Eva: Amor sabe o que eu vou te dar de dia dos namorados. Adivinha. É uma fruta e está mordida...
Adão: Amor não acredito que você vai me dar um Iphone 4...
Eva: Não, só uma maçã mordida mesmo!
Casa toda apagada, a mulher está “bruxa” pensando que o marido esqueceu o dia do aniversário, quando ela entra em casa, a surpresa!
- Surpresa... Parabéns pra você, nessa data querida...
- Pode parar com essa palhaçada, para, para!
- O que amor? É teu aniversário, festa surpresa!
- Eu sei que é meu aniversário, pelo jeito quem não sabia era você.
- Sabia por isso fiz essa festa surpresa...
- Boa desculpa. Salgadinho, brigadeiro, balão de festa, acha que pode me comprar?
- Como assim te comprar?
- Me comprar sim, eu já vi isso nos filmes, esquecem o aniversário daí disfarçam fazendo festa surpresa.
- Não estamos disfarçando, estava combinando isso a muito tempo, hein pessoal.
- Todos concordam!
- Eles até tudo bem esquecer, mais você Lucio Flavio, você? Você é meu marido, dorme comigo, eu te agüento toda noite roncando, e você esquece o dia do meu aniversário.
- Mais amor eu não esqueci, quis fazer uma surpresa então combinei com todo mundo.
- Todos concordam, de novo.
- Aham sei vou fingir que acredito.
- Foi tudo intencional. Vamos cantar parabéns... Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades...
- Para com essa musica chata, só fica a mesma coisa, eu não quero os parabéns, nem os presentes de vocês.
- Mais amor.
- Mais amor é uma ova, acham que eu sou palhaça?
- Todos discordam!
- Não amor, queria te surpreender.
- E conseguiu, nunca pensei que você faria isso comigo, esquecer meu aniversario e fingir que fez uma festa surpresa.
- Mais é de verdade. Apaga a luz, vamos cantar parabéns de novo. Parabéns pra você, nessa data querida...
- Liga essa luz agora ou eu vou embora.
- Todos discordam de novo.
- Alias quem são essas pessoas?
- São seus amigos.
- Meus amigos? Eu não conheço ninguém que está aqui.
- Não fala assim amor.
- É, não fala assim.
- Quem são eles, Roberto?
- Vem no pacote.
- Que pacote?
- O pacote, festa surpresa pronta.
- Então tira eles daqui agora.
- Eles não podem sair enquanto não cantarem, parabéns pra você... Com o pique, pique, etc.
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- Alo, só to ligando pra desejar parabéns hein.
- Mais não é meu aniversário hoje.
- Como não?
- Não, não é!
- Claro que é.
- Não é!
- Como não, ta na minha agenda aqui. É hoje eu tenho certeza.
- Não é, quer saber mais do que eu?
- Não é que eu queira saber mais do que você, mas se eu to falando que é hoje é hoje!
- Não é, meu aniversário é amanhã.
- Não é amanhã é hoje, ta aqui, 21/12.
- Não, é 22/12 eu sou de capricórnio.
- Claro que não, você é de sagitário, quase foi de capricórnio, mais é de sagitário, por isso nos damos tão bem.
- Eu faço dia 22/12, sou de capricórnio, e não me dou tão bem assim com você.
- Como não? Claro que se da, você gosta pra caramba de mim, todos os sagitarianos gostam.
- Vai ver é por isso que eu não gosto, é por que eu sou capricórniano.
- Não é não, chama sua mãe pra mim.
- Minha mãe já morreu, você ta de brincadeira?
- Claro que não, sua mãe ta vivinha, tive com ela esses dias, outra que me dou bem ela é de libra né!
- Ela já morreu, e era de aquário.
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- Ah ta ficando mais velho hein.
- É.
- Daqui um tempo vai casar...
- Pois é.
- Vai ter filhos.
- É a vida.
- Comprar uma casa própria.
- É o curso natural né.
- Crescer no emprego.
- Deus te ouça.
- Sair com a família nos finais de semana.
- Coisa boa.
- Reunir todo mundo no fim do ano...
- É legal.
- Ter netos.
- Não deve ter coisa melhor.
- E daqui uns tempos não vai mais dar no coro!
- Não isso não, isso não vai acontecer comigo!
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Todo ano era a mesma coisa, todos se reuniam pra jantar no dia do aniversário, e comiam a mesma coisa, e tomavam a mesma coisa, e falavam sobre as mesmas coisas. Então poucos dias antes do aniversario dele ela morreu. E ele organizou tudo fez todo o ritual como ela fazia, só que dessa vez sem ela. E comemorou sozinho. Certa hora quando estava comendo escutou um barulho.
- Quem está aí?
...
- Devo estar ficando louco.
- Passa o queijo ralado.
- Toma... O que?
- O queijo ralado.
- Amor?
- Da o queijo.
- O que você ta fazendo aqui?
- Ué não é teu aniversário?
- É. Mais, mais, mais...
- Mais o que?
- Você não ta morta.
- Uí, não fala assim.
- Ué como eu vou falar?
- Seila, mais não assim.
- Você não foi dessa pra melhor?
- Quem disse que é melhor?
- Não é?
- É, é, to brincando.
- E o que ta fazendo aqui?
- Vim cantar parabéns pra você. O chefe viu que você tinha preparado tudo, se comoveu e deixo eu vir.
- Que legal da parte dele.
- É, mais disse que é pra eu levar um pedaço de bolo pra ele.
- Claro, claro, ia sobrar mesmo. E como é lá em cima?
- É sobre isso mesmo que eu queria falar.
- Fala.
- Eu vim te dar os parabéns por duas coisas.
- Duas?
- É a primeira é pelo seu aniversário. E a segunda é que você vai subir como presente de aniversário.
- Sério?
- Serissimo.
- Ele não poderia ter dado meias?
- É ele estava em duvida, dava meias ou isso. Daí falei pra ele que você não agüentava mais ganhar meias. Foi o que o fez decidir.
- Quem disse que eu não queria ganhar meia. Claro que eu queria.
- Ah quando eu dava você reclamava.
- Sim mais ia ganhar meias de Deus.
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- Assopra as velas e faz um pedido.
... Pronto!
- Qual foi o pedido?
- Não posso falar.
- Como não pode falar?
- Se não, não se realiza.
- Ah é né.
- É.
- Mais só da uma dica. Tem a ver comigo?
- Não, porque teria, o pedido é meu.
- Seila vai que você pediu pra ficarmos rico.
- Nem pensei nisso. Será que não tem direito a três pedidos?
- Acho que não. Talvez quando é aquelas velas que acendem de novo depois que apaga.
- A minha apagou e acendeu três vezes até minha mãe dar uma tapa nela, mas eu só fiz o pedido na primeira.
- Perdeu a chance de pedir mais coisas.
- Nem me toquei.
- Mais o que você pediu?
- Não posso falar, que saco.
- Pra mim não tem problema de contar.
- Porque pra você não tem problema?
- Porque eu não conto pra ninguém.
- Mas eu não posso se não, não acontece.
- Mesmo se contar não acontece.
- Você ta louco.
- Verdade.
- Não é.
- É sim. Eu faço pedido todo ano e até agora não fui atendido.
- Qual foi o pedido?
- Não posso falar se não, não se realiza.
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- Quantos anos você ta fazendo?
- Nossa que pergunta indelicada.
- Ué é o dia do teu aniversário, achei que não seria.
- Mais é.
- Desculpe.
- Nada. Quantos anos você acha que eu to fazendo?
- Quantos anos eu acho?
- É.
- Hoje...
- É olhando pra mim, sem saber minha idade quantos anos você diria?
- Olhando bem olhado, aquela olhadona...
- Quantos?
- No duro.
- No duro!
- 37 anos.
- 37 anos, você ta louco, quem te convidou pra minha festa?
- Foi você.
- Convidei porque não achei que você achava que eu tinha 37.
- Mais eu não acho.
- Você acabou de falar.
- Mais você que pediu pra eu chutar.
- E porque você não perguntou?
- Eu perguntei você falou que era indelicado.
- E é. Mais não no dia do aniversário. Uma hora o bolo chegará, e todos saberão.
- Foi o que eu disse.
- Não, foi o que eu disse... Como deixaram alguém que acha que eu tenho 37.
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- Festa maneira hein.
- Festona.
- É.
- Boa comida hein? Provou a coxinha?
- Provei. Divina. Chorei com a massa. E você provou o canudinho com maionese no meio.
- O que é aquele canudinho.
- Bom né.
- Muito. E os docinhos. Viu o tamanho do brigadeiro?
- Aquilo não é um brigadeiro, é uma patente mais alta.
- Ahahahaha... é mesmo, e o beijinho?
- Pelo jeito a confeiteira era Afrodite.
- Pelo beijinho sim.
- E a gelatina?
- Simples mais sensacional.
- Grande festa.
- Muito boa.
- E a musica hein.
- Boníssima. Ótimo playlist.
- Grande festa.
- Ótima.
- Ele merece.
- Mais não é ela.
- Ué será que eu to na festa errada, aqui não é o aniversário do Paulão?
- Não aqui é o da Beti.
- Bem que eu desconfiava que tava muito boa.
- Ei vai dormir na cama.
- Mais eu não to dormindo.
- Ta sim.
- Não to, to assistindo o filme.
- Mais o filme já acabou?
- Já! Não acredito tava aqui pensando com os olhos fechados e perdi o final.
- Para de mentir você tava dormindo.
- Não tava, tava pensando no que tenho que fazer amanhã.
- Sonhando com o que tem que fazer amanhã.
- Para de dizer que eu tava dormindo.
- Mais você tava.
- Como que alguém vai dormir no fim de um filme tão bom?
- Da mesma forma que dorme sempre.
- Mais não é que eu durma, é que eu fecho os olhos pra planejar o dia de amanhã e o filme acaba.
- Poh mais que dia cheio hein, ficou com os olhos fechados da metade do filme até o fim dele.
- É que eu to com o dia cheio amanhã.
- E você costuma roncar quando está se planejando.
- Para de querer dizer que eu tava dormindo.
- Mais você tava, e é sempre assim, você dorme no final do filme, daí loca o filme pra assistir o final, dorme de novo, atrasa a devolução porque tem que assistir pelo menos mais 3 vezes pra conseguir ver o final...
- Foi só uma vez e eu não assisti tantas vezes o final porque eu dormia mais sim porque tinha finais alternativos.
- Ah sim alternativos. Cada vez que você assistia sonhava com um final diferente.
- Nada a ver.
- É sim, admita que você estava dormindo.
- Mas eu não estava.
- Ta bom eu não vou discutir com você, Cláudio, se quer ficar dormindo nesse sofá duro o problema é seu só não me venha reclamar de dor nas costas amanhã porque eu não vou fazer massagem pra ninguém... Cláudio você estava dormindo de novo.
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- Amor vem dormir aqui comigo.
- Vem você aqui pro sofá.
- O que?
- Vem aqui você pro sofá, está tão quentinho, daí se eu vou aí pra cama tenho que começar tudo de novo.
- Começar tudo de novo o que?
- A me esquentar.
- Mais venha pra cá que eu te esquento.
- Venha você pra cá que já está quente.
- Eu não vou ir aí no sofá, não vou sair da minha cama quente e confortável pra ir até aí.
- E eu também não vou sair do meu sofá quentinho pra ir até aí.
- Então fica aí mal agradecido.
De madrugada...
- Amor da um espaçinho pra mim.
- O que que você quer?
- Chega pertinho de mim pra esquentar.
- A agora você quer, o que aconteceu com o “seu” sofá.
- Não sei quando peguei no sono estava tão quentinho e agora acordei com um frio.
- Daí vem querer me procurar, vai ficar com ele.
- Mais amor eu tava lá só até pegar no sono.
- Pois então agora fique lá até pegar uma gripe.
- Que isso Ana.
- Que isso digo eu, quando eu queria te esquentar você preferiu ficar naquela concha.
- Não precisa ofender também.
- Sai da cama, vai pro sofá.
- Deixa eu pelo menos levar uma coberta.
- A você estava sem coberta e mesmo assim preferiu ficar lá? O que que ele tinha que eu não?
- Não tinha coberta eu só tava assistindo e tentando esperar o sono vir.
- Eu tinha o sono aqui comigo.
- Ah amor!
- Ah amor uma ova.
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- Você não sabe com o que que eu sonhei!
- Com o que menina.
- Sonhei que estava numa praia...
- Qual praia?
- Não sei uma praia linda, deserta...
- Ih, deserta?
- É deserta porque?
- Não é bom. Mais continua.
- Estava um sol lindo, quando avistei de longe um bombeiro, lindo, sarado...
- Um bombeiro?
- É um bombeiro...
- Bombeiro não é boa coisa...
- É porque você não viu que bombeiro era... Olhos claros, alto, forte...
- Olhos claros?
- Sim, 1,90cm, barriguinha tanquinho.
- Olhos claros não é nada bom. Mais o que vocês fizeram daí.
- Ele veio em minha direção e me ofereceu uma respiração boca-boca.
- Ué você não tava na areia?
- Sim, mais você sabe como é sonho. Então como ouvi falar que se acontece alguma coisa no sonho, acaba acontecendo na vida real eu deixei.
- Deixou?
- E como, fez boca-boca, massagem cardíaca...
- Isso não é bom.
- O que, não é bom? Foi uma das melhores coisas que eu já senti.
- Mais esses sinais.
- Que sinais, foi apenas um sonho, infelizmente.
- Ah menina se cuida.
- Por quê?
- Praia deserta, bombeiro, massagem cardíaca. Vai fazer um check-up...
- Vou é procurar por praias desertas na internet, vai que esse sonho se torna realidade.
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- Cleverson, Cleverson... Acorda, acorda...
- O que?
- Você tava roncando.
- Não tava.
- Tava sim.
- Mais eu não ouvi nada.
- Claro você tava dormindo.
- Mais como roncando?
- Alto, muito alto, alto a ponto de eu ter que te acordar.
- Mais eu nunca ronquei.
- Como?
- Eu não ronco.
- Não mesmo, você não ronca...
- Viu.
- Você entra em erupção.
- Aí que exagero.
- Exagero porque não é você que ta do lado do terremoto.
- Ué nunca reclamaram do meu ronco.
- Mais só eu durmo com você.
- Então ta empatado
- Como empatado, você ronca e pronto.
- Você não tem como provar.
- Não? Ta bom então eu vou filmar e te mostrar.
- Quero ver.
- Vou colocar na internet.
- O que?
- Ué não quer ver.
- Perai, isso é uma discussão nossa.
- Não disse que ninguém nunca reclamou.
- Mais amor, não precisa me expor tanto.
- Ta com medinho?
- Não quero virar sensação na internet.
- Então para de roncar.
- Como?
- Não sei se vira se não vou contar pra todo mundo, imagine o que todo mundo vai dizer.
- Ta bom eu vou parar...
- Quero só ver.
No outro dia...
- Amor, eu quero divórcio.
- Ué porque?
- Não quero você colocando vídeo meu roncando, na internet.
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Durante a noite de um casal dormindo, a mulher rola na cama e derrepente o choque.
- Aí Samuel.
- O que?
- Nossa Samuel.
- Quem é esse tal de Samuel?
- Ahm.
- Acorda. Quem é Samuel?
- Eu que vou saber tava dormindo aqui.
- Não se faça...
- Que se faça? Tava dormindo você sabe disso.
- Sim eu sei. Mais quem é Samuel?
- Que mané, Manuel, volta a dormir, amanhã pulamos cedo.
- 1 hora depois...
- Manuel, Manuel...
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- Conta uma estória pra eu dormir?
- Ahm?
- Conta uma estória.
- Que estória?
- Sei la, você escolhe. Só até eu pegar no sono.
- Ah então você está insinuando que minhas estórias dão sono?
- O que?
- Falando pra eu contar uma estória pra te ajudar a pegar no sono...
- Nada a ver.
- Tudo a ver.
- Não precisa falar nada, queria te ouvir... Agora não quero mais, boa noite.
- Aí amor tava brincando.
- Você e essas suas brincadeiras, só queria uma estória e acabei arrumando uma confusão.
- Não arrumou nada. Deita aí que eu vou contar uma estória.
- Ta bom.
- Só não vai dormir no meio da estória como você sempre faz.
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Os dois deitados na mesma cama, um na cabeceira e o outro nos pés...
- Porque eu tenho que ficar nos pés?
- Porque você é mais novo.
- E o que que tem? A cama é minha.
- E daí? A cama é sua mais eu sou mais velho. E qual é o problema de dormir nos pés?
- Não gosto.
- Ninguém gosta.
- Tem gente que gosta.
- Quem gosta?
- Sei lá mais alguém deve gostar pra ter tido essa idéia.
- É se for pensar por esse lado.
- Tira o pé da minha cara.
- Não to com o pé na sua cara.
- Claro que ta, uí que nojo...
- Tira o seu da minha...
- Mais não é o meu.
- Como não é?
- Meu pé não alcança sua cara, eu sei eu tentei...
- O que? Mais de quem é então?
- Não sei, só que não é o meu.
- Ah não tem mais alguém entre nós. Acende a luz lá.
- Não, acende você.
- Porque eu?
- Você é o mais velho.
- E o que que tem?
- Que tem que o mais velho é o mais corajoso.
- Negativo. Aí caramba bateu com o pé de novo na minha cara.
- Ih, quer trocar de lugar pra ver se para?
- Será que adianta?
- Quer tentar?
- Mais e se não adiantar?
- Daí eu ligo a luz.
- Beleza no 3 nós trocamos.
- 1, 2, 3...
- Aí bem melhor.
- Só troquei porque você tava com medo.
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- Nossa você se mexe bastante quando ta dormindo hein.
- Sério nunca percebi.
- Vai ver é porque você está sempre dormindo.
- É pode ser.
- Olha vamos ter que comprar uma cama maior ou dormir em camas separadas.
- Que exagero.
- Exagero? Noite passada você me deu uma joelhada na costela, uma pesada na cara e um mata leão.
- Sério?
- Claro. Achou que esse olho roxo era do que? Que eu tinha caído da escada?
- Pode ser.
- Como pode ser, nem temos escada.
- Ah é...
- É, e não sei se vou sair viva de mais uma noite dormindo na mesma cama que você.
- Olha eu não faço por querer.
- Eu sei que não faz por querer, mais o que não da é pra continuar apanhando assim.
- Verdade. Vamos resolver esse problema.
- Relaxa que eu já sei como resolver.
- Ah já sabe que bom! Como?
- Toma.
- O que é isso?
- Abre.
... Nossa um pijama novo. Que estranho esse pijama.
- Não é bem um pijama é uma camisa de força.
-----------------------------------------------------------
- Antes de dormirmos juntos eu quero te falar uma coisa.
- O que?
- Eu sou sonâmbulo.
- Serio?
- Seriíssimo.
- Ah mais não tem problema.
- É.
- É o que?
- É que quando eu tenho ataques de sonambulismo eu sapateio.
- Faz o que?
- Faço sapateado.
- Como você sabe.
- Algumas pessoas viram e me contaram.
- Nossa.
- E não para por aí.
- Não?
- Não. Eu também canto.
- Canta?
- Canto.
- Canta o que?
- Samba.
- Samba?
- Sim.
- Você sapateia e canta samba.
- Isso.
- Que loucura. E isso acontece sempre?
- Não, só quando tem platéia!
- Você ta com ciumes de mim, não acredito...
- Não to com ciúmes.
- Ta sim que eu sei. Ta incomodada...
- Nem to...
- Então porque ta brava?
- Não to brava.
- Para, ter ciúmes não é nada demais...
- Mais eu não to com ciúmes...
- Ta sim que eu te conheço.
- E o que que tem que me conhece, só porque me conhece sabe se eu to com ciúmes? Se me conhecesse mesmo saberia que eu não to com ciúmes e que não ligo que você fique olhando pra essas galinhas...
- Viu, viu...
- Ah além de ficar olhando quer me mostrar ainda...
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- Que marca é essa no seu pescoço?
- Qual marca?
- Essa marca aí...
- Não tem marca nenhuma.
- Tem sim. Olha no espelho.
- Ah não acredito que marcou.
- Quem marcou?
- Como quem marcou?
- Quem fez essa marca?
- Ninguém fez.
- Como ninguém fez?
- Ué ninguém fez.
- Então como você fez isso, sozinho?
- Não fiz sozinho.
- Então quem fez?
- Foi você quem fez
- Agora pouco não tinha sido ninguém?
- Não quando eu disse ninguém, eu quis dizer que foi você.
- Como eu, Ronaldo. Da onde eu?
- Aquela hora.
- Que horas?
- Aquela lá. Foi você não se lembra.
- Não, não lembro.
- Como não se lembra, eu falei pra você não fazer isso, senão minha mulher ia ficar brava.
- Mais eu sou sua mulher Ronaldo.
- A então não foi você.
-----------------------------------------------------------
- Onde você estava até essa hora?
- Trabalhando.
- Trabalhando?
- É, trabalhando!
- Até essa hora?
- É, até essa hora.
- Onde?
- No escritório.
- No escritório?
- Sim, no escritório!
- Até essa hora?
- Já perguntou isso.
- Eu sei que já, mas é dificil de acreditar.
- Por que?
- Porque quem trabalha até as três da manhã, de uma sexta-feira, num escritório de contabilidade?
- Eu.
- Claro, só você.
- Não tava eu e a secretaria.
- O que?
- Tava eu e a Débora.
- Ah então quer dizer que tava você e a Débora até agora no escritório é?
- Aham.
- Fazendo o que?
- De novo?
- Vai me dizer que você estava até essa hora, com a secretaria, no escritório trabalhando?
- Sim.
- A me poupe né Frederico.
- Ta bom Karla, eu não vou discutir com você, amanhã acordo cedo tenho que viajar pra búzios.
- Fazer o que em búzios fim de semana?
- Trabalhar né Karla, o que mais eu faço se não trabalhar?
- E quem vai?
- Eu e a secretária.
- A não isso é inadmissível.
- O que eu não posso trabalhar mais? Faço hora extra você reclama, viajem a trabalho você reclama, não confia em mim?
- Sim, em você eu confio, em quem eu não confio é na sercretaria.
-----------------------------------------------------------
- Amor tenho que te falar uma coisa.
- O que?
- Bem não sei por onde começar.
- Começa pelo começo.
- Boa idéia. Então sabe que eu gosto muito de você.
- Sei.
- E que nosso relacionamento é uma das melhores coisas que já me aconteceu.
- Sim eu sei.
- E que eu nunca faria nada pra te machucar.
- Ih não estou gostando desse tom de voz.
- Eu vou tentar ser mais direto.
- Por favor.
- Eu gosto muito de você, você sabe disso né?
- Acho que sabia até agora.
- Por gostar muito de você eu estou fazendo isso.
- Aí meu Deus eu não acredito que estou passando por isso.
- É dificil pra mim também.
- Então fala de uma vez.
- Peraí, eu estou tentando achar uma maneira de falar isso que não parece que eu estou sendo injusto ou algo assim.
-Nada que você faça vai me fazer te achar um injusto.
- Obrigado. Contudo mesmo assim vou ter que falar.
- Eu acho que já sei o que você vai falar?
- Já sabe?
- Acho que sim.
- Ah melhor então não preciso falar.
- Como não precisa falar? Eu falei que acho que já sei, não que sei.
- Ahm?
- Continua.
- Ta, onde eu parei mesmo?
- Que não quer parecer injusto.
- Ah é. Então eu tenho que dizer isso...
- Você vai dizer que vai terminar comigo?
- Não, capaz, nunca me passou isso pela cabeça. Só ia dizer que estou te traindo.
- Aí que susto, pensei que fosse terminar comigo... E ainda tava com medo de parecer injusto...
-----------------------------------------------------------
- Milton o que significa aquilo?
- Aquilo o que?
- Aquilo que eu te peguei fazendo?
- Nada!
- Como nada?
- Ah amor para, eu não tava fazendo nada demais.
- Como não tava fazendo nada demais? Como não?
- Não tava...
- Ah não é nada demais um homem casado fazer o que você estava fazendo...
- Não, não é.
- Ah não, imagine o que os vizinhos vão pensar, que eu não estou te dando comida em casa...
- E não está.
- Oi?
- Nada ver, como os vizinhos vão saber...
- Eu que vou saber como eles vão saber, mais pode apostar que eles vão ficar sabendo...
- Será?
- Imagine um homem casado, com filhos fazendo isso...
- Qual é o problema?
- Qual é o problema? Se não precisa de mim pra isso, o que ainda ta fazendo casado comigo?
- Amor você ta pirando...
- Em quem você pensa fazendo isso.
- Em você.
- Aham Milton senta lá...
- Pior que até tento ter a inspiração de outras mulheres mais sempre acabo pensando em você.
- Não adianta tentar me agradar...
- Mas é a mais pura verdade... Começo ali pensando na Ana Maria Braga, depois vou pra Palmirinha...
- Sabia que começava nas celebridades pra depois chegar em mim.
- Isso não é verdade, você é minha maior inspiração...
- Vou fingir que acredito.
- Então vem aqui me dar um beijo...
- Não, você está com a mão meio ocupada...
- Mais eu já estou terminando...
- Então termine sozinho aí... Você vai precisar de mim ainda pra fazer a sobremesa...
-----------------------------------------------------------
- Que fotos são essas de mulher pelada aí hein.
- Fotos de mulher pelada.
- É você ta me traindo Eduardo.
- Não amor, são só fotos.
- Você está me traindo com a Playboy de novembro.
- Não é de novembro, é de agosto.
- Pior ainda.
- Como pior ainda.
- Está me traindo com uma mais velha.
- Mais amor é só uma revista.
- Não é só uma revista é a playboy de agosto.
- Mais eu não tava vendo as fotos, só as matérias.
- De novo com esse papo de só as matérias, Ricardo Eduardo.
- Juro amor.
- Não jura em falso que é pecado.
- Mais é verdade.
- Pode admitir Eduardo, você está me traindo com a playboy de agosto, fala que fica menos feio pra você.
- Mais eu não estava te traindo, estava apenas lendo as matérias.
- E por que você está excitado?
- Não estou...
- Como não está eu conheço ele...
- (Conhece mais não quer nem tocar nele)...
- O que que você falou?
- Nada!
- Não tenta disfarçar não, que matéria é essa que te deixou assim de “barraca armada”?
- Ahm?
- Que matéria boa é essa aí...
- Não é matéria...
- Sabia... Viu devia ter falado desde o começo, que estava vendo as fotos.
- Mais não é as fotos...
- Se não é as fotos que te deixou... Assim. O que é então?
- As piadas da ultima página.
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- “Trago essa rosa, para te dar”...
- Não adianta querer me agradar.
- “Quando a luz dos olhos seus e as luz dos olhos meus resolvem se encontrar”...
- Para de desconversar Luiz.
- “Tive razão posso falar”...
- Teve razão? Como teve razão?
- “Ela ta dançando e o pimpolho ta de olho”...
- Ah sabia, sabia seu descarado.
- “Provei pra você que eu não sou mais disso”...
- Sim, provou fazendo aquilo...
- “Você é doida demais, muito doida, muito doida”...
- O que? Vou embora.
- “Palavras apenas, palavras pequenas”...
- Você esta duvidando de mim?
- “Pare, até quando você quer mudar minha vida”...
- Está me chamando de controladora?
- “Pra que falar se você não quer me ouvir”
- Ouvir o que suas mentiras?
- “Eu menti quando eu disse que não te queria”...
- E eu ainda achava que você tinha algum sentimento por mim...
-“Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir”...
- Não aqui não, vai me fazer passar mais vergonha do que eu já estou passando...
- “Eu não ligo pra que os outros falam, me arrependo só do que não fiz”...
- Não liga porque está bêbado!
- “Se eu quiser beber eu bebo, se quiser fumar eu fumo”...
- Ah então fica sozinho aí...
- Peraí... “Eu tenho tanto pra te falar, mais com palavras não sei dizer”...
- Não eu vou embora, passar bem...
- “Não se vá meu amor”...
- To bem pra sair assim?
- Não.
- Aí Pedro.
- Só to falando a verdade.
- Mais precisa ser tão grosso.
- Não estou sendo grosso, to sendo sincero.
- Sincero... E essa será que fica melhor?
- Você quer que eu fale a verdade ou minta?
- Fale a verdade.
- Não ficou bom também.
- Nossa, olha o tipo.
- Você que falou pra eu dizer a verdade.
- Mais não essa.
- Como não essa? Existe outra? Essa é a verdade.
- Mais não desse jeito.
- E de que jeito você queria que eu dissesse?
- Sei lá mais não assim.
- Como então?
- Não importa se não ficou bom eu vou trocar.
...
- E agora?
- Tem certeza que quer que eu fale?
- Claro que quero.
- A verdade?
- A verdade!
- Ficou linda.
- Nossa como você é mentiroso.
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- Ah Carlo para de mentir.
- Porque você nunca acredita em mim?
- Porque você nunca fala a verdade?
- Eu to falando a verdade.
- Como eu posso acreditar que você ta falando a verdade agora, se todas as outras vezes eram mentira.
- Não era mentira.
- Ah Carlo.
- Não era, to falando.
- As outras pode até ser que não, mais agora é!
- Não é, porque eu mentiria sobre uma coisa dessas?
- Porque você falaria a verdade?
- Não tenho motivos pra mentir sobre isso.
- E desde quando precisa de motivo pra mentir?
- É isso é verdade.
- Viu eu falo a verdade, já você...
- Já eu também.
- Não tem como eu acreditar nisso, é um absurdo.
- Porque um absurdo? Só você pode fazer isso?
- Não é que só eu possa fazer isso, mais é que não sei se outras pessoas conseguiriam.
- Mais eu vi.
- Tem como provar?
- Ãhm?
- Tem como provar?
- Não acredita na minha palavra?
- Ah Carlo...
- Ah sim, só você consegue fazer isso, você é o rei, o rei de fazer isso...
- Eeee... Ficou bravo...
- Não fiquei bravo, apenas fico puto por você não acreditar em mim.
- Mais eu acredito.
- Não acredita.
- Acredito.
- Não acredita não.
- To falando que acredito.
- Mentiroso...
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- É pelo que deu no diagnostico o senhor sofre de uma doença...
- Aí doutor qual é o nome da doença?
- Mintomania.
- Minto... O que?
- Mintomania. Pessoas que mentem demais.
- Mentira.
- To falando a verdade, o mentiroso aqui é você.
- Não sou não, nunca menti na minha vida.
- Olha aí os efeitos.
- O que to falando a verdade.
- Eu sei que é dificil de aceitar, mas você tem que ser forte.
- Eu sou forte, uma vez ergui um carro...
- É os sintomas estão se agravando mais.
- Qual é o tratamento doutor.
- Falar a verdade.
- Quantas vezes por dia?
- Vai ter que fazer o tratamento intensivo, falar a verdade o dia inteiro.
- Eu não vou conseguir doutor.
- Vai sim, eu acredito em você.
- Acredita?
- Não.
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- Olha nos meus olhos e diz a verdade.
- Precisa mesmo disso?
- Se quiser que eu volte a acreditar em você, sim.
- Não precisa disso eu to falando sério.
- Então olha nos meus olhos.
- Pra que tudo isso.
- Olha. Nos. Meus. Olhos...
- Ta bom.
- Agora diz.
- Você não está gorda...
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- Você jura?
- Juro.
- Jura pelo seu carro?
- Pelo carro Betinha...
- Jura pelo carro?
- Juro, juro...
- Jura mesmo.
- Juro.
- Jura pelo corinthians?
- Ah não coloca o corinthians na história.
- Jura pelo corinthians ou não?
- O corinthians?
- Jerê...
- Juro pelo corinthians. Satisfeita?
- Mais ou menos.
- Mais ou menos?
- Jura pela morte da sua mãe?
- Pela morte da mãe não, Roberta.
- Viu como era mentira...
- Roberta você vai querer colocar a mãe no meio.
- Só assim pra descobrir a verdade...
- Mais já jurei pelo meu carro, pelo corinthians, agora quer que eu jure pela morte da minha mãe.
- Jura pela morte da sua mãe ou não?
- Não pode ser pela morte da sua?
- Sabia que era mentira...
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- Ah, mais foi uma mentira saudável.
- O que?
- Uma mentirinha saudável...
- Como assim mentira saudável?
- Uma mentira que não vai prejudicar ninguém.
- Só porque não vai prejudicar ninguém, é saudável agora?
- Não é agora, sempre teve esse nome.
- Não existe esse negócio de mentira saudável. Mentira é mentira.
- Sim mais tem vezes que nós mentimos pra não machucar o próximo.
- Que próximo.
- Sei lá as pessoas que gostamos.
- Você já contou uma mentira saudável pra mim?
- Claro que sim.
- Qual foi?
- Qual foi o que?
- A mentira saudável.
- Não lembro, foram tantas...
- Ah quer dizer que você sempre faz isso.
- Não.
- Não?
- Não, só quando é preciso.
- E com qual freqüência é preciso?
- A não sei te dizer amor.
- Como não sabe dizer? Dá um exemplo.
- Um exemplo? Um exemplo?
- É.
- Pra evitar alguma briga.
- Que tipo de briga?
- Briga besta (como essa)...
- O que?
- Nada.
- Isso foi uma mentira saudável?
- Saudável pra mim.
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- E se fosse proibido mentir?
- O que?
- Imagine se fosse proibido mentir.
- Do que você ta falando? Fica de olho aí...
- To olhando... Só tava pensando, imagine que ruim se não existisse a mentira.
- Ué que diferença faria?
- Que diferença faria?
- Olha pra tela.
- To olhando... Que diferença faria?
- É.
- O que você diria pra sua mulher pra poder passar no bar?
- A verdade.
- Até parece.
- Sim, a verdade.
- O que diria para o chefe quando chegasse atrasado?
- Olha teu lado aí...
- O que?
- Falei olha teu lado aí...
- To olhando... Mais o que diria para o chefe?
- A verdade.
- Para de mentir...
- Diria a verdade sim, sempre digo...
- Aham, sempre diz.
- Sempre digo sim... E para de conversar, vamos prestar atenção no serviço.
- A verdade...
...
- Diria a verdade, para sempre?
- Sim, se fosse proibido mentir teria outra opção?
- É, pior que não.
- Então. Agora olha teu lado aí.
... E se a sua mulher pegasse você com outra na cama o que você diria?
- A verd... Se ela me pegasse com outra na cama?
- É.
- E não pudesse mentir?
- É.
- Não mais isso nunca vai acontecer.
- Não.
...
- Mais e se acontecesse com você. Se a sua mulher te pegasse com outra na cama e fosse impossível mentir, o que você diria?
- Diria a verdade.
- Que verdade?
- Que a sua mulher estava passando mal e que eu estava tentando ajudá-la.