sexta-feira, 16 de maio de 2014

PILULAS: EXTRATERRESTRE

- leve-me ao seu líder.
- ao meu chefe?
- seu líder.
- líder ou chefe?
- esquece.


- leve-me ao seu líder.
O homem saca o celular do bolso, liga.
- alo, oi amor, tou levando visita em casa.


- você acredita em ETs?
- não, eles são muito mentirosos.


- meu tio foi abduzido.
- sério, e o que aconteceu?
- não aguentaram, devolveram.


- viu que encontraram vida inteligente fora da terra?
- não. E ai, e agora o que vão fazer?
- vão matar, ninguém pode ser mais inteligente que nós.


Dois ETs conversando.
- viu que encontraram um planeta com 70% de agua.
- não, como é o nome?
- terra.


- os cientistas acharam um planeta habitável.
- sério?
- sim. Vão começar a vender imóveis na planta daqui a pouco.


- então você é um ET?
- não gosto desses rótulos.


- leve-me ao seu líder.
- eu sou autônomo.


- viajamos por 300 anos sem paradas, viemos em missão de paz, dar um aviso.
- qual?
- droga, esqueci qual era o aviso, sabia que devia ter anotado.


- filho, você foi adotado, nós somos ETs.
- todo mundo?
- sim, menos você.
- mas eu sou feio assim por que então?
- azar mesmo.


- você acredita em vida inteligente fora da terra?
- acredito.
- E na terra?


- o que você faz?
- sou ufólogo?
- oi?
- trabalho com ETs.
- Ok, e eu trabalho com unicórnios.


- sabia que qualquer um pode ser um ET disfarçado.
- por que eles sairiam do mundo deles pra se disfarçar de ser humano?
- sei lá, tara.


- por que vocês me abduziram?
- precisávamos de alguém pra limpar o banheiro.


- cientistas encontraram um planeta com água, pode ser que lá exista vida inteligente.
- inteligente mas chata, só bebem água.


- sabe o que um ET disse para o outro?
- o quê?
- nada, ETs não existem.


- Denilson, onde você estava até agora.
- se eu contar você não vai acreditar.
- tenta.
- Eu fui abduzido.
- abduzido.
- sério?
- sim... pela bebida.

- onde eu estou?
- numa nave extraterreste, você foi abduzido. Só não repara a bagunça.


- tem vários ETs no meio de nós.
- e por que eles não se manifestam?
- porque são tímidos.


- acharam vida inteligente fora da terra.
- sério, como?
- acho que aplicaram uma prova.


- os ETs escreveram na plantação de milho do meu tio.
- o que eles escreveram?
- não sei, eles escreveram na língua deles.


- meu Deus, um ET.
- calma, viemos em paz. Só queríamos açúcar emprestado.


- os ETs que construíram as pirâmides.
- pra quê?
- pra se mostrarem.


- Quer dizer que os ETs que construíram as pirâmides?
- sim.
- Então eles são tipo pedreiros só que de outro mundo?


- tem um amigo meu que jura que foi abduzido.
- por ETs?
- não por cachorros, claro que foi por ETs.


- não existe vida inteligente fora da terra.
- se eu for ai e encontrar eu vou te dar uma surra.


- o que é um OVNI
- Objeto voador não identificado.
- então o sapato da minha mãe é um OVI. Objeto voador identificado.


- como os cientistas classificam se é vida inteligente?
- com provas dissertativas.


- você acha que existe vida inteligente fora da terra?
- só o fato de estarem fora daqui já os torna inteligente.


- descobriram um planeta habitável, parece que daqui uns dias começam as excursões.
- que ônibus vai levar, a cometa?


- meu marido é corretor de imóveis em outros planetas.
- quem é o chefe do seu marido? O ET?


- viu que encontraram agua em marte?
- sério, e agora?
- agora voltaram pra buscar suco e chá.


Dois ETs param um carro numa BR não movimentada.
- meu Deus, são ETs.
- calma, viemos em paz.
- só queríamos saber se da pra dar uma empurrada no nosso disco voador, é que ta morrendo.


Dois ETs conversando
- será que existe vida inteligente aqui?
- não, só vida esperta.


- vamos nos misturar pra conhecer um pouco dos hábitos dele.
- ok, você é a mulher.
- por que sempre eu tenho que ser a mulher?


- estamos a dois mil anos aqui, pra estudar vocês.
- e ai, o que aprenderam conosco?
- a procrastinar, ainda nem começamos nossos estudos.


- leve-me ao seu líder.
- eu sou autônomo.

domingo, 11 de maio de 2014

PILULAS: MÃE

- mãe, por um acaso um fui adotado?
- filho, você acha que se eu pudesse escolher, eu teria escolhido você?


- qual foi a primeira coisa que você sentiu quando descobriu que estava gravida de mim mãe?
- enjoo.


- feliz dia das mães, mãe.
- feliz pra quem, só se for pra você.


- você é a melhor mãe do mundo.
- o que eu te disse sobre ficar mentindo?


- deixa, um dia você vai acordar e eu não vou estar aqui.
- a senhora está pensando em arrumar um emprego?


- se eu for até ai encontrar, eu posso te dar uma surra?
- pode, mas se a senhora não encontrar, eu posso te dar uma surra?


- da onde esse chocolate?
- ganhei.
- O que eu te disse sobre não aceitar doces de estranhos.
- mas mãe, nenhum conhecido oferece.


- mãe posso ir?
- pede pro seu pai.
- mas eu não tenho pai, fui criado só pela senhora.
- então eu sou sua mãe e seu pai.
- então, posso ir?
- não.


- mãe, eu fui um filho planejado?
- filho, a mãe não consegue planejar nem como vai ser o dia de amanhã, você acha mesmo que ia planejar ter tido você?


- mãe, eu quero um irmãozinho.
- pede pro seu pai.


- não fala assim comigo, você acha que está falando com os seus amiguinhos da rua?
- não.
- não me responda porque eu sou sua mãe.
- mas a senhora fez uma pergunta.
- era uma pergunta retorica.


- mãe posso ir dormir na casa do Julinho?
- hoje lá é dia de dormir na casa dos outros?
- não é o outros, é o Julinho.
- qual é o Julinho, aquele gordinho?
- não, o Julinho é o outro.
- viu. Não.


- filho, você está treinando para virar mendigo?
- não, por quê?
- porque esse quarto está um lixo.


- eu vou contar até três.
- posso fazer uma pergunta?
- oi?
- a senhora só aprendeu a contar até três?


- por que eu nunca te vejo fazendo lição de casa?
- uma porque eu não estudo, duas porque nós moramos na rua.
- não responda sua mãe assim.


- posso ir na festa do Anderson.
- não.
- mas todo mundo vai.
- você não é todo mundo.
Silencio.
Algum tempo depois.
- vai fazer alguma coisa, todo mundo aqui faz algo, só você que não.
- mas a senhora disse que eu não sou todo mundo.


- filho você é um diamante.
- então por que a senhora me bate tanto?
- estou te lapidando.


- mas mãe, todo mundo tirou nota ruim.
- se todo mundo se jogar da ponte você também vai se jogar?
- se tiver calor.


- se você não parar eu vou te devolver pro orfanato.
- orfanato, como assim, eu sou adotado?
- deixa eu assistir minha novela.


- não quero ver você andando com esses drogados.
- não são drogados, são meus amigos.
- por isso mesmo.


- não quero você andando com esses bandidos.
- mas mãe, eles tem apenas oito anos.
- nossa...
Silencio.
- esses bandidos estão começando cada vez mais cedo.


- não quero você andando com esses drogados.
- eu não ando com eles.
- bom mesmo.
- eles só vem aqui, pegam as drogas e vão embora.


- você está com cheiro de cigarro, já falei uma vez, vou repetir, se eu te pegar fumando vou fazer você engolir o cigarro.
- mas ai vai ser pior do que se eu tivesse fumando.
- não, o ministério da saúde adverte sobre não fumar, agora sobre comer não dizem nada.


- se seu pai tivesse vivo ele não aprovaria essa sua atitude.
- mas meu pai ta vivo. Eu tava na casa dele semana passada.
- ah é, verdade.


- leva um casaco.
- mãe, eu tou indo pra piscina.
- leva um casaco impermeável.


- mãe eu tenho duas noticias, uma boa e uma ruim.
- qual a boa?
- a boa é que eu vou ser pai.
- meu Deus, e a ruim?
- a ruim é que você vai ser avó.


- quando você vai me dar um netinho?
- quando eu terminar o primário.
- nossa, que menino devagar.


- então ta filho, quando estiver vindo trás pão.
- mas mãe eu estou no estados unidos e só volto mês que vem?
- e dai, eles vão parar de fazer pão mês que vem?


- se você apanhar na rua apanha quando chegar em casa.
- e se eu bater?
- apanha por estar brigando na rua.


- qual foi o momento em que eu mais te fiz feliz mãe?
- o momento em que você anuncio que tinha entrado na faculdade e estava indo morar sozinho.
- mas eu nunca fiz isso.
- ah não?
- não.
- então não tem nenhum. Sabia que era muito bom pra ser verdade.


- mãe, hoje a senhora não precisa lavar a louça, varrer a casa, não precisa fazer nada. É o seu dia.
- sério, nossa filho.
- sério, deixa pra fazer isso amanhã.


- mãe, eu sou o maior presente que Deus te deu?
- não, meu chevette é.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

PILULAS: DEMISSÃO

- mas você não pode me mandar embora assim.
- posso sim, eu sou seu chefe.


- o senhor queria conversar comigo?
- sim, pode sentar.
- você vai me mandar embora?
- não.
- ufa.
- mentira, vou sim.


- então, estamos fazendo uma redução no quadro de funcionários.
- o senhor quer dicas de quem eu acho que deve ser mandado embora?


- quando eu vi que seria mandado embora eu pedi as contas.
- mas como você sabe que seria mandado embora?
- quando ele me pegou vendo pornografia no computador da sala dele.


- eu não quero mais trabalhar aqui.
- mas você não trabalha mais aqui, eu te demiti semana passada.
- então entramos num acordo.


- você está demitido.
- mas eu não trabalho aqui.
- ótimo, um serviço a menos.


- lembra aquele aumento que você me pediu?
- lembro sim.
- então, saiu.
- sério.
- sim.
- poxa, que bom.
- pena que você está sendo mandado embora e não vai poder usar.


- você está sendo desligado da empresa.
- por quê?
- você que pediu.
- vocês nunca me ouviram agora resolveram ouvir.


- sera que podemos entrar num acordo?
- qual a sua proposta?
- alguma que não tenha a minha bunda e nem seu pé no meio.


- o problema não é você, sou eu.
- então por que eles não demitem você?
- por que eu sou o chefe.


- é muito difícil pra mim fazer isso.
- não é o que parece.
- é que eu já peguei pratica.


- quer dizer que você vai me mandar embora com uma mão na frente e outra atrás?
- não, você vai precisar das suas mãos pra juntar suas coisas da mesa.


- com o dinheiro do acerto vou abrir meu próprio negócio, ser concorrente e tomar todos os clientes de vocês.
Silencio.
- pensando bem acho melhor você continuar trabalhando com a gente.


- então é isso, sou mandado embora com uma mão na frente e a outra atrás.
- então, você vai ter que deixar suas mãos.


- depois de tantos anos servindo essa empresa é assim que vocês retribuem?
- se você quer chamar isso de retribuição, ok.


- estamos enxugando o quadro de funcionários.
- mas manda embora quem molhou, não eu.


- desculpa, eu tinha que demitir alguém.
- mas tinha que ser justo eu?
- não, você deu azar.
- por quê?
- você foi escolhido no minha mãe mandou.


- se você precisar eu posso fazer uma carta de recomendação.
- não precisa, eu já estou escrevendo uma carta de suicídio.


- se eu perder esse emprego eu perco a minha mulher.
- viu, a demissão não traz só coisas ruins.


- você está sendo desligado do quadro de funcionários?
- Oi?
- demitido.
- Ah!


- pode recolher suas coisas e ir.
- posso pelo menos terminar o que eu estava fazendo?
- pode, mas eu não vou pagar.
- sem problemas.


- não acredito que fui demitido.
- não esquenta, acontece, eu também já fui demitido.
- como foi?
- não lembro muito bem, eu estava dormindo.


- o senhor está me demitindo por que eu não cumpri a meta?
- não, porque você roubou a loja.
- ufa, achei que era por causa da meta, porque eu bati.


- senta.
Silencio.
- então, dona Valquiria, vou ter que te desligar da empresa, pois já foram dadas varias advertências sobre os seus trajes e nenhum adiantou. A próxima medida era a demissão e é isso que está acontecendo.
- quer dizer que eu estou sendo mandada embora por justa calça.


- Vocês não podem me mandar embora, eu dei o sangue por essa empresa.
- vá atrás do seus direitos no hemocentro.


Mandado o padre embora.
- desculpa, são ordens lá de cima.


- o que eu vou falar pra minha mulher, pros meus filhos?
- diga que você era um funcionário incompetente, que não fazia o que mandavam e que vivia chegando atrasado.
Silencio.
- pensando bem vou falar que eu que quis sair.


- seus serviços como pesquisador do censo não são mais uteis.
- quer dizer que eu estou entrando para estatísticas dos desempregados?

sábado, 3 de maio de 2014

PILULAS: TERAPIA

- você sofre de mania de grandeza.
- você não, o senhor.


- Tenho medo de enfrentar meus medos.
- quais são medos?
- tenho medo de falar.


- o senhor tem algum tipo de fobia.
- aquela de medo lugares apertados.
- transportecoletivofobia?


- eu pago pro senhor me ouvir. Quanto você cobraria o pacote pra escutar minha mulher.


- o senhor sofre de cleptomania. Vou te receitar um remédio.
Silencio.
- pode devolver minha caneta pra eu escrever a receita?


- você é apaixonado pela sua mãe. Tem Édipo.
- mas eu sou órfão.
- então é pior do que eu imaginava.


- você tem síndrome de Edipo.
- mas eu sou homossexual.
- você tem síndrome de Edipo mas pelo seu pai.


- antes de começar temos que voltar lá atrás.
- poxa eu não vou voltar pra sala de espera de novo.


- você precisa fazer uma viagem ao seu passado.
- o senhor aceita em milhas?


- vamos ter que pensar qual a raiz do problema.
- droga, sabia que um dia eu ainda iria usar raiz quadrada.


- calma, a vida é mais fácil do que parece.
- mais fácil pro senhor que ganha maior grana pra ficar sem fazer nada.


- você já fez regressão?
- não, só digestão.


- você tem um problema sério com a sua .
- porra o senhor andou falando com a minha mãe, essa velha se intromete em tudo.


- e ai o que o médico disse que ele tem?
- sofre da síndrome de Édipo pela mãe dos outros.


- acho que você devia fazer analise.
- quem você acha que é pra achar isso?
- analista. Pega meu cartão.


- eu fumo maconha porque o meu analista disse que é bom pra eu relaxar.
- quem é o seu analista o Bob Marley?


- eu não consigo dormir a noite, por isso vim fazer analise, o que o senhor receita?
- arrumar um emprego.


- pelo visto a analise tem feito bem para o seu sono né.
- o senhor acha?
- sim, é só você deitar no divã que já dorme.


- o primeiro passo para se curar é aceitar que está doente.
- ufa, ainda bem que eu não tenho nada.


- as vezes estou no quarto e ouço vozes.
- vozes?
- sim, de pessoas chamando por mim, batendo palma, gritando meu nome.
- quando isso acontece?
- quando estou dormindo. Sempre quando eu tou dormindo, de repente começa um, Maicon, Maicon, acorda que você está atrasado.


- você tem que aprender a controlar seu ciúmes, ele não pode te dominar.
- quem mandou você dizer isso, meu namorado?


- você sofre de mania de perseguição.
- não sofro.
- oi?
- não sofro de mania de perseguição.
Silencio.
- pode falar alto, não tem ninguém atrás da porta é um cabideiro.


- acho que devíamos fazer terapia de casal.
- mas somos amantes.
- então deveríamos fazer terapia de amantes.


- eu e meu marido começamos a fazer terapia de casal.
- sério, que legal, como foi?
- foi o de sempre, a gente discutindo na frente dos outros, mas com a diferença que estávamos pagando pra isso.


- depois que eu comecei a fazer terapia tenho me sentido tão mais leve.
- falei que seu mal era consciência pesada.


- o que você fala pra mim não sai dessa sala.
- isso era o que a minha ex-mulher me dizia.


- você tem um serio problema com a mentira.
- mentira?!


- você sofre de transtorno alimentar.
- esse papo está me dando uma fome.


- amor, acabei de sair do meu analista e tenho duas noticias, uma boa e uma ruim.
- quais são?
- a boa é que eu não tenho anorexia.
- nossa, que bom amor, e qual é a ruim?
- a ruim é que eu to gravida, o vomito não era por causa do transtorno.


- meus pais abusavam de mim quando era criança.
- fale me mais sobre isso.
- eles me colocavam pra arrumar o quarto, varrer a casa, lavar a louça, etc.


- você é um mentiroso compulsivo.
- eu se você não falaria assim com o Batman.


- você sofre de depressão.
- não sofro não, não sofro... – sai da sala chorando.


- doutor, eu estou feliz, essa semana consegui controlar meu ciúmes.
- sério? Meus parabéns, como foi?
- eu estava desconfiando que o Edgar estava me traindo, porque ele chegou três minutos mais tarde do que o de costume, então eu pensei, poxa são só três minutos, ele não fez nada. Então eu larguei a faca, tirei o saco da cabeça dele, o desamarrei e dei um banho nele.


- você contou até dez como te ensinei?
- contei.
- e ai?
- ai só depois que eu contei que eu atirei.


- quando você estiver nervosa respire fundo.
- e parta pra cima dele?


- se conselho fosse bom eu não dava.
- por isso o senhor é analista e cobra.
- exatamente.


- acho que você não precisa mais fazer analise. Já se recuperou bem, está forte, consegue lidar com os problemas.
- o senhor está terminando comigo doutor, não acredito. – começa a chorar.


- por que ao invés de terminarmos não fazermos analise.
- deixa que eu faço uma analise: é não da mais certo mesmo. Ponto.


- qual é a diferença entre o psicanalista e o psiquiatra?
- um numero de “hum é mesmo” que um e o outro fala.


- bem vamos ter que ir lá no seu passado.
- tudo bem, só não repara a bagunça.


- seu médico te passou alguma receita boa?
- sim, uma de pudim de pão.


- meu marido é psicanalista.
- nossa, sério? Ele deve te ouvir muito.
- sim e por ser mulher cobra mais barato por hora.


- nossa, seu marido é terapeuta e cobra pra te ouvir?
- sim, e eu cobro pra transar com ele. Negocios são negócios.


- por que você está com essa fita isolante na boca?
Tira a fita isolante.

- foi meu terapeuta que receitou, é um tarja preta.