu não vou conseguir doutor.

- Vai sim, eu acredito em você.

- Acredita?

- Não.

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- Olha nos meus olhos e diz a verdade.

- Precisa mesmo disso?

- Se quiser que eu volte a acreditar em você, sim.

- Não precisa disso eu to falando sério.

- Então olha nos meus olhos.

- Pra que tudo isso.

- Olha. Nos. Meus. Olhos...

- Ta bom.

- Agora diz.

- Você não está gorda...

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- Você jura?

- Juro.

- Jura pelo seu carro?

- Pelo carro Betinha...

- Jura pelo carro?

- Juro, juro...

- Jura mesmo.

- Juro.

- Jura pelo corinthians?

- Ah não coloca o corinthians na história.

- Jura pelo corinthians ou não?

- O corinthians?

- Jerê...

- Juro pelo corinthians. Satisfeita?

- Mais ou menos.

- Mais ou menos?

- Jura pela morte da sua mãe?

- Pela morte da mãe não, Roberta.

- Viu como era mentira...

- Roberta você vai querer colocar a mãe no meio.

- Só assim pra descobrir a verdade...

- Mais já jurei pelo meu carro, pelo corinthians, agora quer que eu jure pela morte da minha mãe.

- Jura pela morte da sua mãe ou não?

- Não pode ser pela morte da sua?

- Sabia que era mentira...

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- Ah, mais foi uma mentira saudável.

- O que?

- Uma mentirinha saudável...

- Como assim mentira saudável?

- Uma mentira que não vai prejudicar ninguém.

- Só porque não vai prejudicar ninguém, é saudável agora?

- Não é agora, sempre teve esse nome.

- Não existe esse negócio de mentira saudável. Mentira é mentira.

- Sim mais tem vezes que nós mentimos pra não machucar o próximo.

- Que próximo.

- Sei lá as pessoas que gostamos.

- Você já contou uma mentira saudável pra mim?

- Claro que sim.

- Qual foi?

- Qual foi o que?

- A mentira saudável.

- Não lembro, foram tantas...

- Ah quer dizer que você sempre faz isso.

- Não.

- Não?

- Não, só quando é preciso.

- E com qual freqüência é preciso?

- A não sei te dizer amor.

- Como não sabe dizer? Dá um exemplo.

- Um exemplo? Um exemplo?

- É.

- Pra evitar alguma briga.

- Que tipo de briga?

- Briga besta (como essa)...

- O que?

- Nada.

- Isso foi uma mentira saudável?

- Saudável pra mim.

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- E se fosse proibido mentir?

- O que?

- Imagine se fosse proibido mentir.

- Do que você ta falando? Fica de olho aí...

- To olhando... Só tava pensando, imagine que ruim se não existisse a mentira.

- Ué que diferença faria?

- Que diferença faria?

- Olha pra tela.

- To olhando... Que diferença faria?

- É.

- O que você diria pra sua mulher pra poder passar no bar?

- A verdade.

- Até parece.

- Sim, a verdade.

- O que diria para o chefe quando chegasse atrasado?

- Olha teu lado aí...

- O que?

- Falei olha teu lado aí...

- To olhando... Mais o que diria para o chefe?

- A verdade.

- Para de mentir...

- Diria a verdade sim, sempre digo...

- Aham, sempre diz.

- Sempre digo sim... E para de conversar, vamos prestar atenção no serviço.

- A verdade...

...

- Diria a verdade, para sempre?

- Sim, se fosse proibido mentir teria outra opção?

- É, pior que não.

- Então. Agora olha teu lado aí.

... E se a sua mulher pegasse você com outra na cama o que você diria?

- A verd... Se ela me pegasse com outra na cama?

- É.

- E não pudesse mentir?

- É.

- Não mais isso nunca vai acontecer.

- Não.

...

- Mais e se acontecesse com você. Se a sua mulher te pegasse com outra na cama e fosse impossível mentir, o que você diria?

- Diria a verdade.

- Que verdade?

- Que a sua mulher estava passando mal e que eu estava tentando ajudá-la.