domingo, 24 de outubro de 2010

Vende-se

- Oi quanto custa esse aqui?

- Pra você é R$20,00

- Pra mim é R$20,00?

- Isso.

- E para os outros?

- Como assim?

- Se pra mim é R$20,00 quanto é para os outros?

- Depende.

- Depende do que?

- Depende que outros.

- Outro tipo ela.

- Pra ela é R$15,00

- Por que?

- Porque o que?

- Porque pra mim é R$20,00 e pra ela é R$15,00?

- Ela parece ser mais simpática.

- Ahm?

- Simpatia vale desconto.

- Que absurdo.

- O que?

- Você está me dizendo que eu devo pagar mais porque sou antipática.

- Não eu não disse isso, disse que ela paga menos porque é simpática, e se for levar em consideração você também é simpática ainda to fazendo o preço pra simpática.

- E porque eu sou menos simpática do que ela?

- Você não é menos simpática que ela.

- Então porque ela pagaria R$15,00 enquanto eu tenho que pagar R$20,00?

- Porque ela é bonita.

- A agora você esta dizendo que alem de antipática eu sou feia?

- Eu não disse isso.

- Mais é o que está parecendo.

- Você está interpretando errado...

- Eu não estou interpretando nada errado.

- Ta bom, eu faço por R$15,00 pra senhora.

- Faz?

- Faço.

- E pra ela?

- E pra ela o que?

- Quanto vai sair pra ela?

- R$20,00.

- Ah bom...

...

- Ué porque pra mim vai sair R$20,00, e pra ela R$15,00?

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- Tem desse aqui na cor azul?

- Não tem.

- Aí que pena. E na cor preta?

- Não esse aí é modelo único, só temos no branco.

- Ah modelo único.

- Aham.

- Verdinho desse você não teria?

- Não só no branco mesmo.

- Ah branco não me cai bem.

- Mas temos outras peças em varias cores.

- Hum mais eu gostei dessa.

- Mais da uma olhadinha nas outras, vai que você se interessa por alguma outra coisa.

- É né...

- Prova essa.

- Ah essa é bonita hein.

- Essa é uma das mais bonitas que temos.

- É bonita mesmo, vou experimentar. Traz uma dessa no azul e uma daquela primeira no roxo.

- Trago uma dessa no azul, só que daquela primeira só vai ter cor única.

- Ah é só cor única, e essa cor única não é roxo?

- Não, é branco.

- Ah você tinha falado, então traz a que você sugeriu no branco e a que eu gostei no azul.

- Não seria ao contrario?

- Não, é dificil eu me confundir.

- Então é aquela do modelo único branco, e a que eu te mostrei no azul.

- Não ao contrario.

- Mais aquela única só tem no branco.

- Ah é só no branco?

- Sim, só no branco.

- Não gosto de branco suja muito.

- É mais só tem no branco.

- Amarela não?

- Não.

- Então pega aquela que você sugeriu na cor branca.

- Mas a senhora não disse que não gosta de branco.

- Não gosto, mais só tem branco.

- Não mais tem em outras cores.

- Ah tem outras cores?

- Tem então me vê uma dessa no azul e a primeira na cor preta.

- Mais só tem no branco.

- Ué você que acabou de falar que tem outras cores.

- Não a primeira, a segunda.

- Mas eu não gostei da segunda só da primeira só que de outra cor.

- Eu sinto muito, mais não tem, não tem.

- Nossa como você é antipática, não precisa trazer mais nada, vou comprar em outra loja.

- Vá mesmo.

- Eu vou. Só anota meu numero pra quando chegar àquela peça no preto você me ligar.

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- Se eu levar três você faz por quanto?

- Se você levar três...

- E se eu levar cinco...

- Ah daí fica melhor hein.

- E sete? Se eu levar sete?

- Sete, eu consigo um negocinho bom.

- E nove?

- Vai sair praticamente de graça.

- Praticamente de graça?

- Aham.

- E onze?

- Onze? Nunca ninguém comprou tantos.

- Então quero ver você me agradar.

- Peraí que eu vou falar com meu gerente... “onze, onze”...

...

- E aí quanto sai os onze?

- Meu chefe nem acreditou que você ia levar tantos.

- Se conseguir um preço bom vou trazer gente que compra mais.

- Não acredito.

- Você me ajuda eu te ajudo.

- Com certeza.

- Então e aí o que conseguiu de desconto?

- Consegui 40% de desconto.

- Não acredito, 40% de desconto.

- Você é um cliente especial, merece um preço especial.

- E consegue esse preço pra mim?

- Consigo, só pra você.

- Então me veja um com esse desconto.

- Ahm?

- Ué não disse que consegue esse desconto pra mim.

- Sim mais se fosse levar onze.

- É mais eu só vou levar um, quem compraria onze?

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- Deixa eu ver como ficou.

- Não sei acho que ficou meio estranho.

- Nada, ficou um espetáculo.

- Você acha mesmo.

- Se eu acho? Eu tenho certeza.

- Parece que ta meio apertada.

- É nada ta na moda assim.

- A ta?

- Se ta.

- Mais eu não consigo sentar.

- Pra que sentar? Ta na moda ficar de pé.

- A ta?

- Se ta.

- Não consigo andar direito, parece que estou assada.

- Nem parece, ta Super elegante.

- Sério.

- Eu já menti pra você?

- Conta, quando você falou que tinha todos os números e depois só trouxe esse?

- Não vem ao caso. Fora que ta na moda andar assim.

- Assim parecendo que estou com vontade de ir ao banheiro.

- Sim. Quer dizer não, andar desse jeito.

- Ta mesmo?

- Se ta.

- Não sei mais acho que não vou levar não.

- O que? Está todo mundo ta usando isso.

- Sério?

- Sério.

- Assim, apertado, desconfortável...

- Todo mundo.

- E porque?

- Porque só veio tamanho único.

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- Acha que ficou boa?

- (marido) Não.

- (Vendedora) Sim.

Enquanto a mulher está no trocador.

- (marido) Ela perguntou pra mim.

- (vendedora) Desculpe senhor mais eu sou a vendedora.

- Por que acha que não ficou boa?

- (marido) Sei lá não caiu bem.

- (vendedora) Mais ficou boa. Vestiu muito bem.

- Acha que deixou minha bunda muito grande?

- (marido) Sim. Isso é ótimo.

- Aí amor.

- (vendedora) Não. Ficou perfeita.

- E a blusinha combinou com a calça?

- (marido) Nada a ver.

- (vendedora) Combinou demais.

De volta ao trocador.

- (marido) Não tem nada a ver, a calça é azul e a blusinha é abacate.

- (vendedora) É a tendência.

- Então será que eu devo levar?

- (marido) Eu acho que não.

- (vendedora) Com certeza vai arrasar.

- Acha mesmo.

- (marido) Eu acho.

- (vendedora) Claro.

- Então eu vou levar.

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- Oi, vim trocar isso daqui.

- O que aconteceu?

- Ganhei de presente, e não serve.

- Sinto muito.

- Não tem problema acontece sempre isso.

- Não, sinto muito mais não podemos trocar.

- Como assim?

- É a norma da loja.

- Como norma, isso é um direito do consumidor.

- Mas o lema da loja é “cavalo dado não se olha os dentes”.

- Mais eu não disse que não gostei do presente, só vou trocar por um maior.

- Não aqui.

- Mais foi comprado aqui.

- Sim eu sei ta com a etiqueta.

- Então vou trocar aqui.

- Mas não efetuamos troca de presentes aqui. Valorizamos a pessoa que deu.

- Eu também, mas não serviu.

- Não posso fazer nada.

- Pode sim, pode trocar.

- Não trocamos. O senhor vai ser obrigado a emagrecer.

- O que? Está me chamando de gordo?

- Não o senhor está se chamando de gordo, dizendo que não serve.

- Mais ficou curto não apertado.

- Pior ainda.

- Pior ainda o que?

- Pior ainda de trocar. Por que se tivesse apertado o senhor poderia chorar um pouco e nós acabaríamos trocando, agora se ficou curto.

- Tava mentindo, ficou apertado mesmo.

- Não adianta querer enganar, agora o senhor, já falou.

- Isso é um absurdo, não deveria nem estar discutindo isso com você. Chama seu gerente pra mim.

(Gerente) O que está acontecendo?

- Seguinte eu ganhei esse presente e queria trocar, mas ele disse que vocês não fazem troca.

(Gerente) E não fazemos.

- Como não, ele disse que se eu chorasse um pouco ele trocaria.

- Você disse isso?

- Disse... Mas...

(Gerente) Não tem mais, já falei que não vamos trocar nem pra gordo mais.

- Ei eu to aqui ainda.

(Gerente) Sinto muito mais não fazemos trocas.

- E o que eu faço com esse presente?

- Dá de presente pra alguém. Afinal de contas pelo seu tamanho pelo jeito fizeram isso.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cabeça de criança...

- Par ou impar?

- O que?

- Par ou impar?

- Você vai querer tirar no par ou impar?

- Sim.

- A para.

- Paaar? Ou impaar?

- Não vou jogar par ou impar com você.

- Ta com medo?

- Não apenas não vou jogar.

- Hum, medroso...

- Não vou jogar. Você rouba.

- Como roubo?

- Roubando.

- Como roubando?

- Você sempre escolhe primeiro.

- Ué você fica enrolando.

- Não é que eu fico enrolando, tenho que escolher direito.

- Ta bom pode escolher primeiro.

- Não, não quero jogar.

- Ta com medo é?

- Não apenas não quero. Acho que devemos decidir isso como adultos.

- É pensando bem é melhor mesmo.

- Com o que está em jogo não pode ser disputado numa brincadeirinha assim.

- Que tal pedra, tesoura ou papel?

- Acho mais justo. Mais tem que ser melhor de três.

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- Aninha quer casar comigo?

- Será Luquinha mais nós somos muito novos.

- O que que tem, eu gosto de você, você gosta de mim.

- Mais e os nossos pais?

- Eu peço para o teu pai.

- Você é louco.

- Peço sim.

- E se ele disser não.

- Ele não pode dizer não.

- Lembra o que aconteceu com o David.

- Mais o David não sentia o que eu sinto por você.

- Aí que lindo.

- Ta decidido vou falar com ele hoje, depois que sairmos da escola.

- Eu to com medo.

- Não precisa ficar, talvez hoje mesmo já estejamos morando na minha casa da arvore.

- O que?

- É vamos morar lá.

- Naquele muquifo?

- Muquifo?

- É aquela arvore caindo aos pedaços.

- Mas já tínhamos combinado.

- Não, não, não...

- Como não...

- Não, eu não entro naquela casa de arvore nem que a vaca tussa.

- Mas é tudo que eu tenho. Aquela casa na arvore e minha Calói 10.

- Você chama aquilo de Calói 10 eu daria no máximo um 4 para aquela bicicletinha.

...

- Aonde você ta indo?

- Tomar um leite e esfriar a cabeça. Pensando bem acho que seu pai não ia deixar mesmo.

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- A não mais meia.

- Não fala assim filho.

- Mas mãe, todo ano ela me da meia.

- Carlos Augusto.

- Carlos Augusto não mãe. Eu tenho que falar. Todo mundo da uma coisinha diferente, mais a tia Teka da sempre meia, meia, meia.

- Não seja mal agradecido.

- Eu vou falar com ela.

- Não faça isso.

- Vou ter que falar, não posso mais deixar isso acontecer. Tenho que saber se é só comigo ou se da para os outros sobrinhos também.

- Não vai... Ih já foi...

- Tia vamos conversar.

- Fala meu sobrinho que eu mais gosto.

- Não me venha com sobrinho que eu mais gosto não.

- O que?

- Isso mesmo que você ouviu, se eu fosse o sobrinho que você mais gosta, não me daria meia em todas as datas comemorativas.

- Ahm?

- Meia, soquete, meia social, meia com dedo, de frio, de verão, de fazer academia eu tenho 13 anos e você me da meia pra usar na academia.

- Não to entendendo.

- Meia, a senhora só me da meia tia, eu sei que meia quanto mais melhor. Mas não poderia mudar só uma vez? Só uma vezinha?

- Eu pensei que você gostasse.

- Eu gostei até a vigésima vez. Mas até na páscoa tia. Na páscoa!

- Era de coelhinho.

- Mas era páscoa.

- Desculpe.

- Não precisa pedir desculpa só me responda uma coisa?

- O que?

- Ah senhora da meia pra todos os sobrinhos?

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- Mãe, pai, eu tenho que confessar uma coisa.

- O que foi filho.

- O que que está acontecendo Paulinho?

- Eu sou adotado.

- Ahm?

- O que?

- Eu sei que sou.

- Para de falar besteira filho.

- Mãe não adianta negar.

- De onde tirou isso filho?

- Eu já venho percebendo isso a muito tempo.

- Do que está falando?

- Olha pra você mãe. Eu não pareço nem um pouco com você.

- Besteira, quando crescer vai ficar mais parecido.

- Não diga isso pai, eu me pareço menos ainda com o senhor. O senhor é careca.

- Paulinho não fala assim com o seu pai.

- Mais é verdade mãe, ele é carequinha.

- É a idade filho, e sua mãe que fez cair.

- O que não vem colocar a culpa em mim por você ser careca precoce.

- É culpa sua sim.

- A e o meu corpo, olha o que você fez com ele, nem meu filho não me reconhece mais.

- Ah você fica o dia inteiro coçando e a culpa é minha.

- É sua, antes de te conhecer eu era magrinha, cabelo perfeito, todo mundo me queria.

- A e antes de te conhecer eu era magrinho, tinha cabelo...

- Parem de brigar, parem de brigar. Eu errei realmente vocês são meus pais.

- Ué como descobriu agora?

- Eu achei umas fotos de quando vocês eram novos e realmente vocês eram assim como falaram. Só espero não ficar com a aparência de vocês quando ficar mais velho.

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- Vou contar até 10...

- Não até 10 é muito pouco.

- Ta bom, até 20.

- Conta até 50.

- Mais eu não sei contar até 50, só sei contar até 20.

- Então conta duas vezes até 20.

- Ah mais daí da mais.

- Claro que não.

- Ta bom.

- 1, 2, 3... 20. 1, 2, 3... 20. Lá vou eu.

- Conta mais uma vez até 20.

- Não lá vou eu.

- Não conta mais uma vez até 20.

- Já deu tempo pra você se esconder, porque não foi?

- Tava vendo se ia contar certo.

- Ta bom vou contar só mais uma vez.

- Mais uma vez, de duas vezes até 20, ou só até 20.

- Só mais uma até 20.

- Não tem que contar duas vezes até 20 pra dar quase 50.

- Como você sabe que duas vezes 20 da quase 50?

- Sabendo.

- Como sabendo? Você sabe contar até 50?

- Não.

- E como sabe isso então?

- Porque eu sei ué.

- Não tem nada vê.

- Claro que tem.

- Não tem.

- Tem sim.

- Ih olha o Cláudio indo embora.

- Onde você vai?

- Vou ir estudar matemática.

domingo, 12 de setembro de 2010

Enrolando...

-Adorei te conhecer sabia?

-Hum?

-Falei que adorei te conhecer.

-Ah eu também.

-Você também o que?

-Adorei te conhecer.

-Adorou mesmo?

-E como...

-O que mais gostou?

-O que eu mais gostei?

-É.

-De tudo.

-Deve ter alguma coisa que gostou mais.

-Não, gostei de tudo, tudinho.

-Aí que lindo... Que mais?

-Que mais o que?

-Fala mais.

-Gostar de tudo já não ta bom?

-Ta bom, mas é que eu esperava mais antes de te conhecer.

-Mais o que?

-Mais, mais... Sabe mais.

-Até alguns segundos atrás disse que tinha adorado me conhecer.

-E adorei só que esperava que você soubesse se expressar melhor.

-Mas o que você quer saber?

-O que mais você gostou em mim.

-A você quer saber? Quer? Ta bom o que eu mais gostei foi da sua bunda.

-Você é igual aos outros...

-Você quem perguntou.

-Mais não era essa resposta que eu queria.

-E qual resposta era?

-Todas menos essa.

-Ta bom eu menti pra você eu gostei mais do seu jeito meigo, dos seus olhos.

-Ah quer dizer que minha bunda não é boa o suficiente pra você?

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-Desculpa é que é a primeira vez que eu faço isso.

-Ah capaz.

-Sério, to muito nervoso.

-Calma você ta indo bem.

-Ah já começou.

-Sim, sim...

-Aí que medo.

-Relaxa.

-Eu to tentando, mas você não sabe como é difícil pra mim.

-É difícil pra todos na primeira vez.

-Ah é pensei que fosse só comigo.

-Vai com calma, com calma.

-Desculpa.

-Para de se desculpar, você não ta fazendo errado, digamos que pra primeira vez ta indo muito bem.

-Ah você ta falando isso só pra me agradar.

-Não, pior que não, apesar de você estar pagando.

-Foi à única maneira que eu achei pra fazer isso.

-Eu sei não estou falando por mal, muitos fazem a primeira vez assim.

-Menos mal.

-Fica tranqüilo.

-Acho que é agora.

-Já... Quer dizer, então vai.

-Nossa que sensação estranha.

-É normal ser estranha.

-Ah, ah, ah, foi...

-Viu não foi tão difícil.

-É pior que não, agora vamos provar pra ver se está gostoso.

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-Você mora aqui na frente.

-E você mora aqui na frente.

-Prazer Vargas.

-Teka.

-Teka? De Estela.

-Não de Tereza.

-Ah de Tereza e da onde o Ka.

-Sabe que eu não sei só lembro de me chamarem assim.

-Pois é um dia você acorda e todo mundo está te chamando por um apelido, pelo sobrenome...

-E o Vargas é primeiro nome mesmo.

-Não, é o quarto.

-Quarto?

-É tenho três nomes antes.

-E porque te chamam pelo quarto?

-Porque a cozinha é muito longe.

-O que?

-Foi uma piadinha...

-Ah...

-Então chamam pelo quarto porque os outros três não pegaram.

-Como assim não pegaram?

-Lembra no colégio quando tentava te dar um apelido e não pegava?

-Lembro.

-Foi o que aconteceram, tentaram o primeiro nome não pegou, o segundo tava começando a pegar mais apareceu mais um na minha sala com igual, fui pro terceiro ficou um tempo até cair em desuso.

-E se esse não pegar?

-Vou ter que inventar um apelido.

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-Oi vizinha.

-Opa, daí tudo bem?

-Tudo, tudo.

-Então o que você quer vizinho?

-Vim cobrar minhas xícaras de açúcar, café, farinha e sal que você pegou e não devolveu.

-Hum?

-Não que eu esteja precisando mais é só pra não acumular mais né...

-Se ta de brincadeira né vizinho sempre com esse senso de humor...

-É senso de humor é tudo mesmo... Só que eu não to brincando não.

-Você ta falando sério?

-Seriíssimo.

-Mais se não me engano eu devolvi todas as xícaras que peguei.

-Sim mais não to falando da xícara to falando do conteúdo, peraí que eu tenho anotado.

-Você anotou?

-Depois da quarta xícara de açúcar sim.

-Ah é assim então?

-Só quero pegar pra não acumular mais.

-Você é um louco eu vou devolver e nunca mais pego nada empresado do senhor.

-Duvido.

-O que?

-Duvido.

-Ah o senhor é muito desaforado mesmo não sei onde eu tava com a cabeça quando peguei alguma coisa emprestada do senhor. Vou pegar suas “xícaras” e nunca mais quero ver o senhor na minha frente.

-Aproveita e vê se tem maisena pra me emprestar.

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Na fila do almoço.

-Você coloca o feijão em cima do arroz?

-Sim, por quê?

-Não sei se você sabe mais ta errado.

-Errado?

-É, o feijão vai antes do arroz.

-Porque?

-É a lógica.

-Lógica?

-Sim, veja bem feijão, arroz e carne.

-Ta mais o porque do feijão ir por baixo.

-Ta na bíblia.

-Na bíblia?

-Sim, na hora da santa ceia...

-Mais eles não comeram num buffet no dia da santa ceia.

-Ah não.

-Não.

-É não só que na hora que eles estavam na mesa, se não me engano José alcançou a panela pra Judas, e quando Judas foi colocar no prato Jesus disse “Feijão vai por baixo”...

-Ahm?

-“Feijão vai por baixo”.

-Onde você viu isso?

-Na bíblia.

-Que parte?

-Na parte final lá, na hora da janta...

-Você ta inventando isso.

-Não, pode procurar...

-Ah você não achou uma explicação...

-Acabei de explicar.

-Ta bom, ta bom...

-O que? você vai misturar feijão com o macarrão...

-Ih de novo?

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-Ei, ei, você.

-Eu?

-É.

-Fala?

-Sabe que eu acho que te conheço de algum lugar.

-Eu?

-É, você não é primo da – da... Como é o nome dela mesmo?

-Karla.

-Isso, Karla.

-Sabia que era você. E como ta a Karla?

-Sabe que faz tempo que eu não vejo ela.

-Eu também, diz que eu mandei um beijo pra ela.

-E se você ver ela primeiro diz que eu mandei um beijo.

-Ta. Mais e o – o...

-Dani.

-Isso o Dani, como ta o Dani.

-Ta bem também ta pra casar ou ta separando não sei ao certo.

-Esse Dani é brincadeira lembro cada uma dele.

-O Dani é o bicho.

-Diz que eu mandei um abraço pra ele.

-Digo sim.

-Então vou indo, abraço - o- o...

- Pedro...

- Isso Pedro, sabia que te conhecia é tão bom encontrar pessoas que tivemos pouco contato mais que marca.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

No Divã

- O que está acontecendo?

- Ah você quer saber? Quer saber mesmo ou ta falando isso só pra me agradar?

- Quero saber estou aqui pra te ajudar.

- Você me ajudar? Quem é você pra me ajudar, nem sabe o que está acontecendo.

- Pois então fale, sou todo ouvidos...

- Falo se eu quiser, falo se eu quiser.

- Tudo bem.

- Tudo bem? Não ta tudo bem se tivesse tudo bem eu não viria aqui.

- Eu sei que não está bem mais preciso que você se abra.

- Agora você sabe tudo, o senhor sabe tudo, ‘ah eu sei tudo eu sou psicanalista’.

- Estou aqui pra te ouvir.

- Porque? Porque? Pra sair falando pra todo mundo que eu tenho problemas?

- Nada que é falado sai daqui.

- Todo homem fala isso, todos...

- Mais aqui eu não sou homem...

- Ah não além de tudo é viado, era tudo o que eu precisava, um viado me atendendo.

- O que?

- Ah não de novo não, já tinha acontecido com o Maurinho agora meu doutor também não.

- Não, não é nada disso.

- Aí porque essas coisas acontecem comigo doutor, porque?

- Veja bem...

- O senhor não me deixa falar doutor, você está me sufocando.

- Dona Edite a senhora veio se consultar de TPM de novo?

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- Pode falar.

- Então doutor é que eu tenho medo.

- Medo?

- É medo, medo do que pode acontecer...

- Medo do que pode acontecer?

- Sabe você fica imaginando o que vai acontecer no futuro e começa a ficar com medo no presente.

- Sim, sim continue.

- Eu to aqui agora e pensando e ano que vem? Onde eu vou estar ano que vem.

- Pelo visto aqui ainda.

- Oi?

- Nada pode continuar... Não sabe onde vai estar.

- Fico viajando como vou estar, empregado, namorando, com dinheiro...

- É acho que não adianta se preocupar com o que vai acontecer.

- É eu sei que não mais não consigo não pensar. E se eu ficar careca? Imagine eu careca...

- Ah então você está preocupado com o seu cabelo.

- Só com o cabelo não doutor, o cabelo é o que vai decidir meu futuro...

- O cabelo vai decidir o seu futuro?

- Veja bem se meu cabelo continuar aqui eu vou continuar conquistando mulheres, vou ter respeito no trabalho e continuar ganhando dinheiro...

- Pelo jeito o senhor tem complexo do chewbaca.

- Isso é sério doutor?

- É um caso raro mais que tem tratamento.

- Raro doutor... E qual é o tratamento?

- Você vai ter que ser forte.

- Aí doutor...

- Você já raspou o cabelo?

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- Eu tenho problemas com as mulheres.

- Que tipo de problemas?

- É que elas só querem virar amiga.

- Hum.

- Faço elas rir, faço carinho e tudo mais só que quando vou partir pra cima elas falam que não querem estragar amizade.

- Sei sei.

- Eu não quero amizade doutor, amigo eu tenho na internet.

- É.

- Vejo uns caras “horríveis” com varias mulheres doutor.

- Entendo.

- Eu não sou feio doutor, até que sou engraçado, passo perfume e elas só querem ser amiga.

- Hum.

- Num quero amiga, quero pegar elas, agarrar e mostrar que sou o “cara”.

- Sim, claro.

- Será que eu vou ter que começar a tratar elas mal pra começarem a me respeitar, acho que é isso vou ser MAU, isso...

- Você não precisa disso, é bem mais simples do que você imagina.

- O que é então doutor eu preciso de uma solução urgente.

- Eu posso te ajudar mais antes eu preciso saber de uma coisa sua namorada sempre está junto com você quando você sai?

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- Doutor eu preciso de ajuda eu to traindo meu marido.

- Sente – se.

- Eu to aflita, me ajuda doutor, eu não quero mais fazer isso...

- Fale – me mais.

- Já faz quase um ano que eu to fazendo isso.

- E a quanto tempo vocês estão juntos?

- Um ano e um mês.

- Sei sei.

- Comecei com um caso na internet...

- Continue.

- Depois conheci um cara no mercado, e um no posto, e um no shopping...

- Entendo.

- Eu não quero mais fazer isso doutor, não quero...

- É complicado.

- Não quero mais doutor...

- Como ele é?

- É muito bonito, rico, carinhoso...

- Ele te bate?

- Nunca encostou um dedo em mim.

- Ele te trai?

- Não seria capaz de fazer isso me ama muito.

- Ah ta explicado.

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No Hospício.

- Porque você ta internado?

- Foi um engano, pegaram o cara errado.

- Ué e porque você não explica isso pra eles?

- Já expliquei eles falam que eu sou louco.

- É, eles são assim mesmo.

- Não sei mais o que fazer pra provar que pegaram o cara errado.

- Cara errado?

- É confundiram pegaram o cara errado.

- Você ta louco!

- Não eu sou normal o outro que o louco.

- Que outro?

- O Certo.

- Mais se ele é certo ele não é louco, ele seria louco se fosse errado.

- Então eu sou o certo e ele é o errado.

- Não, mais você não acabou de falar que pegaram o cara errado?

- Isso, o certo seria ele.

- Então se o certo seria ele, você é o errado?

- Sim eu sou o errado.

- Você não acabou de dizer que é o certo.

- Eu sou um cara certo, que foi preso no lugar do errado.

- Todos falam isso.

- Mais no meu caso é verdade.

- Não sei não tem cada louco por aí.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Garçom

O Garçom é uma figura e tanto, o psicólogo do bar, que sempre tem uma palavra amiga, uma balde com gelo e um conselho que quase nunca se entende... Tem os que trabalham a tantos anos no mesmo bar que ele já sabe o que você vai beber (ou pelo menos acha que sabe). Garçom com personalidade forte, opinião aberta e que não sabe a hora de ficar quieto.

- Garçom traz mais uma geladinha.

- Num ta na hora do senhor ir?

- O que?

- Sua mulher não fica brava se o senhor chegar tarde?

- A minha mulher não manda em mim.

- Eu acho que sim.

- O que? Porque você acha?

- Que horas você tem que chegar em casa?

- Ah hora que eu quiser... No Maximo até 22h30min.

- Viu...

- Mais não é porque ela mandou é porque eu trabalho cedo então até jantar, tomar banho...

- Sei, sei.

- Sabe nada eu mando lá em casa, se eu quiser vir todos os dias aqui eu venho.

- E porque eu só vejo o senhor uma vez por semana aqui?

- Porque eu só venho uma vez por semana, porque...

- E é sempre no mesmo dia?

- Porque, ah porque é sagrado né!?

- E porque você só pode passar o dia que vem do futebol porque sua mulher não gosta que fique passando outros dias.

- Nada haver, não tem nada haver, pega outra cerveja pra mim.

- Vou pegar mesmo já ta quase na hora do senhor ir.

- O que quase na hora de eu ir... eu vou a hora que eu quiser... Ih 22h00min horas já, tenho que ir.

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- Ei garçom, garçom.

- Pois não?

- Ta vendo aquela morena?

- Sim.

- Leva esse bilhete pra ela e fala que eu...

- Não bilhetinho não funciona.

- O que?

- Bilhete não funciona mais não.

- Como não? Sempre funcionou...

- Não mais com aquela dali não funciona, o ultimo que mandaram ela usou pra limpar o batom e olha que o que tava escrito era bonito.

- O que, você leu?

- Ué eu to levando e não posso ler? Vai que tem algum erro de português, nenhuma mulher quer um homem que escreve errado.

- É melhor não então, faz o seguinte leva mais um daquele que ela está bebendo e fala que fui eu que mandei.

- Não funciona também.

- Hum?

- Pagar bebida não adianta você só vai gastar dinheiro, não funciona, já vi ela saindo bêbada daqui de tanta bebida que pagaram pra ela e nada.

- Ah é?

- Vai por mim.

- Então eu vou lá conversar com ela do jeito antigo também.

- Ih não vai adiantar.

- O que, mas você nem sabe o que eu vou falar.

- Não vai funcionar.

- E porque não, vai dizer ela é surda muda, que não fala português?

- Não é porque ela já ta indo embora.

- Como você sabe?

- Porque é a hora que o namorado dela para de tocar.

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Já passava da hora de fechar o bar e só um cliente insistia em ficar.

- Eu não vou embora, não, não volto praquela casa nem ferrando, e traz mais uma pra mim...

- Ah o senhor vai!

- Ah num vou!

- Ah vai!

- Num vou!

- Então eu vou pra sua casa.

- Num... O que?

- Vou pra sua casa e você fica aqui.

- Se num vai pra minha casa eu gosto de você não quero que você sofra.

- O que que tem na sua casa de tão assustador?

- Minha mulher ta de TPM...

- Vou pegar mais uma cerveja.

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- Mais uma rodada por conta do Carlo.

- De novo na conta do Carlo, você ta pagando tudo porque Carlo?

- Ei garçom? Shhh... Só pega as cervejas.

Carlo – é mesmo mais uma na minha conta?

- Pela as minhas contas já é a quarta na sua conta.

- O que você pensa que ta fazendo?

- Só falei pra situar o Carlo.

Carlo – Quarta? Vocês estão se aproveitando de mim?

- Não.

- Pelo jeito sim.

- Shhh... Fica quieto você aí.

- Mas foram vocês quem me chamaram.

- Sim mais não pra ficar contando quantas rodadas já foram pagas.

Carlo – ah vocês queriam esconder de mim.

- Nada haver Carlo. (Coral na mesa... NADA HAVER)

- Eu acho que sim.

- Shhh... Sai daqui.

Carlo – bem que eu vi que minha conta tava bem mais alta do que a de vocês sempre, a quanto tempo vocês fazem isso?

- Para de bobeira, não fazemos nada.

- Desde que você freqüentam aqui.

- Shhh... Já não falamos pra você sair daqui? Será que vamos ter que chamar o gerente?

Carlo – Ah vocês querem que ele saia pra voltar a me enrolar né!?

(Em coro... NADA HAVER)

- É o que ta parecendo.

- Ah eu vou ser obrigado a chamar seu gerente.

- Então eu vou contar pra ele dos petiscos.

- Shhh...

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- Alo quem fala?

- É o Garçom.

- É com você que eu falo pra fazer reserva?

- É, depende.

- É, depende?

- Sou eu, depende do que se trata a reserva.

- Ah sim, é pra uma confraternização.

- Qual dia?

- Terça-feira.

- Quantas pessoas?

- Umas 20.

- Qual é o segmento da empresa?

- O que?

- O segmento?

- Pra que você precisa saber disso?

- Procedimento.

- Agencia de publicidade.

- Ah publicidade.

- É publicidade.

- E a maioria é mulher ou homem?

- Ué qual é a diferença?

- Procedimento.

- É mulher.

- Já sabem quanto vão beber?

- Não claro que não.

- Não tem nem idéia?

- Não.

- O que vão comemorar?

- É que batemos a meta.

- Ah comemoração porque bateram a meta, vão beber bastante.

- Mais no que isso influencia?

- Procedimento.

- Mais alguma coisa?

- Vão comer antes de vir ou vão comer aqui?

- Qual é a diferença?

- É procedimento minha senhora.

- Metade vai comer antes e metade aí, agora ta feita a reserva?

- Não a senhora vai ter que ligar mais tarde.

- Não acredito que você me perguntou tudo isso e eu vou ter que ligar mais tarde, porque não faz agora?

- Procedimento.

domingo, 15 de agosto de 2010

Acredite se quiser

- Então eu quero saber se meu marido ta me traindo, saber não confirmar.

- Calma, não é bem assim que funciona...

- O que o problema é dinheiro? É dinheiro o problema?

- Já falei que não faço isso pelo dinheiro, é o dom!

- Eu sei desculpe é que eu tenho quase certeza que aquele canalha ta me traindo.

- Calma já vamos ver... Mais antes vamos falar de preços.

- Vai ver na bola de cristal, cartas, búzios, tarôs, feijão...

- Feijão?

- Usa qualquer sistema, o importante é confirmar a traição dele.

- Vamos começar pela mão...

- Isso pela mão, eu sabia pela mão, minha mão ta coçando pra pegar aquele cachorro, minha mão não vai me deixar na mão.

- Você quer ir direto ao ponto né? Só quer saber sobre isso ou mais alguma coisa.

- Não só quero isso, confirmar e saber o nome dessa desaforada destruidora-de-relacionamentos-que-tinha-tudo-pra-dar-certo...

- Então vamos direto de bola.

- Isso a bola, a bola é mais forte já ia pedir a bola antes da mão vai que minha mão não quer acreditar que ele ta fazendo isso...

- Silencio, olha só o que eu estou vendo...

- O que? Ele com ela no motel, a sem-vergonha eu você não leva.

- Não, não ta no motel, ele está em outro lugar.

- Ah ta vivendo fantasias amorosas, ah senhor eu transo na escada de incêndio.

- Calma...

- É bonita? Ela é bonita pelo menos? Pode falar eu agüento eu sou forte, ainda bem que pegamos a bola minha mão não ia contar.

- É realmente...

- Não, não, não fala, eu amo ele, não vou acabar nosso relacionamento por causa de uma besteira dessa muitos homens traem vamos procurar ajuda, vamos superar isso juntos.

- Mais ele não ta fazendo nada demais não realmente está chegando tarde por causa das reuniões.

- Oque? Ah eu não acredito, sua bola deve estar com problema, não pode ser, tenta a mão...

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- Você acredita no destino?

- Oi?

- Destino, porque quando eu te vi soube que foi o destino quem pois você no meu caminho.

- Há-há-há...

- Não ria do destino.

- Não to rindo do destino to rindo de você.

- Ah menos mal, porque você sabe que se eu estou aqui conversando com você agora é culpa do destino.

- E eu achando que era culpa da bebida.

- O que?

- Nada pensei alto...

- Então quando eu entrei aqui senti uma energia boa, depois do meu sétimo, oitavo ou seja qual for o numero do drink que eu tomei soube que nós estávamos destinados.

- É mais eu sinto te desapontar mais eu não vou ficar com você?

- O que? Vai desafiar o destino?

- Se o destino for ficar com você daí eu vou ser obrigada a fazer isso.

- Ah eu se fosse você pararia de lutar e ficava logo comigo.

- Mais como você não é eu, e eu não bebo tanto vou ter que dizer não.

- Ah você não ousaria, foi o destino que me atraiu até aqui.

- É e vai ser o segurança que vai levar se você não for embora.

- Não eles não têm o poder de mudar o destino, ninguém tem, só o... Garçom mais um drink pra mim e pra minha futura mulher...

- Que futura mulher, sai daqui eu não quero drink...

- Não adianta resistir, se não for hoje vai ser outro dia, nada vai impedir.

- Ah não e o meu namorado que ta chegando ali?

- O que namorado? Não acredito que você tem namorado...

- Pois é sinto informar...

- Ih quer que eu fale com ele ou fala você?

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- Amor tenho que te contar uma coisa.

- Ih lá vem, o que você aprontou Lucio?

- Aí amor não é bem assim foi só que eu tive um momento de azar...

- Ahm?

- Momento de azar e perdi o dinheiro da nova maquina.

- Momento de azar? Peraí eu não entendi direito, acho que escutei errado.

- Não amor é que assim, lembra aquela vez que eu ganhei?

- Sim foi pura sorte.

- Então agora eu tive esse momento de azar.

- Com o dinheiro da minha maquina nova? É isso que você está dizendo?

- É, quer dizer não, quer dizer é.

- É ou não Lucio Flavio, é ou não?

- É! Mas é assim num tem o dinheiro da poupança?

- O que que tem o dinheiro da poupança Lucio Flavio, não vai me dizer que você...

- Nããão... não, eu tava pensando eu poderia pegar esse dinheiro pra recuperar o outro.

- O que? Eu acho que hoje realmente eu to escutando muito. Pegar o dinheiro da poupança pra recuperar o da maquina, você vai recuperar como?

- É que eu to sentido que agora eu vou ganhar.

- Você ta sentindo? Você ta sentido Lucio Flavio?

- É to sentindo.

- Ah e quando você perdeu o dinheiro da maquina você não tava sentindo?

- É diferente né Marisa.

- Ah é diferente. Sabe que eu também to sentindo Lucio Flavio...

- Ah ta amor, isso é um bom sinal.

- To sentindo que você vai dormir no sofá e vai ficar um bom tempo sem ganhar uma coisa mais importante...

- O que é isso Marisa?

- Momento de azar.

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- Pai.

- O que?

- Porque a mamãe tava gritando com o você “sorte sua, sorte sua”...

- Ah você ouviu é?

- Ouvi.

- Então filho, sabe o que quer dizer sorte né?

- Sorte é quando a gente não perde.

- Isso, isso, a sorte é exatamente isso.

- Então você tava jogando com a mamãe ontem?

- Jogando?

- É porque se ela tava gritando “sorte sua, sorte sua”...

- É estávamos jogando.

- Jogando o que pai?

- Jogando o que?

- É.

- Estávamos jogando um jogo só pra adultos.

- E pelo jeito a mamãe ganha sempre né?

- Porque?

- Porque eu sempre escuto ela comemorando (yes, yes, yes) só ontem que eu vi ela gritando sorte sua, sorte sua.

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- Alo, amiga sou eu.

- Alo, oi Clau.

- Acabo de descobrir a lei da atração.

- Lei do que?

- Lei da atração, já era acabaram nossos problemas com homens.

- Do que você ta falando Mi?

- Da lei da atração, você atrai o que você quer.

- O que eu quiser?

- É amiga da certo, eu tava pensando um montão em você daí resolvi te ligar e te atrair.

- Hum?

- Funciona assim você quer alguma coisa você tem que pensar nela, qualquer coisa e quando eu digo qualquer coisa funciona com homens também.

- Ah eu não acredito nessas coisas não.

- Ui amiga você ta começando errado já. Pensa em alguma coisa aí, espera um pouquinho que já vai acontecer algo...

- Não ta acontecendo nada.

- Ah é que você não leu o livro.

- Ah você andou comprando livro de auto-ajuda de novo Clau.

- Não mais esse é o ultimo era pra eu ter comprado esse desde o principio...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sexo Verbal...

- Vai me bate.

- O que?

- Me bate!

- Te bater?

- É, vai, bate.

- Não, não.

- Ué porque não Lucio Flavio?

- Porque iria te bater?

- Pra esquentar a relação. Vai bate.

- Eu não seria capaz de bater em você.

- Mais eu que to pedindo, é pra apimentar, vai bate.

- Não, vai que eu te machuque.

- Você machucar... (risos)

- Porque a risada? Posso te bater e machucar?

- Com essa força tua... (risos, de novo)

- Para de rir, posso sim quer ver?

- Quero... (E mais uma vez a mulher ganha a discussão)

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- Mais pra lá, mais pra lá.

- Pra direita ou pra esquerda.

- Se é pra lá é pra é pra direita né!?

- Desculpe, é que é tão dificil.

- Por isso que eu to te ajudando.

- Ae devagar, devagar...

- Ta acho que já to sentindo.

- Sentindo o que?

- Eu sei lá, só falei “to sentindo que to chegando perto”...

- Ah. Vai não para, um pouco mais pra baixo, isso, isso...

- Sabia que eu ia conseguir.

- Não achou ainda mais ta bem perto... aí, aí, aí...

- Aí que emocionante, nem to acreditando...

- Aí, quieto, aí...

- Ta bom, ta bom...

- Puxa um pouquinho, bem pouquinho, aí, aí...

- Opa, opa...

- Ih, puxou demais, agora vai ter que começar tudo de novo.

- Desculpa amor...

- A não vamos deixar pra amanhã.

- Mas amor, só mais uma vez.

- Não, não... não agüento mais isso.

- Então mexe você.

- É só eu consigo mesmo... já devíamos é ter comprado outra antena.

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- Amor é hoje vamos aproveitar que as crianças estão fora.

- Finalmente quanto tempo não ficávamos sozinhos em casa.

- Vamos tirar o atraso.

- Isso, isso...

- Vamos mandar ver.

- Isso, isso...

- Vamos transar em todos os cômodos da casa.

- Não isso não.

- Ué porque não? Estamos sozinho.

- A mais mesmo assim em todos os cômodos.

- Ta só na cozinha.

- Na cozinha não né amor, foi feito faxina ontem, ta tão limpinha.

- Ta bom na sala então, em cima da mesa de jantar, no sofá, no tapete.

- No tapete? Você ta louco, no tapete novinho?

- Ta bom na mesa e no sofá...

- Na mesa nós comemos né Carlos Alberto.

- Ta só no sofá.

- Ah não no sofá não, lembra da ultima vez que eu cai duas vezes.

- Ta bom no quarto das crianças, olha que aventura.

- No quarto das crianças, você ta de brincando?

- Não, no quarto das crianças, no beliche, em cima da caixa de brinquedos...

- Que falta de respeito pelos seus filhos.

- No banheiro então, tomando banho...

- Você não ouviu que eu falei que a faxineira limpou, e ta com um cheiro de Q-boa no banheiro...

- Pensando bem não vamos fazer nada, vou lá buscar as crianças...

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- Que tal fazermos aqui?

- Aqui?

- É, aqui...

- Mais estamos no elevador.

- Sim e estamos presos, até arrumarem.

- É só que tem câmeras.

- Nós tampamos.

- Será?

- Vai, imagine você contando essa história.

- É minhas amigas iriam ficar com inveja.

- Isso então vamos.

- A Vera vai ficar com uma inveja, vai se rasgar toda.

- Vai né, então vamos começar.

- Ih a Paula nossa vai ter um piti.

- Isso, vem cá gostos...

- Elas nem vão acreditar...

- Ta então vamos logo...

- Já to imaginando a cara delas...

- Eu também, já to imaginando a cara dos meus amigos, agora vem cá...

- O que você não vai contar pra ninguem.

- Ué você ta falando que vai contar pra todas as suas amigas...

- Mais é diferente.

- Sim, mais um história assim temos contar.

- Não se vai contar não vamos fazer nada.

- Porque não?

- Porque não!

- Ta bom não vou contar nada.

- Não?

- Não!

- E eu posso contar?

- Pode.

- Então ta bom...

- Ih caramba voltou a funcionar.

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- Você já pifou?

- O que?

- O que? você sabe do que eu to falando.

- Não sei não poh!

- Já pifou, não chegou ao fim da prova.

- Ãhn?

- Esqueceu de trocar a pilha, deixou o carro morrer...

- Não to entendendo.

- Ficou com a Maria mole, decepcionou a platéia...

- O que meu, fala?

- Quantas vezes você já broxou?

- Ah! Nenhuma.

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No sex-shop

- Oi-oi...

- Pois não? Posso ajudar?

- Então é que é assim...

- Pode ficar a vontade... Temos tudo que precisa pra apimentar sua relação.

- Eu quero...

- Um vibrador? Temos de todos os tamanhos, P, M, G, GG, GGG e Muito G.

- Não eu só queria...

- Bolinhas? Ah essas bolinhas são magníficas...

- Não, que bolinhas...

- É pensando bem as bolinhas não são tão legais assim, já sei que aquela pastinha mágica.

- Pastinha mágica?

- É aquela que o parceiro passa e fica com super-poderes...

- Você não ta entendendo...

- Ah seu parceiro já é Super? Tenho um Kriptonita pra ele...

- Eu só quero camisinha, camisinha...

- O que camisinha? Camisinha?

- É camisinha...

- De morango, com bolinhas, pistache?

- Normal.

- Camisinha normal? A não vá comprar na farmácia...

- Mas eu só quero camis...

- Melhor vá pegar no postinho e se retire daqui.

...

- Camisinhas... Hum, camisinha, o que ela acha que é isso? Algum tipo de loja de sacanagem...

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- Amooor... Amooor.

- Oooi?

- Comprei uma fantasiaaaaa...

- Gastando dinheiro a toa de novo Claudia?

- Ui Mario, comprei uma fantasia pra você.

- Pra mim Claudia? Pra mim?

- É...

- Mais nem sabia que iríamos numa festa, e como escolheu minha fantasia?

- Aí você é um idiota mesmo Mario...

- O que?

- Comprei uma fantasia pra me vestir pra você.

- Aaaaaaah... Não acredito amor.

- Aí do que você acha que eu tava falando Mario?

- Aí amor desculpe... Cadê, cadê, cadê?

- Ta aqui, só que só vou vestir mais tarde.

- Mais do que que é amor?

- Mais tarde você vai ver.

- Ah amor fala, só fala...

- Não... Mais tarde...

- Fazer o que...

(De noite)

- Ta pronta amor?

- Não, mais algumas coisinhas...

- E agora?

- Calma... Calma... Aí fecha os olhos...

- Fechei...

- Pode abrir...

- Nossa... Nossa... Nos... Que fantasia é essa?

- Vai dizer que não ta reconhecendo?

- Não.

- Aí Mario... Vou ter que explicar mesmo?

- Sim.

- É de dona de casa...

- Dona de casa?

- É não vive reclamando que eu não paro mais em casa, que faz tempo que não cozinho, - que a casa ta cheia de pó...